pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte
Ao minuto23.03.2026

Trump diz que há "hipótese muito boa" de acordo. Irão lança ataque de mísseis contra Israel

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

23 de Março de 2026 às 23:35
23.03.2026

Irão lança novo ataque de mísseis contra Israel

O Irão disparou nas últimas horas uma salva de mísseis contra Israel, indicaram os exércitos de ambos os países, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter aludido a conversações sobre o fim do conflito com um responsável iraniano, que Teerão negou. 

As Forças de Defesa de Israel indicaram que uma salva de mísseis iranianos foi disparada esta noite contra o norte de Israel e que estavam a trabalhar para "intercetar a ameaça". 

O serviço de emergência médica Magen David Adom informou que ainda não tinha recebido relatos de vítimas, mas que tinha enviado equipas de resgate para uma área onde tinha sido reportado um impacto. 

O exército permitiu que os residentes abandonassem os abrigos aproximadamente 20 minutos após o anúncio dos ataques. 

Em Teerão, a Guarda Revolucionária do Irão anunciou, através da agência de notícias oficial Tasnim, a 78ª vaga de bombardeamentos do Irão contra alvos em Israel e na região desde o início do conflito, a 28 de fevereiro. 

A Guarda Revolucionária identificou como alvos Eilat, o norte de Telavive e Dimona, cidade que alberga uma instalação nuclear e que já foi alvo de ataques anteriores. 

O comunicado refere que foram utilizados mísseis Qadr com múltiplas ogivas e "drones destrutivos". 

Entretanto, o grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, reivindicou ter atacado um veículo militar Hummer israelita em Mays al-Jabal, no sul do Líbano, além de concentrações de soldados do exército israelita com projéteis de artilharia e rockets nas localidades fronteiriças de Marun al-Ras, Bayad Balida e Taybe. 

Israel voltou hoje a bombardear alegadas infraestruturas do grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, em Beirute, indicou o exército, após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter declarado que os ataques no vizinho Líbano vão continuar. 

Os militares israelitas tinham emitido avisos de evacuação para os subúrbios sul da capital libanesa, um bastião do Hezbollah. 

23.03.2026

Trump diz que há uma "hipótese muito boa" de ser alcançado um acordo com o Irão

Trump afirma que “há grandes hipóteses” de um acordo que acabe com o conflito no Irão
A carregar o vídeo ...

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a sua Administração está a negociar com o Irão “há muito tempo” e que acredita que um acordo está próximo, mas não tornou claro quem está envolvido nas negociações.    

“Eles querem paz”, disse Trump no Tennessee. “Eles concordaram que não terão uma arma nuclear, sabem, etc, etc, mas veremos”.             

Nos seus comentários, Trump assinala que há “uma hipótese muito boa” de um acordo ser alcançado, dizendo que isso apenas foi possibilitado pela ameaça de destruir as centrais elétricas iranianas.

O Presidente norte-americano disse que ordenou uma pausa de cinco dias para trabalhar num acordo e “depois vamos ver onde isso nos leva”.        

Contudo, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros reiterou que não há negociações em curso com os EUA, de acordo com a agência estatal IRNA.   

“A posição do Irão sobre o estreito de Ormuz e os pré-requisitos para acabar com a guerra continuam exatamente os mesmos”, disse Esmail Baghaei.

Por seu turno, um responsável egípcio disse à AP que Washington e Teerão trocaram “mensagens” durante o fim de semana, com o Egito, Turquia e Paquistão a servirem de intermediários.

As trocas de mensagens destinam-se a evitar ataques sobre a infraestrutura energética no Irão e no Médio Oriente, disse a fonte. “Essa é a principal prioridade agora”, disse o responsável.

23.03.2026

Irão desmente negociações e acusa Trump de manipular mercado do petróleo

O Irão voltou a rejeitar que esteja em conversações com os norte-americanos o fim do conflito, através do presidente do Parlamento iraniano. Num post no X, o responsável disse que “não houve negociações com os EUA”.

Depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que estão negociações em curso com um alto responsável iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf diz que as declarações são “notícias falsas usadas com o objetivo de manipular os preços do crude”.

No seguimento do anúncio de Trump sobre as alegadas negociações, os preçoas chegaram a cair mais de 10%, com a perspetiva de normalização do tráfego no estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção global.             

Também a televisão estatal iraniana desmente quaisquer negociações, que os EUA terão tentado iniciar através de intermediários, o que terá sido rejeitado por Teerão.

23.03.2026

Trump diz que estreito de Ormuz terá gestão conjunta e abrirá em breve

“Talvez eu”: Trump afirma que poderá vir a controlar o Estreito de Ormuz com o “próximo aiatola”
A carregar o vídeo ...

Donald Trump diz que o estreito de Ormuz vai ser controlado em conjunto. Por quem? "Talvez por mim" e pelo novo líder supremo do Irão, disse o Presidente norte-americano.

Nesse contexto, diz, o estreito de Ormuz será reaberto em breve "se isto funcionar", disse o líder dos EUA em declarações aos jornalistas.

23.03.2026

Trump garante que EUA estão a negociar com o Irão

Contrariando o que as autoridades iranianas tinham dito, o Presidente dos EUA garante que está em negociação com Teerão para pôr fim à guerra.

Numa publicação nas redes sociais, Donald Trump escreveu que os EUA tiveram "conversas muito boas e produtivas sobre uma total e completa resolução para as hostilidades no Médio Oriente". 

23.03.2026

Suécia anuncia redução dos impostos sobre os combustíveis

A Suécia vai reduzir temporariamente os impostos sobre a gasolina e o gasóleo para fazer face à subida vertiginosa dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente, anunciou hoje o Governo de Estocolmo.

Caso obtenha luz verde do parlamento, no qual a coligação governamental de centro-direita detém maioria, a medida entrará em vigor a 01 de maio e aplicar-se-á até ao final de setembro.

A redução será, numa primeira fase, alinhada com o nível mínimo de imposto exigido pela União Europeia (UE).

"Todos os partidos devem reconhecer que o que se passa no Médio Oriente e no resto do mundo está a colocar a economia sueca sob forte pressão", declarou o primeiro-ministro, Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa.

A descida do imposto traduzir-se-á numa redução de uma coroa (0,09 euros) por litro de gasolina e de 0,4 coroa por litro de gasóleo. Se necessário, o Governo pedirá autorização à Comissão Europeia para reduzir ainda mais estes impostos.

Por outro lado, serão também propostas subvenções às famílias para compensar a subida dos preços da eletricidade, indicou o executivo.

Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.

"Ter automóvel é necessário em muitas partes do país", sublinhou Jimmie Akesson, líder do partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), que apoia o Governo de direita.

"Reduzir os custos do combustível é também uma medida que contribui para travar a inflação, e essa é outra razão para o fazer", acrescentou o político, na conferência de imprensa ao lado do primeiro-ministro Kristersson.

O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Na tentativa de conter a escalada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram por um mês a venda e entrega de crude iraniano armazenado em navios. Contudo, Teerão afirmou não possuir qualquer excedente de petróleo bruto em alto-mar.

23.03.2026

Israel ataca centro de Teerão

 As forças de defesa de Israel dizem estar agora a atacar alvos no centro de Teerão, de acordo com uma publicação no canal oficial de Telegram.

23.03.2026

Trump diz que tanto Irão como EUA estão dispostos a chegar a acordo

A agência iraniana Fars diz que não há neste momento qualquer comunicação "direta ou indireta" do país com Donald Trump. "Ele [Trump] recuou após saber que os nossos alvos seriam centrais elétricas na Ásia Ocidental", indicaram.

Ainda assim, o Presidente norte-americano diz agora que foi contactado por Teerão, e não o contrário, reiterando que “a pessoa com quem estamos a falar não é o líder supremo do Irão”, mas sim "uma figura de topo" do regime. "Não fui eu que liguei, foram eles", disse o republicano em resposta a questões colocadas por jornalistas.

