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Relvas pede desculpas ao "Público" mas repudia denúncia de ameaças ou pressões

Direcção do "Público" protestou hoje junto do ministro a pressão que a jornalista foi alvo, tendo recebido um pedido de desculpas de Miguel Relvas.

Negócios negocios@negocios.pt 19 de Maio de 2012 às 00:44
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Miguel Relvas pediu desculpa ao jornal Público, depois da direcção do jornal lhe ter telefonado hoje a protestar pelas pressões que o ministro fez na quarta-feira sobre uma jornalista do diário.


A revelação é feita numa nota da direcção do Público, publicada no site do jornal.

“Uma jornalista do Público que tem acompanhado o caso das secretas foi alvo de uma pressão por parte do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que a direcção do Público considerou inaceitável e que motivou um protesto da direcção do jornal, apresentado esta sexta-feira pela directora do Público, Bárbara Reis”, refere a nota, acrescentando que “o ministro pediu em seguida desculpa ao jornal”.

Esta nota surge depois do Conselho de Redacção (CR) do Público ter acusado o ministro Miguel Relvas de pressionar uma jornalista do meio de comunicação para que uma notícia não fosse publicada no jornal. Segundo o comunicado do CR, “Relvas terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um “black out” de todos os ministros em relação ao Público e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista”.

Na nota publicada no site, a direcção do Público, que também fala da ameaça de Relvas de divulgar detalhes da vida privada da jornalista, reitera que não publicou a notícia por motivos editoriais, recusando que tal se tenha ficado a dever ao telefonema de Relvas.

Quanto ao pedido de desculpas do ministro, a direcção do Público não avança mais detalhes.

Relvas repudia denúncia do Conselho de Redacção

Apesar deste pedido de desculpas, o gabinete do ministro repudiou esta sexta-feira a denúncia do Conselho de Redacção do Público sobre ameaças de Miguel Relvas ao jornal e a uma jornalista.

Em comunicado citado pela Lusa, o gabinete do titular da pasta da comunicação social considera "totalmente destituídas de fundamento, repudiando-as categoricamente" as notícias atribuídas ao Conselho de Redacção do jornal, "envolvendo supostas ameaças ou pressões efectuadas pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares em relação a algum membro do corpo redactorial".

Apesar do gabinete de Relvas citar apenas o CR do Público, as denúncias das pressões são também efectuadas pela direcção do jornal.

A nota acrescenta que "a decisão de publicar ou não uma determinada notícia compete exclusivamente aos membros da direção editorial de um órgão de comunicação social".

Tal, conclui o gabinete de Miguel Relvas, "sem prejuízo de poderem ser accionados todos os meios legais para a defesa da honra e do bom nome" do ministro e "sem que em nenhum momento seja colocada em causa a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa".
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