Marcelo realça que lei não foi mudada e não permite adiar as eleições
Acompanhe os desenvolvimentos desta quinta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
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Marcelo realça que lei não foi mudada e não permite adiar as eleições
O Presidente da República realçou esta quinta-feira que a lei eleitoral não foi mudada e não permite adiar as eleições presidenciais na globalidade do país, como defendeu o candidato André Ventura, apenas em determinadas localidades atingidas por intempéries.
Em declarações aos jornalistas, junto à Basílica da Estrela, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que há cinco anos os portugueses votaram para as eleições presidenciais em contexto de pandemia de covid-19 e de estado de emergência e salientou, por outro lado, que muitos eleitores votaram antecipadamente no passado domingo quando já estava declarada situação de calamidade em cerca de 60 municípios.
O chefe de Estado afirmou que "a lei é muito clara, a lei diz que são os presidentes de Câmara que no continente têm essa decisão a seu cargo, e os representantes da República nos Açores e da Madeira nas regiões autónomas".
"A lei não foi mudada, a lei é o que é, estamos a dois dias praticamente das eleições e, portanto, é a lei que deve ser aplicada", acrescentou, concluindo que um eventual adiamento da segunda volta das eleições presidenciais, "portanto, é uma questão que se não põe".
Marcelo Rebelo de Sousa referiu ainda que nos seus contactos no terreno "a generalidade dos municípios, exceto Alcácer do Sal, reconheceu que tinha condições para poder ter assembleias [de voto] em funcionamento".
Plataforma para apoios já está disponível. Valores começam a chegar segunda-feira
A plataforma informática a partir da qual as famílias afetadas pelo impacto da tempestade Kristin poderão solicitar os apoios disponibilizados pelo Governo já se encontra disponível e a ajuda financeira às familias, que poderá atingir "até 12.900 euros", chegará "o mais tardar na próxima segunda-feira", anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro. Para o efeito, foi criado um site próprio em apoioscalamidade.gov.pt, indicou Luís Montenegro.
Para quem não tenha acesso à internet ou tenha dificuldades em usar a plataforma, haverá 275 espaços do cidadão e "12 carrinhas móveis estarão nos concelhos afetados para ajudar e para que todos possam, de forma rápida e expedita, aceder à plataforma".
Quanto às linhas de crédito para empresas, "estão operacionais desde ontem", e já foram registadas as candidaturas de "825 empresas" para apoios de mais de "204 milhões de euros", continuou. Os apoios aos agricultores estão igualmente "acessíveis" e estão já contabilizados cerca de "1.100 candidatos" para ajudas de mais de 84 milhões.
Alertando para as próximas horas de “extrema dificuldade” que se antecipam, o primeiro-ministro anunciou ainda que o Governo vai prolongar o estado de calamidade até 15 de fevereiro.
Marcelo promulga três diplomas com medidas para mitigar impacto da depressão Kristin
Momentos após o final da conferência de imprensa do primeiro-ministro sobre o mau tempo que assola o país e as medidas para combater o seu impacto, o Presidente da República promulgou três diplomas do Governo com medidas previamente anunciadas para mitigar os efeitos da depressão Kristin.
Uma nota no site da Presidência dá conta que Marcelo Rebelo de Sousa promulgou o diploma que cria um regime de apoios sociais e de lay-off simplificado para as zonas atingidas pela tempestade Kristin, como tinha sido previamente anunciado pelo Executivo.
Também foi promulgado pelo Presidente da República o diploma que altera o Fundo de Contragarantia Mútuo, gerido pelo Banco Português de Fomento, que disponibiliza linhas de crédito para apoiar empresas e famílias afetadas pela tempestade Kristin.
Por último, Marcelo também promulgou o diploma que permite às instituições financeiras conceder uma moratória nos créditos das famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin.
Em resposta ao impacto da depressão Kristin, que assolou sobretudo a região centro, o Governo anunciou um conjunto de medidas com um valor estimado de 2,5 mil milhões para mitigar os efeitos da tempestade.
Montenegro: Há condições para ir a votos "na esmagadora maioria do país"
"Parece-me que na esmagadora maioria do país haverá condições de garantir a possibilidade [de as pessoas votarem] independentemente da muita pluviosidade e ventos fortes", declarou esta tarde o primeiro-ministro. Numa comunicação em que anunciou o alargamento do estado de calamidade até 15 de fevereiro, Luís Montenegro salientou que "não é essa a razão que pode fundamentar um impedimento para o funcionamento da democracia".
Esta tarde, recorde-se, André Ventura anunciou que iria propor um adiamento geral das eleições, devido ao mau tempo. "Nos termos da lei, caberá aos presidentes das câmaras reunirem os elementos para concluírem se haverá condições para deteminadas freguesias as coisas correrem com normalidade", sublinhou Montenegro.
O primeiro-ministro fez também um apelo ao voto: "Escolher o mais alto magistrado da nação, escolher o futuro do país é um dever" e "posso juntar-me a todos os que fazem de forma muito veeemente um apelo para não delegarmos nos outros uma escolha que cabe a cada um de nós", salientou.
