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JM vê Davos como "instrumento de formação" de "aplicação imediata"

Grupo português, que em 30 anos só falhou um dos encontros mundias, estará representado pelo administrador José Soares dos Santos.

26 de Janeiro de 2011 às 01:43

Membro do World Economic Fórum e frequentadora de Davos "praticamente desde o seu início, há mais de trinta anos" a JM envia "todos os anos, pelo menos um dos seus administradores" a estar presente na reunião de Davos. "A única vez que faltámos foi em 2002, quando da sua realização em Nova Iorque", explica José Soares dos Santos (na foto).

O administrador da JM representa a companhia liderado pelo seu pai, Alexandre Soares dos Santos (presidente), e pelo seu irmão Pedro Soares dos Santos, explica as razões da presença no forum mundial:"O [grupo] Jerónimo Martins entende que a formação pessoal e profissional são uma só. O valor dos seus profissionais não se encontra só nas suas aptidões profissionais, mas sobretudo nas qualidades pessoais e na sua formação enquanto cidadãos do mundo". "Neste aspecto", conclui, "o Fórum é um excelente instrumento de formação".

Já com a experiência de 2010, José Soares dos Santos, explica que "durante os 5 dias que dura o Fórum é possível ouvir, contactar com e discutir uma série de temas que preocupam as sociedades actuais, desde as áreas económica, científica e tecnológica, às áreas social e política".

Desengane-se quem pensa que a viagem a Davos é apenas para lazer: "o bom deste Fórum é as suas múltiplas dimensões. A variedade de temas e oradores permite uma boa mistura de sessões. As sessões começam às 7h/8h da manhã e correm de forma ininterrupta até à meia noite. Para quem assim o quiser, são 4 dias intensos de trabalho".

"As sessões obrigatórias são naturalmente as intervenções de natureza política e económica dos líderes das principais nações e organismos mundiais". Mas, depois, há "uma combinação interessante de sessões dedicadas a assuntos de empresa, ciência e tecnologia e temas relevantes do ponto de vista social e cultural preenchem os quatros dias", afirma.

Para José Soares dos Santos, a formação é permanente. Por um lado, "durante as sessões, na troca de experiências entre os participantes no ambiente informal de Davos, ouve-se muitas perguntas e conselhos (algumas dicas) pertinentes para hoje! De aplicação imediata. Os encontros pessoais são parte integrante do Fórum". Por outro lado, o enriquecimento não se esgota nas quatro paredes das salas de conferências: "a possibilidade de ouvir e conversar pessoalmente com peritos, pensadores e interessados das mais diversas formações, profissões e regiões do mundo permite construir uma opinião e visão do mundo mais informada".

Contudo, "o mais importante é", destaca, "a formulação de uma opinião sobre o estado do mundo, pelo menos de alguns dos seus aspectos, no curto prazo. O Fórum permite também saber quais os grandes temas que irão ocupar a humanidade, pela positiva e pela negativa. As sessões mais pequenas e marginais são disso um bom exemplo".

"A capacidade de compreender o contexto político, económico e social e a sua evolução é fundamental para um melhor formulação da estratégia", defende. "É claro que o processo não começa e não se esgota no Fórum, mas ele faz parte integrante da sua formulação", conclui o admnistrador da JM.

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