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Ao minuto10.12.2025

Europa fecha sessão com maioria de perdas antes da Fed. Delivery Hero dispara 13%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.

Bolsas fecharam maioritariamente em baixa
Bolsas fecharam maioritariamente em baixa Richard Drew/AP
10 de Dezembro de 2025 às 17:57
10.12.2025

Europa fecha sessão com maioria de perdas antes da Fed. Delivery Hero dispara 13%

Os principais índices europeus fecharam a sessão desta quarta-feira com uma maioria de perdas, ainda que pouco expressivas, antes da esperada redução dos juros diretores do lado de lá do Atlântico. A pressionar os índices do Velho Continente estão perspetivas futuras para a política monetária, sendo que há já vários bancos centrais a apontar para o fim do ciclo de alívios, incluindo o Banco Central Europeu (BCE).

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avançou ligeiros 0,07%, para os 578,17 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,13%, o espanhol IBEX 35 subiu 0,17%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,25%, o francês CAC-40 perdeu 0,37%, o britânico FTSE 100 avançou 0,14% e o neerlandês AEX cedeu 0,35%.

Apesar da maioria de quedas, o "benchmark” europeu continua a negociar perto do seu último recorde atingido em novembro, embora o ímpeto tenha enfraquecido com preocupações referentes ao ritmo da flexibilização monetária dos bancos centrais ao nível global. Nesta linha, os investidores não estão a prever praticamente mais nenhum corte nas taxas de referência do BCE, havendo já quem aponte para uma subida nos juros em março de 2026, enquanto esperam um aumento dos juros este mês no Japão e dois aumentos de 25 pontos-base durante o próximo ano na Austrália.

“O importante será a orientação da Fed para futuros cortes nas taxas, especialmente agora que entramos no ‘período de transição’ para Jerome Powell antes da chegada do novo presidente da Fed”, disse à Bloomberg Joachim Klement, da Panmure Liberum.

Entre os movimentos do mercado, a seguradora Aegon perdeu mais de 10%, depois de ter confirmado que iria transferir a sua sede dos Países Baixos para os EUA. Já a Delivery Hero pulou quase 14%, após a empresa ter dito que está a avaliar uma revisão estratégica do seu negócio.

10.12.2025

Juros agravam-se em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registaram agravamentos em toda a linha na sessão desta quarta-feira, num dia em que os principais índices bolsistas do Velho Continente registaram uma maioria de perdas.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 1,4 pontos-base, para 3,170%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e subiu 0,3 pontos, para 3,309%.

Já os juros da dívida soberana italiana avançaram também 0,3 pontos, para 3,545%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa aumentou 1,2 pontos-base, para os 3,566%, enquanto os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, agravaram-se em 0,1 pontos, para os 2,848%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, subiram 0,1 pontos-base, para 4,504%.

10.12.2025

Dólar desvaloriza antes do esperado corte de juros da Fed

O dólar regista desvalorizações a esta hora, invertendo a tendência registada nos últimos dois dias, com os investidores a reduzirem as suas posições em antecipação a um terceiro corte consecutivo das taxas de referência da Fed.

O índice do dólar DXY - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a avançar 0,19%, para os 99,029 pontos.

Para o futuro próximo, os investidores esperam que o Comité Federal do Mercado Aberto, responsável pela definição da política monetária do lado de lá do Atlântico, mantenha uma postura neutra em relação a novas descidas dos juros, citando riscos persistentes de inflação e a falta de dados novos para avaliar a saúde da economia dos EUA.

A esta hora, o dólar avança 0,34%, para os 156,350 ienes.

Por cá, o euro valoriza 0,16%, para os 1,165 dólares. Dados económicos sólidos e comentários de Isabel Schnabel, membro do Banco Central Europeu, que afirmou que um aumento das taxas na Zona Euro era mais provável do que uma redução, levaram os investidores a descartar uma redução das taxas diretoras em 2026 e a atribuir mais de 50% de probabilidade a um aumento dos juros em março de 2027.

Ainda pela Europa, a libra avança 0,28%, para os 1,333 dólares.

10.12.2025

Petróleo perde terreno com preocupações em relação a excesso de oferta

petroleo combustiveis

Os preços do petróleo negoceiam esta tarde com desvalorizações, com os “traders” atentos a novos desenvolvimentos nas negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia, enquanto aguardam pela decisão de política monetária do lado de lá do Atlântico. 

O WTI - de referência para os EUA – cai 0,89% para os 57,74 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder 0,84% para os 61,42 dólares por barril. 

Os mercados esperam que a Fed anuncie hoje a redução das taxas de referência em 25 pontos-base para apoiar o arrefecimento do mercado de trabalho. Nesta linha, taxas de juro mais baixas poderão aumentar a procura por petróleo, impulsionando o crescimento económico. Ainda assim, o crude segue pressionado por expectativas de um excesso de oferta de “ouro negro”. 

No plano geopolítico, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que Kiev e os seus parceiros europeus apresentarão em breve aos EUA um plano de paz para acabar com a guerra na Ucrânia. 

10.12.2025

Ouro recua com retirada de mais-valias antes da Fed. Prata acima dos 60 dólares por onça

ouro

Os preços do ouro negoceiam com perdas esta tarde, à medida que os “traders” aproveitam para retirar mais-valias antes da decisão de política monetária da Fed nos EUA.

