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Úrsula Von der Leyen: Interligações de gás entre Península Ibérica e Europa "são limitadas e insuficientes"

A Península Ibérica tem potencial para vir a ser uma plataforma para gás natural vindo de África e das Américas para a União Europeia, mas para isso é preciso melhorar as interligações,"que atualmente são limitadas e insuficientes", afirmou a presidente da CE em entrevista ao Diário de Notícias..

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Lusa 30 de Julho de 2022 às 11:41
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A presidente da Comissão Europeia defendeu, em entrevista ao DN, que as interligações de gás entre a Península Ibérica e o resto da Europa são "limitadas e insuficientes", mas saudou ou esforços de Portugal e Espanha no desenvolvimento de infraestruturas de GNL.

"A Península Ibérica, no seu conjunto, pode, de facto, tornar-se uma plataforma para o GNL [gás natural liquefeito], proveniente de África e das Américas, com destino à UE [União Europeia]. Para explorar todo o potencial de Portugal e Espanha, é necessário melhorar as interligações de gás entre a Península Ibérica e o resto da Europa, que atualmente são limitadas e insuficientes", afirmou Úrsula Von der Leyen, em entrevista este sábado ao Diário de Notícias (DN).

Ainda assim, a presidente da Comissão Europeia saudou os esforços dos dois países no desenvolvimento de infraestruturas de GNL, que podem beneficiar a Europa.

Von der Leyen disse ainda ter conhecimento de que Portugal está a trabalhar para aumentar a sua capacidade de transbordo de remessas de GNL, através do Porto de Sines para outros Estados-membros, o que considerou ser "verdadeiramente a solidariedade europeia em ação".

Conforme apontou, as interligações para o hidrogénio vão permitir que os dois países se tornem exportadores de hidrogénio verde, contribuindo "não só para a segurança do aprovisionamento a nível europeu, como também para os nossos objetivos climáticos comuns".

Em 26 de julho, os ministros da Energia da UE chegaram a acordo político sobre a meta para reduzir 15% do consumo de gás até à primavera, pelo receio de rutura no fornecimento russo, num "consenso esmagador" após novas exceções.

Em comunicado, a presidência checa do Conselho da UE deu conta de que, "num esforço para aumentar a segurança do aprovisionamento energético da UE, os Estados-membros chegaram a um acordo político sobre uma redução voluntária da procura de gás natural em 15% este inverno", estando também prevista a "possibilidade de desencadear um 'alerta da União' sobre a segurança do aprovisionamento, caso em que a redução da procura de gás se tornaria obrigatória".

De acordo com o Conselho da iniciativa fazem agora parte "algumas isenções e possibilidades de solicitar uma derrogação ao objetivo obrigatório de redução, a fim de refletir as situações particulares dos Estados-membros e assegurar que as reduções de gás sejam eficazes para aumentar a segurança do aprovisionamento na UE".

Ursula Von der Leyen afirmou que o acordo hoje alcançado entre os 27 sobre a redução do consumo de gás deixa a União Europeia mais preparada face à "chantagem energética" do Presidente russo, Vladimir Putin.

"Hoje, a UE deu um passo decisivo para enfrentar a ameaça de uma rutura total do gás por Putin. Congratulo-me vivamente com a aprovação, pelo Conselho, do regulamento relativo a medidas coordenadas de redução do consumo de gás", declarou a presidente do executivo comunitário, pouco após o anúncio do acordo político em 26 de julho.
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