Economia Governo marca reunião de concertação social para sexta-feira

Governo marca reunião de concertação social para sexta-feira

O Governo marcou uma reunião de concertação social para sexta-feira, depois de o líder da UGT ter referido que não assinará a adenda ao acordo se a CGTP for envolvida na negociação.
Governo marca reunião de concertação social para sexta-feira
Bruno Simão
Catarina Almeida Pereira 30 de janeiro de 2017 às 12:14

O Governo marcou uma reunião de concertação social para dia 3 de Fevereiro, próxima sexta-feira, soube o Negócios junto dos parceiros sociais. O encontro, que ainda não tem agenda definida, é marcado depois de a UGT ter avisado que não assinará uma adenda ao acordo de concertação social se a CGTP for envolvida na negociação.

O acordo a que chegaram Governo, patrões e UGT em Dezembro caiu por terra quando o PSD juntou os seus votos aos do PCP e do Bloco de Esquerda para revogar o desconto da TSU, que era uma das peças mais importantes do acordo, por constituir a principal contrapartida ao aumento do salário mínimo nacional para 557 euros.

Na semana passada, o Governo anunciou que o desconto na TSU será substituído por uma redução do PEC.

Os patrões anunciaram um "acordo de princípio" em torno da alternativa, que o primeiro-ministro anunciou que será formalizado através de um aditamento ao texto do acordo.

Mas na sexta-feira a UGT veio dizer que não assinará a adenda que corrige o acordo caso a CGTP seja envolvida nas negociações.

"A UGT participará na discussão de um aditamento com as quatro confederações empresariais e com o Governo. Com mais ninguém. Se entretanto alguém desejar juntar-se ao grupo primeiro que o assine e depois que entre cá para dentro para discutir", disse Carlos Silva, em conferência de imprensa.

Se não "estamos a beneficiar o infractor", acrescentou.


A CGTP aconselhou a UGT a ter cuidado nas suas intervenções, sublinhando que a proposta do PEC terá sempre de ser discutida.

"É inadmissível que alguns procurem condicionar o diálogo democrático à participação de outras organizações demonstrando ou indiciando saudades da câmara corporativa que existia antes do 25 de Abril", reagiu Arménio Carlos.




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