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PIB cai 0,5% no terceiro trimestre face homólogo; contrai 2,5% face a trimestre anterior (act)

O Produto Interno Bruto da economia portuguesa caiu 0,5% no terceiro trimestre de 2002 face ao período homólogo, evidenciando uma descida, em volume, de 2,5% contra o segundo trimestre. De Janeiro a Setembro de 2002 o PIB registou um crescimento de 0,6%.

31 de Janeiro de 2003 às 15:56

(actualiza com mais informação e gráfico com evolução do valor do investimento, exportações e PIB)

O Produto Interno Bruto da economia portuguesa caiu 0,5% no terceiro trimestre de 2002 face ao período homólogo, evidenciando uma descida, em volume, de 2,5% contra o segundo trimestre. De Janeiro a Setembro de 2002 o PIB registou um crescimento de 0,6%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística «o Produto Interno Bruto (PIB) português decresceu, em termos reais, 0,5% no terceiro trimestre de 2002 face a igual período do ano anterior».

No terceiro trimestre o PIB, a preços constantes, ascendeu a 24,667 mil milhões de euros, o valor mais baixo desde os 24,58 mil milhões de euros registados no terceiro trimestre de 2000.

No segundo trimestre do ano passado o PIB tinha crescido 1,2% face ao período homólogo, enquanto no primeiro trimestre o aumento tinha sido de 1%. Estes números foram hoje revistos pelo INE, que anteriormente estimava um crescimento de 0,9% no segundo trimestre e 1,2% nos primeiros três meses de 2002.

Contra o segundo trimestre de 2002 o PIB português no terceiro trimestre evidenciou uma quebra em volume de 2,5%, enquanto «no conjunto dos três trimestres de 2002, o crescimento do produto cifrou-se em 0,6% face a igual período do ano anterior».

O Banco de Portugal prevê que o PIB português cresça 0,5% em 2002, em linha com a taxa de crescimento de 0,6% verificada nos primeiros nove meses do ano passado, e evolua 0,75% em 2003.

Procura interna e investimento explicam quebra do PIB

Segundo o INE, a «este comportamento da economia nacional foi particularmente condicionado pela procura interna, cuja quebra homóloga se intensificou no trimestre em análise».

A procura interna, no terceiro trimestre, registou uma queda de 1,3% em termos reais face ao período homólogo, acentuando a quebra homóloga de 0,2% verificada no trimestre precedente.

«A variação em volume da procura interna no terceiro trimestre, relativamente ao trimestre anterior, foi de –0,4%, contribuindo para a variação negativa registada pelo PIB», explica o INE.

Já o consumo privado das famílias residentes evoluiu de forma favorável, acelerando de um crescimento em volume de 0,6% no segundo trimestre, para 0,7% no terceiro trimestre de 2002, em termos homólogos.

Investimento recua para níveis de 1999

A contribuir de forma decisiva para a contracção do Produto esteve também Investimento, que segundo o INE teve um peso de 2,1 pontos percentuais na evolução do PIB.

A Formação Bruta de Capital Fixo, que mede o volume do investimento, desceu 7,2% contra o período homólogo, acentuando a queda de 2,6% que se registou no segundo trimestre.

«O perfil descendente do investimento nos últimos trimestres, visível em todas as suas componentes, deverá estar associado aos baixos níveis de confiança dos empresários portugueses», explica o INE.

A FBCF, no terceiro trimestre ascendeu a 6,72 mil milhões de euros. Para encontrar um valor mais baixo que este tem que se recuar ao segundo trimestre de 1999.

Exportações aceleram crescimento homólogo mas caem 0,2% face ao segundo trimestre

As exportações cresceram 4,2% no terceiro trimestre, no maior aumento verificado desde o segundo trimestre de 2001. No segundo trimestre este item tinha crescido 4,1%.

Segundo o INE as exportações contribuíram de forma positiva com 0,9 pontos percentuais para o PIB.

No entanto, contra o segundo trimestre de 2002 as exportações caíram, afirma o INE, que para explicar a subida homóloga adianta que no terceiro trimestre de 2001 as exportações tinha caído, beneficiando assim a comparação homóloga.

As exportações, no terceiro trimestre, totalizaram 8,8 mil milhões de euros, menos 0,2% que no segundo trimestre de 2002.

«No que diz respeito à análise face ao trimestre precedente, a procura externa líquida teve um contributo fortemente negativo para o crescimento do PIB», afirma a mesma fonte.

«As exportações caíram em volume, muito influenciadas por um forte efeito de base no 2º trimestre de 2002, enquanto que as importações cresceram de uma forma assinalável», acrescenta.

Por Nuno Carregueiro

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