Santos Pereira defende equipa de previsões: "São do melhor que eu vi em todo o mundo"
Depois de críticas do PSD e do próprio ministro das Finanças direcionadas ao ex-governador Mário Centeno, o atual líder do Banco de Portugal defendeu a independência dos técnicos da instituição.
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"São do melhor que eu vi em todo o mundo." Foi com esta frase que o governador do Banco de Portugal (BdP) defendeu a equipa responsável pelas previsões macroeconómicas da instituição, que têm sido questionadas pelo PSD e pelo próprio ministro das Finanças, referindo-se ao período em que Mário Centeno esteve à frente da instituição.
"Em questões de previsões económicas do Banco de Portugal, posso-lhe dizer que a equipa técnica do Banco de Portugal que faz as previsões económicas e orçamentais são do melhor que eu vi em todo o mundo", começou por assegurar Álvaro Santos Pereira na audição parlamentar na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, nesta quarta-feira, 1 de abril. "Eu vou defender a minha equipa com toda com toda intransigência, porque acho que é importantíssimo referir que nós temos dos melhores técnicos nesta área."
A questão foi levantada pelos deputados, nomeadamente da bancada do PSD, que na véspera, pela voz de Hugo Carneiro, anunciou que o partido vai chamar, em requerimento, Mário Centeno e a presidente do Conselho de Finanças Públicas "para explicar como existe uma divergência das previsões face aos resultados desde que a AD chegou ao poder".
Na audição desta quarta-feira sobre a reforma antecipada do ex-governador, Santos Pereira afirmou que "certamente nunca haverá interferência do governador do Banco de Portugal em relação em relação às previsões" feitas pelo departamento do BdP.
Esta questão surge depois de, na véspera, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, ter lançado dúvidas sobre a independência das duas principais instituições do país que fazem previsões económicas, o Conselho das Finanças Públicas e o Banco de Portugal, sugerindo que as previsões orçamentais feitas pelas entidades se afastaram dos resultados finais desde que a Aliança Democrática (AD) assumiu o Governo.