O Negócios pergunta. Enterrar linhas elétricas é a melhor solução para aumentar a resiliência das redes?
O Negócios desafia os seus leitores a responderem a uma pergunta no canal do WhatsApp sobre as medidas que a E-Redes está a tomar após o "comboio de tempestades" do início deste ano.
O Negócios quer saber a opinião dos seus leitores sobre os assuntos mais relevantes da atualidade. Para isso, coloca regularmente questões aos subscritores do canal de WhatsApp.
Quatro meses depois da tempestade Kristin ter provocado uma das maiores crises recentes na rede elétrica nacional, a E-Redes diz estar a reforçar a resiliência da infraestrutura e a rever decisões históricas de construção da rede perante o aumento de fenómenos meteorológicos extremos.
Na Comissão de Ambiente e Energia, o presidente da empresa que opera a rede de distribuição de eletricidade em Portugal Continental, José Ferrari Careto, revelou que a empresa está já a avançar com enterramento de linhas, reforço estrutural de cabos, mais telecomando e alterações de traçados em zonas florestais consideradas vulneráveis.
"Temos que estar mais preparados para a frente porque este tipo de situação pode vir a repetir-se", afirmou o gestor.
Entre os exemplos apresentados aos deputados estão o enterramento da linha de média tensão Marinha Grande-Vieira 2 e da linha de alta tensão Rainha Ortigosa-Pinheiros, bem como mudanças de percurso de linhas na Sertã para reduzir exposição a zonas florestais densas.
Ferrari Careto admitiu também que a tempestade está a obrigar a empresa a rever opções históricas da rede elétrica portuguesa e realçou que não existe uma infraestrutura preparada para resistir a qualquer catástrofe.
O Negócios pergunta. Enterrar linhas elétricas é a melhor solução para aumentar a resiliência das redes?
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