"Discurso crispado" da oposição deixa Teixeira dos Santos pessimista com consenso no PEC
Teixeira dos Santos vê "cada vez mais longe" possibilidade de consenso entre os partidos da oposição e do Governo para uma saída da actual crise. Veja aqui o vídeo.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, manifestou hoje, em Bruxelas, o seu pessimismo sobre a possibilidade de uma saída para a crise actual o que significa "um grande empurrão para que o país caia nos braços da ajuda externa".
"Vejo cada vez mais longe o consenso porque acho que o discurso está bastante crispado por parte da oposição", disse Fernando Teixeira dos Santos à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.
O governante lamentou a existência de "posições irredutíveis de recusa ao diálogo" por parte dos partidos da oposição: "Acho que isso não pronuncia nada de bom para o país", declarou.
"Neste momento, uma crise política é de facto um grande empurrão para que o país caia nos braços da ajuda externa", disse Teixeira dos Santos.
O ministro das Finanças voltou a defender a importância de "um largo consenso político", que já foi tentado pelo Governo.
"Não foi até agora ainda possível construir esse consenso. É importante que não desistamos", disse Teixeira dos Santos.
O responsável do Governo recusou-se a discutir cenários sobre o futuro da governação em Portugal e sublinhou que está "empenhado" em ajudar o país a resolver os seus problemas.
"Eu sou membro de um Governo, e se o Governo por qualquer razão não continuar a exercer funções eu acompanharei o Governo nessas consequências", declarou o ministro das Finanças.
Os ministros das Finanças da Zona Euro estão reunidos para fechar "questões técnicas" da reforma do fundo de resgate dos países com problemas para se financiar nos mercados internacionais.
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia irão aprovar definitivamente essa reforma no Conselho Europeu que terá lugar na próxima sexta-feira, também na capital belga.