Governo põe ASAE a controlar preços dos materiais de construção
Os dias que se têm seguido à passagem da Kristin pela região Centro têm sido marcados por uma corrida aos materiais de construção, nomeadamente às telhas, com as famílias a tentarem reparar os telhados das suas casas.
Em muitas lojas, encontrar estes materiais é quase impossível. E quando existem, verificam-se situações de aumento anormal dos preços de venda ao público, razão pela qual o Governo ordenou a presença no terreno da ASAE para fiscalizar os agentes económicos.
A ASAE vai “poder fazer a fiscalização da eventual ocorrência do crime de especulação”, disse Luís Montenegro, na declaração que fez ao país para apresentar novas medidas perante as tempestades que estão a assolar o pais.
“Confiamos no sentido de responsabilidade das pessoas e dos agentes económicos, mas ninguém deve tirar partido da situação que enfrentamos”, disse o primeiro-ministro.
“Cabe também ao Estado assegurar, através dos seus instrumentos e das suas entidades de fiscalização, que assim acontece, a bem da justiça e a bem da igualdade de todos os portugueses, nomeadamente daqueles que estão a atravessar um momento de maior dificuldade”, rematou.
Golegã é o quarto município a adiar a votação para dia 15
O município da Golegã, através de um edital publicado no seu site oficial, aprovou o adiamento da votação para as eleições presidencias para 15 de fevereiro, na sequência "da situação de calamidade decretada" em toda a região para este domingo.
O presidente da câmara, António Camilo, "reconheceu a impossibilidade de realização da votação nas respetivas assembleias de voto, designadamente nas freguesias de Azinhaga e Pombalinho", pode ler-se. O município tem cerca de 4.700 eleitores.
Governo quer recrutar imigrantes para ajuda na reconstrução das zonas afetadas pela tempestade
O primeiro-ministro quer acelerar o recrutamento de mão de obra para a reconstrução das zonas mais afectadas pela tempestade Kristin, incluindo imigrantes, através da chamada "via verde".
"Instruímos o Instituto de Emprego e Formação Profissional - que amanhã mesmo se vai juntar à estrutura de missão no terreno - para recolher as necessidades de trabalhadores, seja para as empresas, nomeadamente de construção civil, seja para as autarquias locais", que "vai usar a sua rede para de forma em termos de prioridade, recrutar em Portugal, mas ao mesmo tempo para poder utilizar o canal que já criamos o ano passado para a migração laboral regulada". O objetivo é agilizar a disponibilização de mão de obra, em concreto através de mecanismo que o IEFP já tem, nomeadamente com os Países de Língua Portuguesa (PALOP).
A ideia, referiu o primeiro-ministro, é "poder também de forma rápida, colocar a mão de obra que seja necessária perto da região ou das regiões que foram mais atingidas." Luís Montenegro indicou que "a estrutura de missão já está no terreno desde segunda-feira" para avaliar os prejuízos e a reconstrução.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tinha defendido já um "canal de entrada" de imigrantes para reconstruir zonas afetadas pela tempestade Kristin.
Governo prolonga situação de calamidade até 15 de fevereiro
A situação de calamidade vai prolongar-se por mais uma semana, até ao dia 15 de fevereiro, tendo em conta o agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias. A decisão foi anunciada esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, depois do Conselho de MInistros.
"Hoje mesmo o Governo prolongou até 15 de fevereiro a situação de calamidade", indicou Luís Montenegro a partir da residência oficial do primeiro-ministro, justificando com o facto de se manterem as condições que levaram à declaração da excecionalidade ainda em vigor.
A atual situação de calamidade terminava às 24:00 do próximo domingo, mas é agora prorrogada por mais uma semana "porque sabemos que teremos uma situação difícil", apontou o primeiro-ministro.
Em atualização
Pombal pede também adiamento das eleições presidenciais
A câmara municipal de Pombal, no distrito de Leiria, um dos mais afetados pela depressão Kristin, também pediu o adiamento das eleições presidenciais do próximo domingo à Comissão Nacional de Eleições (CNE), avançou a SIC Notícias.
O município junta-se assim a Alcácer do Sal e Arruda dos Vinhos no pedido de adiamento do sufrágio devido aos efeitos do mau tempo. O ato eleitoral será realizado no domingo seguinte, dia 15.
Freguesia em Pombal em risco de ficar sem luz até ao dia 14
Sem comunicações e com cerca de 50% da população em risco de não ter eletricidade até ao dia 14, a freguesia de Carriço, no concelho de Pombal considera não haver condições para as eleições presidenciais, no domingo.
"Isto está extremamente caótico", disse esta quinta-feira à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Carriço, no concelho de Pombal, Ricardo Grilo, lamentando que "cerca de metade da população esteja há oito dias sem luz e sem comunicações".
