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Sindicato Independente dos Guardas Prisionais inicia greve de 23 dias

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) iniciou este sábado uma greve de 23 dias, coincidindo com a paralisação marcada por outra estrutural sindical até ao final do ano.

Pedro Catarino
Lusa 15 de Dezembro de 2018 às 11:20
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Esta greve, que se prolonga até 6 de Janeiro, realiza-se após uma reunião dos sindicatos com representantes do Ministério da Justiça na quinta-feira, 13 de Dezembro.

 

Em declarações à Lusa, o presidente do SICGP, Júlio Rebelo, considerou "inaceitável" a proposta apresentada pela tutela, que propôs a promoção de mais de 100 guardas e a actualização da tabela remuneratória, idêntica à da PSP.

 

Júlio Rebelo disse que esta actualização não permitiria aos guardas mais velhos, com mais de 18 anos de serviço, subirem de índice.

 

Os guardas prisionais exigem a revisão do estatuto, actualização da tabela remuneratória, criação de novas categorias, um novo subsídio de turno, alteração dos horários de trabalho e novas admissões.

 

A greve que hoje se inicia junta-se à paralisação que o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional iniciou a 6 de Dezembro e que se prolonga até ao final do ano.

 

Para estas greves, o Colégio Arbitral decidiu integrar nos serviços mínimos a realização de uma chamada telefónica por cada recluso, o tradicional almoço e visitas de Natal e a entrega de uma cantina (conjunto de artigos que os reclusos pedem e são adquirido no supermercado da prisão).

 

No entanto, a Associação de Apoio ao Recluso já referiu que os guardas prisionais não estão a cumprir os serviços mínimos decretados, nomeadamente a não realização do almoço de Natal e limitações à compra de bens.

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