Ao mesmo tempo, reiterou que “o Irão gostaria de chegar a um acordo”, acrescentando que “nós também gostaríamos de um acordo”. 

23.03.2026

Conselho de Defesa do Irão ameaça minar rotas de acesso ao golfo Pérsico

O Irão ameaçou hoje minar todas as rotas de acesso e vias de comunicação no golfo Pérsico, caso as ilhas iranianas sejam atacadas pelos Estados Unidos, que ameaçou invadir a ilha de Kharg.

"Qualquer tentativa do inimigo de atacar a costa ou as ilhas iranianas levará, naturalmente, de acordo com a prática militar padrão, à instalação de minas em todas as rotas de acesso e vias de comunicação no golfo Pérsico e ao longo da costa com diversos tipos de minas navais (...)", alertou o Conselho de Defesa do Irão num comunicado divulgado pela imprensa local.

O Conselho afirmou que, se tal situação extrema ocorresse, "todo o golfo Pérsico ia sofrer períodos prolongados de encerramento, semelhantes aos do estreito de Ormuz; ou seja, todo o golfo ficaria praticamente bloqueado".

Nestas circunstâncias, a passagem pelo estreito de Ormuz para "países não hostis" seria coordenada pelo Irão.

O órgão iraniano acrescentou que toda a responsabilidade ia recair sobre "o agressor", referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.

O alerta surgiu depois de o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter declarado, no domingo, que todas as opções estão em cima da mesa, incluindo o envio de tropas para garantir a segurança da ilha de Kharg, onde se encontra o maior terminal de exportação de petróleo da República Islâmica.

No sábado à noite, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou que "se o Irão não abrir totalmente o estreito em 48 horas, então, a partir desse momento, os Estados Unidos vão atacar e destruir as várias centrais elétricas" iranianas.

A República Islâmica respondeu a Trump, com a ameaça de atacar instalações energéticas no golfo Pérsico e bloquear completamente o estreito de Ormuz.

Esta via navegável estratégica transporta 20% das exportações globais de petróleo bruto, que diminuíram drasticamente desde o início da guerra, elevando os preços do petróleo.

23.03.2026

Starmer discute com Trump necessidade de reabrir Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, falou com o Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a necessidade de reabrir o Estreito de Ormuz para garantir a estabilidade do mercado energético mundial, indicou um porta-voz da Downing Street.

Os líderes abordaram no domingo à noite a situação atual no Irão e, em particular, a importância de reabrir o estreito de Ormuz para retomar o transporte marítimo mundial, disse o porta-voz.

"Concordaram que a reabertura do Estreito de Ormuz é essencial para garantir a estabilidade do mercado energético mundial. Combinaram voltar a falar em breve", acrescentou a mesma fonte.

O primeiro-ministro britânico deverá presidir hoje a uma reunião do comité de emergência Cobra, composto pelos principais ministros, para debater o impacto económico da guerra no Irão.

O Governo britânico salientou que o Reino Unido continua a apoiar as ações defensivas contra o Irão, mas que não será arrastado para a guerra.

Na sexta-feira, o Governo de Starmer informou que autorizou os Estados Unidos a utilizar bases britânicas para operações defensivas específicas neste conflito.

23.03.2026

Mísseis obrigam avião de repatriamento de franceses dos Emirados Árabes Unidos a voltar para trás

Um avião da Air France fretado pelo governo francês para repatriar franceses dos Emirados Árabes Unidos (EAU) viu-se obrigado hoje a voltar para trás em pleno voo após "ataques com mísseis na zona", informou o ministro francês dos Transportes, Philippe Tabarot.

"Apesar dos meios mobilizados (...) para continuar o repatriamento dos cidadãos franceses que desejam regressar do Médio Oriente, o voo da Air France fretado pelo Governo para recolher os nossos compatriotas nos Emirados Árabes Unidos foi obrigado esta tarde a regressar devido ao lançamento de mísseis na zona", anunciou Tabarot numa mensagem nas suas redes sociais.