De acordo com o autarca na freguesia, com 90 quilómetros quadrados, "existe energia em algumas partes da freguesia", mas falta ligar à rede "entre 40 e 60% dos lugares" onde a Junta já fez "um levantamento de onde é que não há luz e quais são os pontos prioritários", mas, lamentavelmente, "a E-Redes não tem nenhum plano para a reparação".
A junta de freguesia conseguiu, no domingo, que fossem "disponibilizados três geradores", cedidos por duas empresas de Fátima e outra do concelho de Pombal, mas "para colocar os geradores em funcionamento, temos de ter autorização da E-Redes e uma equipa que faça a ligação e indicar em que local é que nós podemos colocar os geradores".
"Lamentavelmente e vergonhosamente, não tivemos a resposta da E-Redes" o que tem indignado a população, num protesto que deverá subir de tom depois de a Junta ter sabido, na última reunião com a empresa, que "até ao dia 08 vão conseguir energizar os PT's (postos de transformação) e, se tudo correr bem, conseguem levar energia até às casas onde há cabos e postos partidos apenas no dia 14 de fevereiro".
"Estamos a falar de mais de três semanas sem energia para muitas destas famílias e, numa freguesia sem zona industrial e com cerca de 200 empresas dispersas pelo território, sem conseguir trabalhar, são milhares de prejuízos".
Desde a depressão Krintin, na "freguesia desprezada", foi a Junta que procedeu à limpeza de estradas e caminhos e à reparação dos edifícios escolares" para abrir o ATL esta semana, com a expectativa de que viria a energia, entretanto".
Mas no Carriço, nem energia, nem água, nem comunicações, à exceção de um 'starlink' instalado na sede da Junta.
"Quem quer telefonar tem de sair da freguesia, quem quer tomar banho tem que ir a Pombal, fazer mais de 20 quilómetros" e a esta população só vai valendo "o apoio que a Freguesia está a dar a dezena e meia de famílias que precisam de bens essenciais, sobretudo comida".
Um cenário de desolação testemunhado à Lusa por um elemento da Assembleia de Freguesia, Nelson Miranda, que garante que "desde sábado não se vê ninguém da E-Redes, nem da Proteção Civil, nem de empresas de telecomunicações a tentar resolver os problemas no terreno", deixando ao abandono a população, maioritariamente idosa.
A Junta de Freguesia "realojou duas famílias, uma das quais já voltou para casa", mas "as pessoas estão a sentir cada vez mais dificuldades, sem eletricidade para conservar alimentos, tal como as empresas, nomeadamente uma de congelados, que perdeu todo o stock", segundo o presidente da autarquia que teme que "não vá haver condições para fazer a votação" das presidências no domingo.
"Essa decisão ainda está a ser equacionada com o município de Pombal, mas, se não houver alterações, acho muito difícil conseguirmos abrir mesas de voto", afirmou Ricardo Grilo.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Câmara de Arruda dos Vinhos vai pedir para adiar votação para as eleições presidenciais
Arruda dos Vinhos vai pedir para adiar a votação da segunda volta das Eleições Presidenciais, confirmou o Presidente da Câmara ao CM, devido à situação de calamidade. A decisão surge depois de Alcácer do Sal ter também anunciado o adiamento também esta quinta-feira. "Não estão reunidas as condições para haver um ato eleitoral", referiu.
A CNE informa que, apesar das previsões meteorológicas apontarem para alguma instabilidade nos próximos dias, estão a ser adotadas "todas as medidas necessárias para assegurar a realização da votação na data prevista".
Marcelo adia visita a Madrid em decisão conjunta com Rei Felipe VI
O Presidente da República adiou a sua visita a Madrid prevista para sexta-feira, em decisão conjunta com o Rei de Espanha, Felipe VI, e com a concordância dos governos espanhol e português, devido à tempestade Leonardo.
Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, "o Presidente da República e o Rei de Espanha realizaram uma conversa telefónica e decidiram, com a concordância dos governos da Espanha e de Portugal, suspender a visita planeada para amanhã [sexta-feira], devido aos efeitos da tempestade Leonardo, e procurar uma nova data".
Na quarta-feira, fonte da Presidência da República indicou à agência Lusa que o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, iria decidir esta quinta-feira sobre o eventual adiamento da sua visita a Madrid, "em função da evolução da situação em Portugal e depois de uma conversa prevista com o Rei de Espanha".
Marcelo Rebelo de Sousa já tinha encurtado a sua visita a Espanha, inicialmente prevista para entre quinta e sexta-feira, devido à situação de calamidade declarada depois da passagem da tempestade Kristin por Portugal continental, e tem estado no terreno a visitar os lugares mais afetados.
Alpiarça prepara evacuação de zonas ribeirinhas devido ao risco de cheias
O município de Alpiarça alertou esta quinta-feira para a necessidade de evacuação preventiva, e eventualmente obrigatória, de zonas ribeirinhas nas próximas horas, devido ao "aumento significativo dos caudais do rio Tejo e seus afluentes", que poderá originar cheias no concelho.
