Economia Governo prevê atingir este ano 180 ME de investimento na costa portuguesa

Governo prevê atingir este ano 180 ME de investimento na costa portuguesa

O ministro João Pedro Matos Fernandes revelou que o Executivo acredita que poderá atingir no final deste ano 180 milhões de euros de investimento no litoral português.
Governo prevê atingir este ano 180 ME de investimento na costa portuguesa
Bruno Simão/Negócios
Lusa 05 de fevereiro de 2019 às 18:37
O Governo prevê atingir até ao final deste ano 180 milhões de euros de investimento no litoral português onde, anunciou hoje o ministro do Ambiente, já foram lançadas intervenções no valor de 112 milhões de euros.

"Para chegar aos 180 milhões de euros [de investimento] há ainda pelo menos três grandes intervenções para serem lançadas, uma no curto prazo e duas, acreditamos, até ao verão", anunciou hoje o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes.

A "alimentação artificial da praia da Costa da Caparica e as concentrações de grandes quantidades de areia na Figueira da Foz e no troço mais a Sul entre Espinho e a Torreira" são, segundo o ministro, os grandes investimentos que falta lançar para atingir a meta dos 180 milhões de euros em obras "de norte a sul" do país.

De acordo com o ministro, o Governo aprovou, desde o início da legislatura, em 2016, "mais de 50 operações" e intervenções que totalizam atualmente "os 112 milhões de euros".

João Pedro Matos Fernandes falava na Foz do Arelho, à margem do lançamento do concurso público para a Dragagem da Zona Superior da Lagoa de Óbidos, realizado no Inatel.

"É a segunda maior obra em curso [despois da Ria de Aveiro]", sublinhou o governante, aludindo ao investimento de 16 milhões de euros para dragar 875 mil metros cúbicos de areia das bacias no delta do rio Real, no braço da Barrosa e nos canais de ligação do corpo da lagoa, aos braços da Barrosa e do Bom Sucesso.

A empreitada inclui ainda a valorização de uma área de 78 hectares a montante do rio Real, numa zona que no passado foi já utilizada na deposição de dragados.

A obra agora lançada tem, segundo o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, "a particularidade de os sedimentos dragados serem depositados diretamente no mar", numa zona a sul da embocadura da Lagoa de Óbidos e do Gronho, uma solução que considera "contribuir para a minimização da erosão neste troço de costa".

A intervenção pretende, acrescentou Lacasta, "contrariar o fenómeno de assoreamento e melhorar as condições hidrodinâmicas e de qualidade da água" da lagoa onde, em 2015, foi realizada uma primeira fase de dragagens, tendo sido retirados 716 mil metros cúbicos de areia para evitar o fecho do canal de ligação ao mar, pondo em causa a sobrevivência dos bivalves.

A obra, que deverá ser iniciada no outono e que terá a duração de 18 meses, é co-financiada em 85% através do PO SEUR (Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), sendo a contrapartida nacional assegurada pela APA.

A Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa portuguesa, com uma área de 6,9 quilómetros quadrados que fazem fronteira terrestre com o concelho das Caldas da Rainha a Norte (freguesias da Foz do Arelho e Nadadouro) e com o concelho de Óbidos a Sul (freguesias de Vau e Santa Maria).



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