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Taxa de desemprego em Espanha sobe para 10,83% no primeiro trimestre

Espanha volta assim a ter uma taxa de desemprego superior aos 10%, depois de ter terminado o ano passado com uma percentagem inferior (9,93%) primeira vez desde o início de 2008.

Pedro Sánchez analisa inflação em Espanha, que se mantém nos 2,7% em agosto
Pedro Sánchez analisa inflação em Espanha, que se mantém nos 2,7% em agosto Olivier Matthys / LUSA_EPA
28 de Abril de 2026 às 09:12

A taxa de desemprego em Espanha situou-se nos 10,83% no primeiro trimestre do ano, uma subida de nove décimas em relação ao final de 2025, disse esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).

Espanha volta assim a ter uma taxa de desemprego superior aos 10%, depois de ter terminado o ano passado com uma percentagem inferior (9,93%) primeira vez desde o início de 2008.

A taxa de desemprego espanhola é, com a da Finlândia, a mais alta da União Europeia.

Segundo os dados revelados hoje pelo INE, o número de pessoas com trabalho em Espanha diminuiu em 170.300 pessoas no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), comparando com os três meses anteriores.

No entanto, em números acumulados dos últimos 12 meses, o número de pessoas com trabalho aumentou em 527.600 pessoas.

Quanto ao número de desempregados, aumentou em 231.500 pessoas no primeiro trimestre, para 2.708.600.

Por setores, o emprego aumentou, entre janeiro e março, na indústria, na construção e na agricultura e diminuiu nos serviços.

Apesar do aumento, esta é a taxa de desemprego mais baixa no primeiro trimestre de um ano desde 2008, destacou hoje o Governo espanhol.

Por outro lado, este aumento coincidiu com um crescimento da população ativa em Espanha, que cresceu em 61.200 pessoas no primeiro trimestre de 2026, para 25.001.600.

A economia de Espanha cresceu 2,8% em 2025, segundo os dados mais recentes do INE.

A procura interna (consumo e investimento) continuou a ser o motor do crescimento da economia de Espanha e contribuiu com 3,5 pontos para o PIB do quarto trimestre de 2025, enquanto a procura externa (importações e exportações) teve um contributo negativo de -0,8 pontos, segundo os dados do INE.

A economia de Espanha voltou assim a crescer acima da média da zona euro e da União Europeia (UE) no ano passado.

A economia da zona euro cresceu 1,5% na zona euro e 1,6% na União Europeia (UE) em 2025, uma aceleração face aos 0,9% e 1,0% de 2024, respetivamente, segundo uma estimativa divulgada em 30 de janeiro pelo Eurostat.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em meados de março a previsão de crescimento para Espanha em duas décimas de ponto percentual, para 2,1% no final de 2026, devido ao impacto negativo da guerra no Médio Oriente.

MP // SB

Lusa/Fim

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