Em comunicado, a autarquia indica que a situação resulta de "condições meteorológicas adversas e precipitação intensa prevista", que estão a agravar o cenário hidrológico.
No âmbito do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, o município refere que a população residente em zonas inundáveis "deve preparar-se para abandonar as suas habitações".
O município identificou como zonas críticas o Matadouro, Praça Velha, rua 5 de Outubro, rua do Lavadouro, Quinta da Atela, Quintas da Gouxaria (junto ao Tejo), Vale das Oliveiras e Postes Carmo, advertindo que outras áreas poderão ser afetadas consoante a evolução dos caudais.
Na nota, a Câmara indica ainda que está a avaliar "de forma permanente" o impacto da situação nas infraestruturas, equipamentos públicos e vias de circulação, podendo ser comunicadas restrições, encerramentos ou ajustamentos de funcionamento "sempre que a segurança o justifique".
Comissão Europeia prolonga sistema de imagens por satélite Copernicus
A Comissão Europeia prolongou esta quinta-feira o acesso das autoridades portuguesas ao sistema de imagens por satélite Copernicus e afirmou estar a acompanhar de perto a situação do mau tempo em Portugal.
Em resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Gestão de Crises, Eva Hrncirova, indicou que o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência (CCRE) da União Europeia tem estado em “contacto estreito com as autoridades de proteção civil de Portugal”.
Eva Hrncirova referiu que o CCRE já está a apoiar as autoridades portuguesas e decidiu prolongar o acesso ao sistema Copernicus, o programa europeu de observação da Terra, que fornece imagens de satélite que ajudam na identificação zonas afetadas.
O sistema “ajuda as autoridades a compreender a situação no terreno e a avaliar os danos, apoiando as suas operações”, afirmou.
A porta-voz reiterou ainda que a Comissão Europeia ainda não recebeu qualquer pedido de Portugal para ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, mas está “disponível para ajudar” se for solicitada.
Portugal ativou o Serviço de Gestão de Emergências Copernicus às 13:40 horas de 28 de janeiro, dia em que parte do território nacional foi severamente atingido pela depressão Kristin, segundo disse na semana passada a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Chaves alerta para risco de inundações por "previsível" subida do Tâmega
O presidente da Câmara de Chaves alertou esta quinta-feira para o risco de inundações provocadas pelo "previsível" aumento do caudal do rio Tâmega em zonas com restauração, comércio e habitação, preocupação que resultou já no encerramento de vias.
"O rio Tâmega já transbordou há cinco, seis dias na zona mais sul da cidade, junto à ponte Carmona, e já ocupa a zona verde adjacente. Na zona que normalmente tem mais impacto negativo, mais potencial de dano para alguns restaurantes e serviços comerciais, é junto à ponte Romana. Lá está a cerca de 15 centímetros de transbordar neste preciso momento", referiu Nuno Vaz, cerca das 13:30 horas, num ponto de situação feito à agência Lusa.
Adiantando que de noite foram encerradas vias que "tradicionalmente ficam inundadas", colocada sinalização e alterado um sentido de trânsito, o autarca pediu "cautela" à população.
"O caudal do rio tem vindo a crescer, prevendo-se que transborde em outros locais da cidade, podendo causar inundações. Prevenimos a circulação em algumas vias, notificamos por 'sms' os proprietários de algumas habitações e fizemos, também com a Proteção Civil, nas zonas potencialmente inundáveis, uma comunicação mais pessoal, mais direta", descreveu.
A Câmara de Chaves está, paralelamente, a disponibilizar sacos de areia a quem queira tentar fazer contenção da água junto às portas de entrada.
Município de Leiria retirou 66 pessoas devido às cheias
Sessenta e seis pessoas foram retiradas de algumas localidades devido às cheias e na sequência da depressão Leonardo, que afetou algumas zonas do concelho, revelou esta quinta-feira o Município de Leiria.
Segundo informação da autarquia liderada por Gonçalo Lopes, foram retiradas 45 pessoas na zona de São Romão e 21 na área da Ponte das Mestras.
Várias zonas estão inundadas na cidade e zonas rurais de Leiria, e o foco "está nas cheias" depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin, revelou o vereador Luís Lopes.
"Temos já várias zonas inundadas, quer na cidade, quer nas zonas mais rurais", declarou aos jornalistas Luís Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.
Segundo o vereador que tem o pelouro da Proteção Civil, hoje de manhã foi antecipada "a necessidade de evacuações preventivas nalguns locais".
"Fizemos o pré-posicionamento dos botes dos Fuzileiros aqui em Leiria e vamos também fazer aqui neste mesmo quartel, para termos mais disponibilidade caso seja necessário", disse, adiantando que decorre, igualmente, o reforço do corte de vias em vários locais.
Estes cortes estão "todos associados ao rio Lis e ao rio Lena [este afluente do primeiro], o que se irá manter durante o dia", porque a previsão é a de que "os caudais só irão começar a reduzir a partir, provavelmente, das 16:00, 18:00".
