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"Enorme" aumento de impostos sem fim à vista

Vítor Gaspar assumiu que o aumento de impostos é "enorme", que terá de ser diminuído. Mas sem se comprometer com datas. Veja o vídeo.

Vídeo RTP | Alexandra Machado amachado@negocios.pt 03 de Outubro de 2012 às 16:35
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Aumentos de impostos para 2013. Vítor Gaspar, ministro das Finanças, avançou com novas medidas para contornar o chumbo do Tribunal Constitucional ao corte de subsídios apenas para os funcionários públicos e pensionistas. No entanto, fá-lo assumindo que é um "aumento enorme de impostos". E, por isso, fá-lo admitindo também que "não persistirá para sempre".

Não se comprometendo com datas, nem prazos, nem montantes, Vítor Gaspar, na conferência de imprensa para apresentar medidas a implementar em 2013 para controlar o défice público, colocando-o nos limites comprometidos, afirmou que a carga fiscal "precisará de ser diminuída", mas "será ao ritmo aque conseguirmos diminuir efectivamente a despesa pública". Por isso, "não é vantajoso fazer qualquer especulação sobre calendários específicos".

A sobretaxa em sede de IRS, aumentada para 4%, vigorará, para já, em 2013, já que está incluída no Orçamento do Estado para o próximo ano. "Claro que é uma medida que tem a duração do Orçamento do Estado", no entanto, a diminuição de impostos será avaliada progressivamente.

Vítor Gaspar, assumindo o tom compreensivo, garante que "a imposição de impostos é muito negativa, no entanto, "é substancialmente melhor do que a alternativa de ruptura descontrolada".

"Estes aumentos, que são aumentos progressivos e equitativos, repartem este esforço de ajustamento pela população portuguesa de forma justa e equilibrada. Espero que esta situação seja bem compreendida", já que a situação é "frágil". Aliás, em início de discurso, o ministro das Finanças falou de um Portugal que esteve quase à beira da bancarrota e a um passo de não conseguir honrar os compromissos internacionais e de pagar salários e pensões. Mas assume que o esforço no financiamento nos mercados tem sido feito.

E elogia, ainda, o esforço feito pelos portugueses. "O esforço de ajustamento do sector privado em Portugal, das empresas portuguesas, dos empresários portugueses e dos trabalhadores é a força motriz por trás do comportamento das exportações, por trás da correcção do desequilíbrio externo e, consequentemente, quando me refiro aos empresários e trabalhadores portugueses refiro-me com respeito e gratidão".


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