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Portugal e Tunísia realizam hoje primeira cimeira bilateral

O encontro será dominado pela assinatura de acordos económicos, onde se destaca a abertura de uma linha de crédito de 100 milhões de euros.

Negócios com Lusa 13 de Março de 2007 às 09:37
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A I Cimeira Luso-Tunisina realiza-se hoje, no Forte de São Julião da Barra (Oeiras), sendo dominada pela assinatura de acordos económicos, onde se destaca a abertura de uma linha de crédito de 100 milhões de euros.

Além da abertura da linha de crédito destinada a apoiar as trocas comerciais entre os dois países, os primeiros-ministros de Portugal, José Sócrates, e da Tunísia, Mohamed Ghannouchi, presidem também à assinatura de acordos nos sectores dos transportes marítimos, têxteis e para o reforço de parcerias ao nível empresarial.

Paralelamente à realização da cimeira, decorrerá nas instalações da Associação Industrial Portuguesa (AIP) um seminário económico, juntando investidores dos dois países.

No seminário, estarão presentes 15 dos maiores industriais da Tunísia, estando prevista a assinatura de um protocolo para a constituição de um Conselho de Negócios Luso-Tunisino.

Pela parte nacional, estarão envolvidos na criação deste conselho a Associação Industrial Portuguesa, a Associação Empresarial de Portugal e o ICEP.

Segundo o Governo de Lisboa, a I Cimeira Luso Tunisina representa "mais um passo para o reforço das relações entre os dois países" e insere-se na "prioridade económica e política" atribuída pela diplomacia nacional ao Magreb.

Além das tradicionais cimeiras de governos de Portugal com Marrocos, França, Espanha e Brasil, o Governo português começou este ano a ter cimeiras anuais com a Argélia e arranca agora com encontros ao mais alto nível político com a Tunísia.

"De todos os países do Magreb, a Tunísia tem o sistema financeiro e económico mais evoluído, tendo estabilidade política e um elevado grau de interligação com a União Europeia", frisou a mesma fonte.

No que respeita às relações económicas, o principal investimento português na Tunísia é no sector dos cimentos (por via de uma fábrica da Cimpor), mas, segundo Lisboa, estão também a ganhar relevância áreas como os têxteis, as madeiras e os produtos agro-alimentares.

O turismo é outro sector que Lisboa encara como tendo potencial crescimento, já que, por ano, cerca de 40 mil portugueses fazem férias na Tunísia.

Pela parte tunisina, a cimeira é encarada como um "marco histórico" nas relações bilaterais entre os dois países.

Em declarações à agência Lusa, o embaixador tunisino em Lisboa, Riha Farhat, referiu que as relações comerciais são ainda pouco expressivas. "Efectivamente, podemos fazer melhor para impulsionar as nossas relações comerciais que estão muito aquém dos desejos dos dois países. O nosso grande problema é que não nos conhecemos suficientemente bem, exceptuando o futebol português e o seu campeonato, que os tunisinos acompanham muito de perto", disse.

As trocas comerciais entre os dois países são claramente favoráveis a Portugal.

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