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UGT diz que saída sem programa cautelar é "mistificação"

O secretário-geral adjunto da UGT, Nobre dos Santos, considerou hoje que a saída do actual programa de resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar é "uma mistificação" e apelou à abstenção dos portugueses nas europeias.

Lusa 04 de Maio de 2014 às 21:19
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"A saída sem programa cautelar é uma mistificação, porque se criou uma almofada financeira pelos impostos exigidos aos portugueses, almofada essa que custa muitos milhões de euros [aos portugueses] para que esta possa existir", disse Nobre dos Santos em declarações à Lusa.

 

O dirigente da UGT falava à Lusa depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado que Portugal vai sair do actual resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar, regressando autonomamente aos mercados.

 

"Nunca podemos dizer que estamos melhor, que ficámos melhor, nem que recuperámos agora a independência nacional, porque esta não existe. De seis em seis meses vamos ter as avaliações da 'troika'", sublinhou Nobre dos Santos.

 

Por último, o sindicalista enfatizou que "há um aspecto fundamental" a ter em conta: "a falta de confiança" dos portugueses no actual executivo, que deverão abster-se nas próximas eleições.

 

"As próximas eleições darão um sinal claro do descontentamento dos portugueses e é fundamental que as pessoas participem no ato eleitoral e que o Governo entenda que esse será uma cartão amarelo [ao Governo] ", disse.

 

Portugal vai sair do actual programa de resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar, regressando autonomamente aos mercados, anunciou o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

 

"Depois de uma profunda ponderação de todos os prós e contras, concluímos que esta é a escolha certa na altura certa. É a escolha que defende mais eficazmente os interesses de Portugal e dos portugueses e que melhor corresponde às suas justas expectativas", acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

 

Portugal recorreu à ajuda externa em Maio de 2011, tendo o país recebido 78 mil milhões de euros.

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