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Governo estima crescimento de 0,2% na economia portuguesa em 2011 (act)

O Governo mantém-se optimista em relação ao crescimento da economia, não prevendo a entrada em recessão. No relatório do Orçamento, hoje entregue na Assembleia da República, o Governo antecipa um crescimento do PIB de 0,2% em 2011 e de 1,3% em 2010.

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16 de Outubro de 2010 às 12:53

As estimativas do Governo para a evolução da economia apontam para que, este ano, o produto interno bruto (PIB) cresça 1,3%. As últimas estimativas apresentadas pelo Executivo eram de 0,7%%, de acordo com o Relatório de Orientação da Política Orçamental divulgado em Julho.

Para 2011, a previsão avançada no Orçamento do Estado é de 0,2%, o que compara com a estimativa de 0,5%, publicada em Julho.

No Relatório do Orçamento, o Governo salienta que “num quadro de forte consolidação orçamental, o crescimento económico baseia-se sobretudo no comportamento das exportações que, para além de aproveitar o crescimento do comércio mundial, se espera que beneficiem de uma significativa recuperação das quotas de mercado”.

O Executivo antecipa que as exportações vão aumentar 8,6% este ano e 7,3% em 2011, sendo este o principal motor da economia nos dois anos. O consumo privado deverá subir 2% este ano e recuar 0,5%, penalizado pelas medidas de austeridade que constam no Orçamento, como o aumento de impostos e redução de salários.

Já o consumo público deverá aumentar 1,9% e registar uma forte contracção de 8,8% em 2011, reflectindo a redução dos gastos do Estado.

“Por sua vez, a quebra de todas as componentes da procura interna reflectir-se-á na contracção das importações, contribuindo para uma redução do défice da balança comercial e, consequentemente das necessidades de financiamento da economia, em 2011.

A procura interna deverá subir 1,2% este ano e descer 2,5% no próximo ano.

Institutos prevêem recessão

Estas previsões comparam também com as estimativas da OCDE, da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), com este último a ser o mais pessimista, apontando para uma contracção da economia de 1,4%, em 2011.

O Banco de Portugal também entende que, com o plano de austeridade, uma recessão é quase certa em 2011, segundo o Boletim Económico de Outono, publicado no dia 7 deste mês. Segundo as estimativas do organismo liderado por Carlos Costa, este ano a economia vai crescer 1,2%, enquanto que em 2011 haverá uma estagnação, sendo que o BdP não incluiu nestas previsões as medidas de austeridade.

Estas estimativas do Banco de Portugal não incluem as medidas de austeridade que foram introduzidas no OE para 2011 e que contemplam, entre outras medidas, a redução dos salários dos funcionários públicos e o aumento do IVA, o que deverá levar a uma restrição dos gastos das famílias.

Já, na quarta-feira, o gabinete de estudos da Universidade Católica apontou para uma recessão de 0,7% no próximo ano. Para este ano, a previsão da Universidade é de crescimento de 1,4%.

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