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Marcelo e Costa fazem convites para Fátima na Colômbia

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa participam na 25.ª Cimeira Ibero-Americana, que decorre em Cartagena das Índias, na Colômbia.

Bruno Simão
Lusa 29 de Outubro de 2016 às 20:04
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convidou este sábado os chefes de Estado e de Governo ibero-americanos a visitarem Fátima por ocasião das comemorações do centenário dos acontecimentos de 1917 na Cova da Iria.

O chefe de Estado fez este convite na sua intervenção na 25.ª Cimeira Ibero-Americana, que decorre em Cartagena das Índias, na Colômbia, quando falava sobre a cultura: "Na cultura entram também crenças e formas de circulação, crenças religiosas. Recordo para o ano o centenário de Fátima em Portugal, para o que estais convidados".

Em seguida, discursou o primeiro-ministro António Costa, que complementou esse convite: "Quero juntar ao convite que o Presidente da República de Portugal já fez para que visitem Portugal por ocasião do centenário de Fátima, [um convite] para que visitem Portugal também no próximo ano porque Lisboa será capital ibero-americana da cultura".

"Mais do que interesses, aquilo que nos une é uma cultura comum. E a capital da cultura em Lisboa significa que Lisboa será no próximo ano a capital de todos vós. Muito obrigado, e bem-vindos a Portugal", acrescentou o primeiro-ministro e ex-autarca da capital portuguesa.

Colômbia "agarra-se" à esperança de paz, diz Presidente

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou também este sábado, no discurso inaugural da XXV Cimeira Iberoamericana de Chefes de Estado e de Governo, que o seu país "trabalha por um futuro melhor" e se agarra à esperança de paz.

Juan Manuel Santos assegurou que a cimeira se celebra "num momento crucial" para o país e que o acordo assinado com os guerrilheiros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há um mês, no mesmo local do evento (Centro de Convenções de Cartagena), será "a base de uma transformação sem precedentes" da Colômbia, apesar de ter sido rejeitado num referendo.

"Com alguns ajustes e esclarecimentos que serão feitos em breve, vamos conseguir acabar com um conflito de 52 anos, que deixou mais de 200 mil mortos e oito milhões de vítimas e pessoas deslocadas", garantiu o presidente, reafirmando que "a paz na Colômbia será uma realidade".

O chefe de Estado deu conta dos contactos que manteve com as diferentes forças políticas e setores sociais do país desde a derrota da consulta popular, no passado dia 2 de Outubro, como parte de "um grande diálogo nacional pela união e reconciliação em torno da paz".

"Este diálogo foi construtivo e proveitoso. As centenas de propostas de ajustes foram cuidadosamente estudadas para incorporar o maior número possível e obter um novo acordo que nos una e nos permita recolher os fruto da paz para todos os colombianos", indicou.

A XXV Cimeira Ibero-americana, dedicada ao lema da Juventude, Empreendedorismo e Educação, juntará na Colômbia os chefes de Estado e de Governo de 22 países - Portugal, Espanha e Andorra e 19 países da América Latina - e acontece dois anos após a última reunião, realizada em Veracruz, México, em 2014, quando estes encontros passaram a bienais.
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