Proteção Civil regista 5.793 ocorrências desde domingo
A Proteção Civil registou 5.793 ocorrências relacionadas com cheias entre 1 de fevereiro e as 12:00 horas de hoje, indicou o comandante nacional do organismo.
"Em termos de números de ocorrência, temos a registar até ao momento 5.793 ocorrências, 20.328 operacionais envolvidos nestas ações e com um total de 8.007 meios terrestres", disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.
De acordo com o responsável, a Proteção Civil mantém a "vigilância com três helicópteros, que continuam a fazer a monitorização e avaliação de todas as zonas de impacto das cheias".
Mário Silvestre indicou que as quedas de árvores continuam a representar um número significativo de incidentes, mas começam a ser acompanhadas pelo aumento das inundações.
"O número de inundações (...) está neste momento bastante elevado, com 1.593 ocorrências", acrescentou.
O comandante nacional da Proteção Civil disse ainda que há várias localidades isoladas devido à subida das águas.
Em Santarém, permanecem cortadas Reguengo do Alviela, Valada, Porto da Palha e Caneira. No distrito de Coimbra, a localidade de Ereira, em Montemor o Velho, continua sem acessos.
Figueiró dos Vinhos com 850 casas a precisar de intervenção rápida nas coberturas
Cerca de 850 casas do concelho de Figueiró dos Vinhos estão a precisar de intervenção rápida ao nível das suas coberturas, revelou esta quinta-feira o presidente da Câmara, que identificou dificuldades para encontrar mão-de-obra e equipamentos elevatórios.
"Tenho 850 casas que foram objeto de destruição ao nível das coberturas, isto é, a precisarem de intervenção rápida", alertou Carlos Lopes.
Em declarações à agência Lusa, o autarca explicou que tanto o município, como os militares, bombeiros, voluntários e sapadores têm feito um esforço muito grande para acudir a estas situações de desespero.
"Já devemos ter neste momento 400 e tal pessoas com o problema, ainda que provisoriamente, resolvido. A nossa grande dificuldade, neste momento, é recrutar mão-de-obra que nos permita chegar ao máximo de casas e de problemas deste género", referiu.
A par da falta de mão-de-obra, o autarca identificou a ainda a necessidade de equipamentos elevatórios, que permitam chegar aos telhados.
De acordo com Carlos Lopes, na freguesia de Arega e também em Bairradas, a população continua a não ter fornecimento de energia.
"Eu próprio só tive ontem [quarta-feira] à noite pela primeira vez. Eram já 22:00 quando chegou à minha zona", acrescentou.
Câmara de Vila Franca de Xira ativa plano municipal de emergência e proteção civil
A Câmara de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, ativou esta quinta-feira o plano municipal de emergência e proteção civil devido à previsão de "subida anormal" das águas do Rio Tejo, após Espanha ter aberto as suas comportas.
"Estamos aqui a preparar-nos para essa subida anormal das águas do Tejo", afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS), indicando que se prevê que cerca das 17:00 horas desta quinta-feira o nível das águas do rio venha a subir "de forma exponencial".
Segundo o autarca, essa subida do nível da água do Rio Tejo prende-se "não propriamente por causa de pluviosidade [...], mas pelo facto de Espanha ter aberto as suas comportas e vir uma grande massa de água desde o país vizinho", que se espera que venha a chegar a este concelho do distrito de Lisboa cerca das 17:00 horas, o que "vai coincidir pouco depois com a maré alta".
"O que acontece é que hoje vem uma massa de água a montante cujos efeitos são totalmente desconhecidos, portanto não há histórico dessa quantidade de água a chegar toda ao mesmo tempo nesta zona, sobretudo num momento de maré alta", reforçou Fernando Paulo Ferreira.
Falando pelas 13:00 horas, o autarca de Vila Franca de Xira indicou que, "por enquanto, nada está a acontecer no terreno em termos de alteração das águas do Tejo", acrescentando que nos últimos dias o nível das águas já está mais alto do que o habitual e "tem inundado zonas ribeirinhas, mas de uma forma que não é totalmente inabitual, sobretudo quem vive naquelas zonas está habituado".
Câmara de Alcácer do Sal decide adiar eleições presidências no concelho
A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, decidiu esta quinta-feira adiar as eleições presidenciais de domingo no concelho, devido à situação de calamidade, tendo já comunicado essa intenção à Comissão Nacional de Eleições (CNE).
"Já tínhamos refletido ontem [quarta-feira] e falado com os presidentes de junta sobre essa eventualidade e hoje concretizámos com o envio às entidades competentes dessa decisão de não realizar as eleições" este domingo, revelou Clarisse Campos, em declarações à agência Lusa.
Segundo a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, que após a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comunicou essa decisão à CNE, não estão reunidas as condições para a realização do ato eleitoral.
