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PS confirma buscas da PJ na sede nacional relacionadas com atividades de trabalhador

O PS confirmou esta quinta-feira que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na sede nacional, em Lisboa, afirmando que as diligências estão relacionadas com um dos seus trabalhadores e não com o partido.

Sede do Partido Socialista
Sede do Partido Socialista Pedro Ferreira
12:12

"O Partido Socialista confirma que a Polícia Judiciária está na Sede Nacional do Partido Socialista, a realizar diligências relacionadas com atividades que são imputadas a um dos seus trabalhadores", refere o PS, em comunicado enviado à Lusa.

No mesmo comunicado, o PS sublinha que o partido "não é, como tal, visado pela investigação" da Polícia Judiciária. Acrescenta que está a colaborar com a PJ em tudo o que está a ser solicitado, "no sentido de assegurar a boa condução das investigações e no respeito integral dos princípios e regras do Estado de direito".

O comunicado do PS foi divulgado na sequência de uma operação da Polícia Judiciária em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra, envolvendo a adjudicação de contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia, e da qual resultaram cinco detenções: quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante delito, por posse ilegal de arma, e constituídos 37 arguidos.

Segundo a CNN Portugal, um dos detidos será Duarte Moral, assessor de imprensa do PS.

Em causa está a prática dos crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.

Na nota, a PJ diz que na operação estão em causa "procedimentos de ajuste direto ou de consulta prévia, em clara violação das normas legais aplicáveis e com evidente prejuízo para o erário público".

A operação mobilizou cerca de 400 inspetores e peritos da Polícia Judiciária e sete magistrados do Ministério Público.

Os detidos serão presentes no Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.

Notícia atualizada às 12h35 com mais informação.

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