Quando o próximo confronto com os EUA acontecer, a Alemanha quer estar preparada
A ideia é ter cartas na manga para poder responder à pressão norte-americana. Tecnológicas e farmacêuticas podem ser usadas como vantagem.
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O Governo alemão começou a delinear um mapa de vulnerabilidades nas redes de abastecimento norte-americanas, de modo a identificar pontos onde a Alemanha e a União Euroipeia possam exercer vantagem. De acordo com o que explicou uma fonte próxima do assunto à Bloomberg, o objetivo é criar um consenso europeu sobre como reagir e exercer vantagem caso a Europa seja arrastada para um novo conflito com os EUA.
Entre os potenciais "alvos" estão grandes tecnológicas americanas muito próximas da Casa Branca, os avultados investimentos em inteligência artificial, ou mesmo tentativas de fazer aumentar os preços dos medicamentos para os americanos - algo a que Donald Trump se tem mostrado sensível.
Este esforço alemão faz parte de um movimento europeu para conseguir gerir melhor a crescente hostilidade dos EUA para com a Europa - com o caso da Gronelândia entre os mais recentes exemplos. Além, claro, da guerra tarifária, mais reentemente a Alemanha recusou o apelo de Trump para garantir segurança no estreito de Ormuz, recusando-se a participar num confronto.
As fontes da Bloomberg ressalvaram, no entanto, que não foram tomadas decisões e que a preferência é mesmo um restabelecimento de saudáveis relações diplomáticas com os EUA.