"Não temos mesmo condições. Temos muitas localidades que estão isoladas, algumas delas onde funcionam mesas de voto. Temos toda a zona baixa da cidade completamente inundada", pelo que "era impensável que o ato eleitoral se realizasse com as mínimas condições", reconheceu.
Considerando que em Alcácer do Sal, um dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo até domingo, "a situação ainda é mais grave do que na semana passada", a autarca reforçou que "a decisão será a de não realizar o ato eleitoral", para já, para as presidenciais.
O Presidente da República, que esta quinta-feira visitou as zonas inundadas da baixa de Alcácer do Sal, admitiu que alguns municípios poderão decidir adiar as eleições presidenciais devido à situação de calamidade.
Marcelo diz que situação de cheias em Alcácer do Sal é "a mais grave" do país
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta quinta-feira que Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, "é talvez a situação de cheias mais grave" do país, consistindo num "teste à resistência".
"Nesta situação específica, que é talvez aquela em termos de cheias, de longe, a mais grave que existe em todo o território, não há sinais de melhoria", afirmou o Chefe de Estado, no início de uma visita à cidade alentejana, cuja baixa está inundada desde a quarta-feira da semana passada.
Acompanhado pela presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, e por outros responsáveis locais e regionais, Marcelo Rebelo de Sousa teve uma vista panorâmica sobre as cheias no Rio Sado a partir do sítio mais alto da cidade, junto à Pousada do Castelo local. Ao observar a água sem fim que se estende lá em baixo, onde já não se percebe onde era o leito do rio, que agora mais parece um mar, o Presidente da República admitiu que a vista sobre este cenário "é impressionante".
Questionado sobre o que mais o preocupa, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que a situação é "um teste à resistência das pessoas", nomeadamente daqueles que têm de ser retirados das suas casas.
Mas também, continuou, à "resistência daqueles que estão a ver os seus negócios, as suas pequenas casas comerciais e coisas assim a serem atingidas, mas sobretudo das populações isoladas".
Exército posiciona meios de prevenção junto à bacia do Mondego
O Exército português tem meios posicionados junto à bacia hidrográfica do Mondego em caso de necessidade de auxílio a situações de cheias causadas pela tempestade Leonardo, e mantém militares em 19 municípios do país.
Em comunicado, este ramo das Forças Armadas adianta que "face ao risco associado à bacia hidrográfica do Mondego" existem um conjunto de meios já posicionados no terreno para eventual emprego.
O Exército está preparado para intervir caso seja necessário retirar pessoas de um determinado local, limpar terrenos, recuperar viaturas, tendo ainda barreiras de contenção, bombagem, alojamento e alimentação, apoio sanitário e intervenção psicológica, bem como viaturas todo-o-terreno e equipas de botes.
Ao início da manhã, de acordo com o mesmo comunicado, o Exército mantém militares em 19 municípios do país, "em coordenação com as autoridades competentes".
"No terreno, prosseguem ações de limpeza e desobstrução, engenharia, reforço de comunicações, energia/iluminação, busca e evacuação, bem como apoio logístico e alojamento, mantendo-se meios em prontidão", lê-se no comunicado.
O ramo acrescenta que também tem ativada uma equipa de informação geoespacial, "disponibilizando cartografia e produtos satélite para acompanhamento permanente das áreas inundadas e apoio ao planeamento operacional".
Água da rede pública imprópria para consumo em 12 localidades da Batalha
A água da rede pública está temporariamente imprópria para consumo humano em várias localidades do concelho da Batalha, distrito de Leiria, devido às cheias que ocorreram na madrugada desta quinta-feira, anunciou a Câmara Municipal.
Num aviso à população publicado nas suas redes sociais, a autarquia alertou que "a água da rede não deve ser utilizada para beber, cozinhar ou higiene oral, até nova comunicação".
"As entidades competentes estão a acompanhar a situação e serão prestadas novas informações assim que estejam reunidas as condições de segurança".
As localidades afetadas são Golpilheira, Casal Mil Homens, Cividade, Garruchas, Colipo, Alcaidaria, Rio Seco, Celeiro, Casal Quinta, Golfeiros, Cela e Casal Novo.
IP3 cortado nos dois sentidos devido a derrocada em Almaça
O Itinerário Principal (IP) 3 encontra-se cortado nos dois sentidos e sem previsão de reabertura devido a uma derrocada que ocorreu na zona de Almaça, a poucos quilómetros da Barragem da Aguieira, informou esta quinta-feira a GNR de Coimbra.
De acordo com a mesma fonte, a circulação rodoviária no IP3 está cortada nos dois sentidos desde as 10:20 horas, devido a uma derrocada que ocorreu ao quilómetro 61,300.
"Não temos previsão para a sua reabertura. Tratou-se de uma derrocada da escarpa lateral, que originou a queda de pedras", descreveu.
À agência Lusa, a GNR de Coimbra indicou ainda que os desvios do trânsito estão a ser feitos pela Estrada Nacional (EN) 2 em direção à Barragem da Aguieira; pelo Itinerário Complementar (IC) 6 e pela EN 234 em direção ao Luso.