O ministro disse que o Governo francês está "ciente" das "legítimas expectativas" dos franceses nos Emirados Árabes Unidos que querem abandonar o país o quanto antes, "mas o seu regresso só poderá realizar-se em condições de segurança asseguradas", afirmou.

"Esta situação reflete a instabilidade na região e a complexidade das operações de repatriamento", concluiu.

Cerca de 400.000 franceses estavam na região como residentes ou em trânsito quando os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irão no sábado passado.

Uma das prioridades do chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, é garantir a proteção dos cidadãos franceses na região e o regresso a França daqueles que o desejarem, incluindo os que estão em trânsito, indicaram hoje fontes do Eliseu.

23.03.2026

Irão promete atacar centrais elétricas do Golfo após ultimato de Trump. "Se atingirem a eletricidade, nós atingimos a eletricidade"

O Irão diz que vai atacar as centrais elétricas que abastecem bases norte-amerianas no Golfo se os EUA cumprirem a promessa de "obliterar" a rede elétrica iraniana.

"Estamos determinados a responder a qualquer ameaça com a mesma intensidade que ela provoca em termos de dissuasão. Se atingirem a eletricidade, nós atingimos a eletricidade", pode ler-se num comunicado da Guarda Revolucionária desta amanhã.

Este sábado, Donald Trump deu dois dias ao Irão para reabrir o Estreito de Ormuz - caso contrário veriam as suas centrais elétricas bombardeadas, agravando o conflito que entra agora na sua quarta semana. 

23.03.2026

Avião com 147 cidadãos repatriados, a maioria portugueses, aterrou em Lisboa

Um avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, em fuga da guerra no irão aterrou hoje em Lisboa às 10:16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

O voo foi fretado pelo Estado português para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.

A aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal transportou 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito de outros países: Alemanha, Itália, Estados Unidos da América, Reino Unido e Peru.

O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, está presente no local para receber os cidadãos repatriados.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

23.03.2026

Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque

Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou hoje o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

"As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.

O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.

Não foram fornecidos detalhes sobre o número de pessoas a bordo da aeronave ou o seu estado de saúde atual.

"Mais informações serão fornecidas à medida que os destacamentos ocorrerem", concluiu o Centcom, solicitando paciência enquanto "reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares" envolvidos.

A perda do KC-135 marca o quarto acidente aéreo de aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irão, após o abate de três caças F-15 por fogo amigo do Kuwait.

Com 41,5 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores e uma capacidade de carga útil até mais de 38 toneladas, dependendo da sua configuração.

Sobre a duração do conflito no Médio Oriente, o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que a guerra com o Irão está a "avançar rapidamente", reiterando a sua visão otimista sobre o desenvolvimento do conflito, para o qual ainda não apresentou um calendário.

Durante um evento na Casa Branca, o republicano defendeu que "o que é preciso fazer está a ser feito" para alcançar os objetivos dos EUA no Médio Oriente.

A breve referência ao conflito foi feita pelo Presidente durante um evento do Mês da História das Mulheres, ao qual compareceu acompanhado pela primeira-dama Melania Trump.

Antes, Trump tinha declarado que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra e a interrupção do fluxo através do Estreito de Ormuz trariam "muito dinheiro" aos Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo.

O presidente tem mantido um tom positivo em relação ao estado da guerra, treze dias depois do lançamento da Operação Fúria Épica contra Teerão, chegando a afirmar, sem provas, que o conflito está ganho, embora diga que a ofensiva vai continuar.

A guerra, na qual morreram sete soldados norte-americanos e que provocou um aumento dos preços da gasolina devido ao bloqueio no Golfo Pérsico, poderá afetar o desempenho de Trump antes das eleições intercalares de novembro, nas quais está em causa a maioria republicana no Congresso.

23.03.2026

Guerra pode causar pior crise energética das últimas décadas, avisa AIE

O diretor da Agência Internacional da Energia (AIE), Fatih Birol, alertou esta segunda-feira que o conflito no Irão poderá causar a "pior crise energética das últimas décadas".

Segundo Birol, pelo menos 40 infraestruturas energéticas foram "gravemente ou muito gravemente" danificadas devido à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão.

