Mulheres são mais sensatas na hora de conceder crédito
Numa altura em que o crédito mal parado está a caminho de máximos históricos, um estudo académico sugere que, quando são mulheres a decidir quem e quanto pode pedir emprestado ao banco, as taxas de incumprimento são menores.
Numa altura em que o crédito mal parado está a caminho de máximos históricos, um estudo académico sugere que, quando são mulheres a decidir quem e quanto pode pedir emprestado ao banco, as taxas de incumprimento são menores.
Esta conclusão foi hoje divulgada pelo Centre For Economic Policy Research (CEPR), um centro de investigação de política económica sedeado em Londres, e surge quando vários outros estudos sugerem que elas são também mais ajuizadas quando estão do outro lado do balcão, a pedir emprestado.
Intitulado “Gender and Banking: Are Women Better Loan Officers?”, o estudo foi realizado por três investigadores – todos eles homens, por sinal (Thorsten Beck, da Universidade de Tilburg University, Patrick Behr, Goethe University Frankfurt e Andre Güttler da European Business School) – e incidiu sobre o comportamento das carteiras de crédito de um banco privado albanês ao longo de dez anos.
E porquê são elas mais sensatas na concessão de crédito? A primeira das duas explicações avançadas pelos investigadores não prima pela originalidade: as mulheres – concluem - parecem conseguir intuir características dos clientes difíceis de avaliar pelas meras respostas aos inquéritos, e que acabam por escapar aos homens. Os investigadores não o escrevem, mas do que falam é do velho “sexto sentido”.
Mas há mais. Segundo estes investigadores, as mulheres têm uma maior capacidade de “acompanhar” os seus clientes. Também não o escrevem, mas o que dão a entender é que ao primeiro deslize do cliente, o telefone toca... Velho sentido maternal?
Os autores do estudo sublinham, por seu turno, que esta conclusão é consistente com a de outros estudos que sugerem que as mulheres são também mais ajuizadas quando recorrem ao banco para pedir empréstimo. Ou seja, no mundo da finança, dos dois lados do balcão, ser homem ou mulher importa.