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Grupo tunisino com 1.000 trabalhadores na Guarda constrói nova fábrica de 17 milhões com IA

A Coficab, que detém duas fábricas na cidade mais alta de Portugal, de onde saem cablagens para automóveis de marcas como a Ferrari, a BMW e a Mercedes, está a dar um salto estrutural com recurso à inteligência artificial e a construir a sua terceira fábrica na Guarda.

A Coficab instalou-se em 1993 na Guarda, onde tem duas fábricas e está a construir a sua terceira unidade na cidade mais alta de Portugal.
A Coficab instalou-se em 1993 na Guarda, onde tem duas fábricas e está a construir a sua terceira unidade na cidade mais alta de Portugal. D.R.
11:35

Fundada em 1992 por Hichem Elloumi em Tunes, capital da Tunísia, a Coficab escolheu Portugal, logo no ano seguinte, para debutar na internacionalização industrial, com a abertura de uma fábrica de cablagens para automóveis na Guarda.

Em 2014, num investimento de 12 milhões de euros, amplia as instalações fabris na cidade mais alta de Portugal e constrói o Coficab Technical Center, onde também instalou os serviços centrais de I&D.

Cinco anos depois, pouco tempo antes da chegada da pandemia de covid-19, investe 38 milhões de euros na abertura de uma segunda fábrica na Guarda, e está agora a erguer a sua terceira unidade industrial na cidade portuguesa, num investimento estimado de 17 milhões de euros e arranque da operação previsto para 2028.

Além desta nova fábrica, o grupo Coficab, que emprega mais de nove mil pessoas, das quais mais de mil em Portugal, está a construir mais três noutros países, operando atualmente 22 unidades de produção e quatro centros de I&D.

Entretanto, em parceria com a DareData, a Coficab Portugal “alcança um salto estrutural” na forma como cabos automóveis são desenvolvidos e produzidos, ao integrar a inteligência artificial de ponto em toda a cadeia de valor – “do I%D ao chão de fábrica”, enfatizam, em comunicado.

“Esta abordagem permite substituir processos tradicionalmente lentos, manuais e iterativos por decisões rápidas, baseadas em dados e simulação, com impacto direto na redução de custos, aumento de eficiência e aceleração significativa dos ciclos de inovação”, explicam.

De acordo com as duas empresas, atualmente o desenvolvimento de cabos pode demorar até 16 semanas e implicar múltiplos ciclos de testes físicos, sendo que “cada resultado fora do esperado implica recomeçar o processo, consumindo tempo, material e recursos. Este modelo limita a capacidade de inovação e aumenta os custos/pressiona as margens de desenvolvimento”, observam a Coficab e a DareData.

A inteligência artificial é um elemento-chave na nossa evolução enquanto organização. Com esta parceria, reforçamos a nossa capacidade de integrar tecnologia de forma estruturada e orientada para o impacto, potenciando o trabalho das nossas equipas”, afirma José Almeida, corporate technology director do grupo Coficab, adiantando que “a implementação teve início em Portugal e servirá de base para expansão internacional”.

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