Várias áreas inundadas na cidade e zonas rurais de Leiria
Várias zonas estão esta quinta-feira inundadas na cidade e zonas rurais de Leiria, e o foco "está nas cheias" depois de o concelho ter sido gravemente afetado pela depressão Kristin, revelou o vereador Luís Lopes.
"Temos já várias zonas inundadas, quer na cidade, quer nas zonas mais rurais", declarou aos jornalistas Luís Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está o centro de operações do município.
Segundo o vereador que tem o pelouro da Proteção Civil, hoje de manhã foi antecipada "a necessidade de evacuações preventivas nalguns locais".
Hospital de Portalegre ativa Plano de Emergência por danos nos acessos
O Plano de Emergência do hospital de Portalegre foi acionado esta quinta-feira, na sequência da tempestade Leonardo, que provocou vários danos em acessos àquela unidade, disse à agência Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
De acordo com o porta-voz da ULS, Ilídio Pinto Cardoso, o plano foi ativado porque "alguns dos acessos ao hospital estão interditados e porque podem ainda ocorrer várias situações" provocadas pelo mau tempo.
Mealhada com circulação rodoviária interdita em várias estradas e ruas
A circulação automóvel encontra-se interdita em várias estradas e ruas do concelho da Mealhada devido "à precipitação intensa, quedas de árvores e outros constrangimentos" associados à depressão Leonardo.
Na Mealhada, encontra-se cortada a Estrada Sernadelo/ Antes, Luso e o Túnel Carpinteiros.
Já na Pampilhosa, a circulação foi interdita, por questões de segurança, no Túnel da Lagarteira, Rua do Courcoury, Rua do cemitério, Estrada Pampilhosa/Póvoa do Loureiro e na Reta de Larçã.
Também na Rua da Várzea, que faz a ligação Pedrulha-Mealhada, a água está a chegar à faixa de rodagem, o que está a condicionar o trânsito.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
Aumentou para 86 mil o número de pessoas sem luz
O mau tempo da madrugada desta quinta-feira fez aumentar para 86 mil o número de pessoas sem energia elétrica, segundo a informação divulgada pela E-REDES.
Numa informação enviada à Lusa, a E-REDES revelou que, pelas 07:30, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin afetavam 76 mil clientes.
Segundo a empresa, o distrito mais afetado é o de Leiria, com 57 mil clientes sem luz, seguido de Santarém, com 15 mil, Castelo Branco, com três mil, e Coimbra, com mil clientes ainda sem energia elétrica.
Água, lama e pedras da Serra de São Mamede em Portalegre danificam dezenas de carros
Dezenas de automóveis sofreram esta quinta-feira danos e outros foram arrastados em Portalegre pela força da água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede, na sequência da tempestade Leonardo, disse à agência Lusa a presidente do município.
De acordo com Fermelinda Carvalho, está "espalhado o caos" numa determinada zona da cidade, nomeadamente entre as avenidas de Santo António (lateral ao hospital),Liberdade e na zona do rossio, onde se registaram inundações e ficou acumulada "muita lama".
"Vieram da serra (água, lama e pedras), que arrastaram carros, isto é o caos", alertou.
A autarca explicou que, por volta das 08:00, a Proteção Civil e os serviços municipais estavam a desenvolver operações de limpeza e a obstruir vias na zona do rossio.
"Nós temos os meios, estão mais meios a chegar para atacar esta situação, estamos a mobilizar tratores de agricultores, máquinas de empresários para limpar tudo rápido", acrescentou.
Circulação suspensa na Linha da Beira Baixa entre Entroncamento e Castelo Branco
A circulação ferroviária da Linha da Beira Baixa está desde as 08:00 horas suspensa entre o Entroncamento e Castelo Branco devido a ocorrências provocadas pelo mau tempo e vários serviços estão com constrangimentos, segundo a CP.
Numa informação enviada à agência Lusa, a CP – Comboios de Portugal indicou que a circulação na Linha do Norte está também suspensa devido a inundações na via para os comboios de longo curso em Alfarelos e ainda Urbanos de Coimbra, e no troço entre Castanheira do Ribatejo e Alverca (urbanos de Lisboa), no concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa.
Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e a Guarda está a ser feito com recurso a automotoras e na Linha do Norte realizam-se os serviços regionais entre Entroncamento e Soure.
Às 08:00 horas, a circulação na Linha de Cascais continuava a ser feita em via única entre Algés e Oeiras, no distrito de Lisboa.
A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.
Registadas quase 400 ocorrências até às 08:00 horas, sem vítimas
A proteção civil registou 399 ocorrências entre as 00:00 horas e as 08:00 horas relacionadas com o mau tempo, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste, sem vítimas ou desalojados, disse à Lusa Elísio Pereira.
"Entre as 00:00 e as 08:00 registámos 399 ocorrências, a maioria na Grande Lisboa e na Região Oeste devido à chuva persistente e forte. Não temos, a esta hora (08:20) conhecimento de que haja vitimas ou desalojados", adiantou.