"O mundo poderá enfrentar a pior crise energética das últimas décadas em consequência da guerra no Médio Oriente, uma ameaça maior para a economia mundial", advertiu Birol em declarações no National Press Club em Camberra.

"Até ao momento, perdemos 11 milhões de barris por dia, mais do que as duas grandes crises petrolíferas juntas", de acordo com o responsável, que recordou que nos anos 1970, cada uma dessas crises representou uma perda de cerca de cinco milhões de barris diários, ou seja, "10 milhões no total".

Birol acrescentou que esta crise equivale "a duas crises petrolíferas e a um colapso do mercado do gás reunidos", evocando também os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

O responsável sublinhou ainda que "nenhum país ficará imune aos efeitos desta crise se ela continuar neste rumo" e apelou a uma ação coordenada à escala global.

"A economia mundial enfrenta uma ameaça maior, e espero vivamente que este problema seja resolvido o mais rapidamente possível", disse.

O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, encontra-se bloqueado de facto devido à guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por ataques israelo-americanos contra o Irão.

Caso Teerão não reabra a passagem, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou "atingir e aniquilar" centrais elétricas iranianas, "começando pela maior".

Em resposta aos ataques, o Irão tem lançado mísseis e drones contra infraestruturas energéticas em países aliados de Washington e contra navios no Golfo, sobretudo os que se aventuram no estreito.

Na tentativa de conter a escalada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram por um mês a venda e entrega de crude iraniano armazenado em navios.

Contudo, Teerão afirmou não possuir qualquer excedente de petróleo bruto em alto-mar.

23.03.2026

Sinopec alerta condutores para maior subida do ano dos combustíveis na China

Condutores fazem fila numa bomba de gasolina em Pequim


A estatal chinesa Sinopec alertou hoje os clientes para anteciparem o abastecimento e evitarem horas de maior afluência, perante a maior subida do ano nos combustíveis na China, que entra em vigor à meia-noite.

Segundo estimativas de consultoras do setor, citadas por órgãos de comunicação locais, o aumento poderá situar-se em cerca de 2.200 yuan (cerca de 1.534 euros) por tonelada, o que se deverá traduzir em subidas entre 1,7 e 1,8 yuan (0,21 e 0,22 euros) por litro nas principais gasolinas e no gasóleo.

Para um depósito padrão de 50 litros, o agravamento representará um custo adicional superior a 80 yuan (10 euros) por abastecimento.

A subida, a quinta desde o início do ano, deverá consolidar a tendência de aumento dos preços no país, após quatro anteriores revisões em alta e um ajustamento sem alterações, de acordo com o mecanismo de revisão a cada dez dias úteis, indexado à evolução do crude nos mercados internacionais.

A Sinopec, uma das principais petrolíferas estatais chinesas, enviou mensagens de texto aos seus utilizadores a alertar para uma subida "relativamente elevada" e a recomendar o planeamento das deslocações e o abastecimento antecipado, para evitar concentrações nas estações de serviço.

O aviso, pouco habitual segundo comentários em redes sociais chinesas, reflete a sensibilidade das autoridades e das empresas do setor ao impacto dos preços da energia no consumo diário.

Os mercados asiáticos reagiam com quedas acentuadas ao agravamento da crise no Médio Oriente, com descidas até 3,36% em Hong Kong e perdas superiores a 2% nas bolsas da China continental.

Em paralelo, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, mantinha-se em torno dos 110 dólares (95 euros) por barril, impulsionado pelos receios de interrupções no fornecimento a partir do golfo Pérsico.

O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, constitui também uma rota estratégica para a China, já que aproximadamente 45% das suas importações de crude passam por essa via.

O Irão reiterou por várias vezes a possibilidade de bloquear a passagem caso prossigam ataques contra o país, enquanto os Estados Unidos advertiram para eventuais novas ações militares se Teerão mantiver a pressão sobre esta via estratégica.

Ver comentários
Últimos eventos
Últimos eventos
Noticias Mais Lidas

Mais lidas

C.Studio C•Studio C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.