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Panamá contrata empresa dos EUA para projeto ferroviário proposto pela China

De acordo com a proposta original chinesa, a linha ferroviária implica um investimento de 4,1 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) e estará concluído em seis anos.

Lusa
27 de Dezembro de 2024 às 07:48

O Panamá assinou um contrato com uma empresa dos Estados Unidos para atualizar o plano de uma linha ferroviária para ligar a capital à fronteira com a Costa Rica (norte), um projeto proposto pela China.

O Governo afirmou, na quinta-feira, que a assinatura deste contrato permite "avançar no cumprimento das principais obras de infraestrutura prometidas" pelo novo Presidente José Raúl Mulino, empossado em 01 de julho.

O contrato no valor de 2,2 milhões de dólares (2,11 milhões de euros) foi assinado pelo secretário para as Ferrovias do Panamá, Henry Faarup, e pelo representante no país da empresa norteamericana AECOM USA, de acordo com o mesmo comunicado.

Faarup disse que a atualização vai incluir aspetos que não constavam da proposta original, apresentada em março de 2019 pela empresa estatal chinesa China Railway Design Corporation, a ser financiada exclusivamente por Pequim.

A atualização contempla um estudo de pré-viabilidade para um troço de 150 quilómetros de extensão e alternativas para atravessar o Canal do Panamá através de uma ponte ou um túnel.

O projeto foi proposto pelo Governo de Juan Carlos Varela (2014-2019), que o encomendou à China em 2017, durante a primeira visita do então Presidente a Pequim, depois do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

De acordo com a proposta original chinesa, a linha ferroviária implica um investimento de 4,1 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) e estará concluído em seis anos.

O anúncio do contrato com a empresa norte-americana surgiu cinco dias depois do Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado recuperar o controlo do Canal do Panamá.

No sábado, Trump ameaçou recuperar o controlo da rota interoceânica de 80 quilómetros se o preço das tarifas para os navios norte-americanos não for reduzido.

O republicano, cuja posse está marcada para 20 de janeiro, acusou a China de estar por trás das operações do canal, a cargo da Autoridade do Canal do Panamá, um organismo público e autónomo panamiano.

José Raúl Mulino negou na quinta--feira qualquer ingerência chinesa no Canal do Panamá.

"Não há absolutamente nenhuma interferência ou participação chinesa em nada relacionado com o Canal do Panamá (...), não há soldados chineses no canal, por amor de Deus", frisou Mulino.

Na segunda-feira, a China assegurou que o Canal do Panamá "é uma grande criação do povo" do Panamá e disse que "sempre respeitou a justa luta do povo panamiano pela soberania" sobre esta via.

O Canal do Panamá, passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico, foi construído pelos Estados Unidos e inaugurado em 1914.

A via ficou sob controlo panamiano em 31 de dezembro de 1999, ao abrigo de tratados assinados em 1977 pelo antigo presidente dos EUA Jimmy Carter e pelo líder nacionalista panamiano Omar Torrijos.

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