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Orçamento da Câmara de Lisboa aprovado com apoio do Chega. Esquerda vota contra

A proposta de orçamento municipal de Lisboa para 2026, apresentada pela liderança PSD/CDS-PP/IL, que governa sem maioria absoluta - com oito eleitos entre os 17 membros que compõem o executivo camarário -, foi viabilizada com 10 votos a favor, incluindo os dois vereadores do Chega.

Orçamento de Moedas para 2026 foi aprovado
Orçamento de Moedas para 2026 foi aprovado Manuel de Almeida / Lusa - EPA
17 de Dezembro de 2025 às 22:54

A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira o orçamento municipal para 2026, que prevê uma despesa de 1.345 milhões de euros, proposta da liderança PSD/CDS-PP/IL viabilizada com o apoio do Chega, tendo a restante oposição votado contra.

Em reunião privada, a proposta de orçamento municipal de Lisboa para 2026, apresentada pela liderança PSD/CDS-PP/IL, que governa sem maioria absoluta - com oito eleitos entre os 17 membros que compõem o executivo camarário -, foi viabilizada com 10 votos a favor, incluindo os dois vereadores do Chega.

Registaram-se sete votos contra da restante oposição, que corresponde a todos os vereadores de partidos políticos de esquerda, nomeadamente quatro do PS, um do Livre, um do BE e um do PCP, informou à Lusa fonte oficial da autarquia.

Depois de aprovada em câmara, a proposta tem de ser votada pela Assembleia Municipal de Lisboa, votação que está agendada para 13 de janeiro.

No âmbito da apresentação da proposta, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), defendeu que o orçamento para 2026 é "equilibrado, responsável e inovador", destacando como prioridade o investimento na cidade, com 410 milhões de euros (ME), para intervir "nas áreas que mais importam aos lisboetas", designadamente a habitação, higiene urbana, segurança, espaços verdes e pavimentação das ruas.

Antes de revelar o sentido de voto, a vereação do Chega disse à Lusa que a proposta de orçamento tem "aspetos positivos", inclusive a melhoria dos processos de licenciamento urbanístico, "que vão ao encontro daquilo que são as políticas do Chega".

Na segunda-feira, a vereação do PS antecipou o voto contra a proposta de orçamento, considerando que "representa uma opção política errada para a cidade", porque não responde à crise da habitação, inclusive reduz 40% do investimento nesta área, adia soluções na escola pública, na saúde e nos equipamentos sociais, e carece de visão estratégica para uma capital europeia.

Também contra a proposta, o PCP e o Livre realçaram a redução do investimento na cidade, ao contrário do que anunciou a liderança PSD/CDS-PP/IL, enquanto o BE criticou a falta de ambição e a dependência das receitas da especulação imobiliária.

O orçamento municipal de 1.345 ME para 2026 apresenta uma despesa ligeiramente inferior aos 1.359 ME previstos para este ano.

Este é o primeiro orçamento municipal do atual mandato (2025-2029), proposto pela nova gestão PSD/CDS-PP/IL, sob presidência do reeleito Carlos Moedas (PSD), que continua a governar Lisboa sem maioria absoluta.

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