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Manifestantes pró-russos declaram independência da "República Independente de Donetsk"

Confirmam-se as piores expectativas das autoridades de Kiev com a possibilidade eminente de Donetsk seguir o caminho da região da Crimeia e também aderir à Rússia. Caso se concretize a secessão de Donetsk pode mesmo ser uma caixa de pandora para a desintegração da Ucrânia.

David Mdzinarishvili/Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 07 de Abril de 2014 às 14:02
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Os manifestantes pró-russos, que ainda em Fevereiro tomaram o controlo do Parlamento e de outros edifícios institucionais na região de Donekst, na zona oriental da Ucrânia, declararam de forma unilateral, esta segunda-feira, a independência relativamente a Kiev e a soberania de uma “República popular” naquela região.

 

“Com o objectivo de criar um Estado popular, legítimo e soberano, proclamo a criação do Estado soberano da República Popular de Donetsk”, disse o porta-voz, citado pelo “The Guardian”, do movimento de manifestantes pró-russos que se auto-proclama de Conselho Popular de Donetsk.

 

Segundo a agência Interfax, este movimento marcou para não mais tarde do que 11 de Maio a realização de um referendo sobre a independência da região de Donetsk. O “El País” acrescenta que neste referendo constará uma pergunta sobre a vontade popular de adesão à Rússia, seguindo o exemplo do referendo realizado na região autónoma da Crimeia.

 

Segundo avançou a agência de notícias russa ITAR-Tass, o movimento pró-russo terá ainda solicitado ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, para enviar para a região leste da Ucrânia um “contingente militar de manutenção de paz”.

 

Além da cidade de Donetsk, o “Financial Times” escreve que os manifestantes tomaram também conta de instalações pertencentes a forças de segurança na cidade vizinha de Luhansk e assumiram também o controlo de um edifício da administração regional em Kharkov.

 

Todas estas cidades ficam situadas na região leste da Ucrânia, próximo da fronteira com a Rússia. Recorde-se que desde o início da crise na Ucrânia, com a deposição do ex-Presidente Viktor Yanukovych, o Kremlin reforçou sempre a ideia de que defenderá “os interesses e direitos” de todas as populações russófonas, independentemente destas viverem em território russo.

 

Kiev culpa Moscovo

 

O primeiro-ministro em funções da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, apressou-se a acusar Moscovo da responsabilidade directa nos mais recentes incidentes na zona oriental do país. “O plano é que tropas estrangeiras atravessem a fronteira e retirem este território do nosso país”, explicou Yatsenyuk citado pela “CNN”.


“Nós não o iremos permitir”, garantiu o líder ucraniano. Esta declaração de força não é novidade em Yatsenyuk desde o início do escalar da tensão entre Moscovo e Kiev em Fevereiro passado. Nessa altura o actual primeiro-ministro, em relação à Crimeia, garantia que a Ucrânia não iria ceder nenhum centímetro de território à Rússia. 

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