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Insolvências de particulares mais do que duplicaram em 2011

No ano passado, mais de 6 mil pessoas em Portugal pediram insolvência, o que representa um aumento de 154% face a 2010. Em relação às empresas, os processos de insolvência subiram 14%.

Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 15:57
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Durante o ano de 2011, registaram-se em Portugal quase 10.800 novos processos de insolvência, o que traduz um crescimento de 65% em relação a 2010, de acordo com uma pesquisa da Crédito y Caución.

O número de falências entre os particulares já supera mesmo o das empresas.

Seis em cada dez processos dizem respeito a particulares, o que totalizou 6.065 novos casos de insolvência de pessoas físicas. É o mesmo que dizer que mais de 6 mil pessoas ficaram insolventes no ano passado, um aumento de 154% face a 2010.

Os restantes 4.731 processos dizem respeito a insolvências judiciais de empresas, o que representa uma subida de 14% face ao ano anterior.

Antes do início da crise, as insolvências empresariais não iam além das 500 por trimestre. Um número que tem vindo a crescer desde o primeiro trimestre de 2009, ao superar os 1.000 processos e, após sete períodos de crescimento progressivo, o primeiro trimestre de 2010 ultrapassou os 2.000 processos.

No entanto, o crescimento geral dos níveis de insolvência judicial não aconteceu de igual forma em todos os sectores. Os maiores níveis concentram-se nos sectores directamente relacionados com a queda do consumo, como é o caso dos serviços. Neste sector, que representa quatro em cada dez empresas em processo de insolvência, o crescimento do nível de insolvência judicial atingiu os 32% no último ano.

O subsector que mais sofreu com a queda do consumo foi o dos Eletrodomésticos, com um crescimento de insolvências de 56%, seguindo-se o da Eletricidade com 29%, da Alimentação e Distribuição com 22% e o Automóvel com 16%.

“A situação revelou-se mais grave nas empresas comerciais, já que as empresas industriais, orientadas em grande medida para a exportação, mostraram uma maior resistência à actual crise económica. Olhando para 2012 não há nenhum indício que permita antecipar uma diminuição destes níveis”, explica Paulo Morais, Diretor da Crédito y Caución para Portugal e Brasil, citado em comunicado.

Por outro lado, os melhores desempenhos encontram-se nos sectores têxtil, onde as insolvências diminuíram 19%, de peles e curtumes, siderurgia, mineiro e metalúrgico, que são sectores intrinsecamente ligados à exportação ou à indústria em Portugal.
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