De acordo com Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), das 399 ocorrências registadas, 65 foram na Grande Lisboa e 75 na Região Oeste.
Das 399 ocorrências, 129 das quais dizem respeito a inundações, 119 a quedas de árvores e 83 movimentos de massa.
"Temos registo de muitas inundações, muitas por galgamento de rios e ribeiras. No que diz respeito à situação dos caudais, estão a ser monitorizados pelas entidades competentes, não havendo a esta hora indicação de alterações significativas", indicou.
Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva persistente e por vezes forte e vento, tendo sido emitidos avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Resgatadas 89 pessoas da cheia do rio Sado em Alcácer do Sal
Um total de 89 pessoas foram resgatadas da cheia do rio Sado, em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, entre quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil local.
"A maré vai subindo devagarinho e agora, nada há a fazer, temos de aguardar que a Natureza vá retirando o caudal do [rio] Sado, sendo que o pico da preia-mar (maré-cheia) estava previsto para as 06:00 horas", afirmou o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral.
Tiago Bugio congratulou-se com o esforço de todo o efetivo empregado, entre bombeiros, militares da GNR e funcionários do município, num total de cerca de 80 elementos, e com o facto de não haver quaisquer feridos.
Na quarta-feira à noite, a mesma fonte tinha indicado a necessidade de resgatar 70 pessoas devido a ocorrências relacionadas com inundações, uma vez que o caudal do rio Sado estava a subir "cada vez mais".
Aluimento de terras obriga a cortar EN 222 em Gaia
Um aluimento de terras esta madrugada obrigou ao corte da Estrada Nacional 222 em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, informou o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto.
A ocorrência foi registada às 04:33 horas para um aluimento de terras junto à ponte do rio Inha.
Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto indicou à Lusa, cerca da 06:30 horas, que a situação não provocou feridos.
A entrada está cortada no sentido Canedo/Lomba, entre Canedo e Lavercos.
Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca
A circulação ferroviária na Linha do Norte, no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, estava hoje pelas 06:00 horas suspensa devido a inundações, segundo a CP - Comboios de Portugal.
A linha do Norte estava já suspensa também devido a inundações na zona de Alfarelos (Coimbra) para comboios de longo curso, sendo que interrupção afeta igualmente a Linha da Beira Alta e o Ramal de Alfarelos.
Na Linha de Cascais, distrito de Lisboa, a circulação entre Algés e Oeiras estava também, pelas 06:00 horas, a ser feita em via única, devido às condições meteorológicas.
Proteção civil registou pelo menos 70 ocorrências até às 06:30 horas
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou entre as 00:00 horas e as 06:30 horas pelo menos 70 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria quedas de árvores e inundações de estruturas ou superfícies.
Segundo informação disponível no 'site' da ANEPC às 06:30 horas, a maioria das ocorrências foram registadas na Grande Lisboa, nas regiões Oeste, Lezíria do Tejo, Coimbra e Península de Setúbal,
Contactado pela Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa disse esta madrugada se registaram dezenas de ocorrências relacionadas com os efeitos da passagem da depressão Leonardo, a maioria quedas de árvores e inundações, sem vitimas.
"Não conseguimos contabilizar as ocorrências de momento. Foram dezenas de ocorrências, mas não há registo de vitimas. Tivemos muitas quedas de árvores na Avenida Defensor Chaves e Campo de Ourique por exemplo", indicou.
Também o Comando Sub-Regional da Lezíria do Tejo disse à Lusa ter registado muitas ocorrências, a maioria quedas de árvores e inundações.
"Tivemos uma inundação numa habitação em Samora Correia, mas já resolvida, sem vitimas e sem necessidade de realojamento", disse.
Contactado pela Lusa, fonte do Comando Sub-Regional do Oeste deu conta igualmente de dezenas de ocorrência por causa da chuva e vento forte, a maioria inundações e quedas de árvores, sem causar vitimas.
Ligação fluvial entre Cacilhas e o Cais do Sodré interrompida
A ligação fluvial feita pela Transtejo entre as estações de Cacilhas e o Cais do Sodré está interrompida devido às condições meteorológicas e de mar muito adversas, segundo informação da empresa no seu 'site'.
"Por motivo de condições meteorológicas e de mar muito adversas, o serviço de transporte encontra-se temporariamente interrompido nesta ligação fluvial", indica a Transtejo, numa atualização feita pelas 05:48 horas.
De acordo com a empresa, não é possível, para já, prever a retoma do serviço regular entre os dois portos fluviais dos municípios de Almada, Setúbal, e de Lisboa.
A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.
Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.
Lisboa esteve sob aviso laranja de chuva até às 06:00 horas de hoje, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, à semelhança de Évora, Setúbal, Santarém, Beja e Portalegre.
Os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga permanecem sob aviso laranja por agitação marítima até às 18:00 de sexta-feira, devido à previsão de ondas que podem "atingir 12 a 13 metros de altura máxima".
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