O metal amarelo recua 0,28%, para os 4.196,280 dólares por onça.

Sendo que uma flexibilização das taxas diretoras esta quarta-feira é dada como praticamente certa, os “traders” irão estar focados nas declarações do presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, sobre as perspetivas futuras para a política monetária na maior economia mundial. O ouro, que não rende juros, tende a ter um melhor desempenho em ambientes de taxas de juro mais baixas.

“Tudo o que realmente se deve ter em conta neste momento é uma ligeira realização de lucros antes da reunião da Fed, um evento muito aguardado no final desta tarde”, disse à Reuters David Meger, da High Ridge Futures.

Já ao contrário do metal amarelo, a prata segue a registar ganhos de 0,14%, para os 60,753 dólares por onça, depois de ter atingido um novo recorde acima dos 61 dólares por onça. A prata já valorizou cerca de 110% até agora este ano, apoiada, inclusive, por uma elevada procura do setor industrial.

10.12.2025

Wall Street negoceia sem rumo definido com investidores à espera da Fed

Wall Street.

Os principais índices norte-americanos negoceiam entre ganhos e perdas contidas a esta hora, enquanto os investidores aguardam para ouvir as opiniões da Reserva Federal (Fed) norte-americana sobre o rumo da política monetária para 2026, sendo esperado que o banco central anuncie esta tarde um novo corte dos juros.

O “benchmark” S&P 500 sobe ligeiros 0,01%, para os 6.841,47. Já o Nasdaq Composite perde 0,16% para os 23.539,17 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,05% para os 47.585,42.

A recuperação das ações dos EUA parece ter estagnado no início desta semana, com os investidores a absterem-se de fazer grandes apostas devido a sinais económicos contraditórios e divisões entre os decisores da Fed. Nos EUA, dados recentes mostraram que a economia está a arrefecer, mas não o suficiente para acelerar os cortes nas taxas, disse à Bloomberg Linh Tran, da XS.com.

Nesta linha, a inflação está a diminuir, mas ainda se encontra acima da meta da Fed, enquanto o mercado de trabalho continua a mostrar alguma resiliência. “Esta combinação oferece pouco incentivo para os investidores continuarem a comprar ações a valorizações elevadas, mas também não oferece motivos suficientes para que vendam agressivamente”, acrescentou Tran. “O que o mercado precisa neste momento é de um sinal mais claro da política da Fed”, conclui o especialista.

E visto que os mercados já antecipam um terceiro corte consecutivo nas taxas na reunião do banco central desta quarta-feira, a atenção centra-se agora nas projeções económicas e nos comentários do presidente da Fed Jerome Powell.

Os investidores também seguirão de perto os resultados da Oracle (-0,61%), divulgados após o fecho do mercado. As ações da cotada caíram cerca de 33% desde os máximos atingidos em setembro. Assim, esta combinação da reunião da Fed com os resultados da Oracle – vista como um barómetro do apetite dos investidores por cotadas ligadas à IA - tem o potencial de quebrar o clima de cautela dos últimos dias.

Entre as "big tech”, a Nvidia cede 0,059%, a Meta recua 0,87%, a Apple ganha 0,43%, a Alphabet sobe 0,22%, a Amazon pula 1,83% e a Microsoft tomba 2,37%.

10.12.2025

Taxa Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses

BEI financia construção de 12 mil casas em Portugal, promovendo emprego e cidades competitivas

A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses, atingindo o valor mais alto no prazo mais longo desde abril.

A taxa a três meses desceu para 2,082%, face a 2,088% de terça-feira, e permaneceu abaixo das taxas a seis (2,165%) e a 12 meses (2,284%).

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,165%, abaixo dos 2,168% de terça-feira.

Em sentido inverso, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,284%, face aos 2,268% anteriores.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário e a sua evolução está relacionada com as taxas diretoras do Banco Central Europeu (BCE).

Em Portugal, a Euribor a 12 meses, que foi a mais utilizada durante quase dois anos, até abril, representou, em outubro, 35,6% do montante das novas operações com taxa variável, enquanto a Euribor a três meses subiu para 5,7%. As operações com Euribor a seis meses representaram mais de metade (55,6%).

Em termos do 'stock' total de empréstimos à habitação, a Euribor a seis meses representava 38,5%, a Euribor a 12 meses 31,8% e a três meses 25,2%.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro, em Frankfurt, Alemanha.

Em 30 de outubro, o BCE manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

10.12.2025

Bolsas europeias pintadas de vermelho. Setor da defesa recua

bolsa europa euronext traders operadores

Os investidores estão retraídos num dia de grande expectativa sobre o que irá fazer a Reserva Federal (Fed) dos EUA, . O mercado antecipa um corte de juros de 25 pontos-base na taxa diretora americana, mas há uma expectativa grande sobre que indicadores a Fed irá revelar sobre o caminho a seguir no próximo ano e é este o elemento que mais tem pesado na indecisão dos investidores. Neste contexto, as praças europeias negoceiam com uma maioria de perdas, com exceção da praça Londrina.

Às 09:45 horas, o Stoxx 600, o índice de referência europeu, recua 0,17% para os 576,77 pontos.

Já nos resultados por praças, o espanhol IBEX recua 0,14%, o alemão DAX baixa 0,43%, o francês CAC-40 cede 0,22%, o neerlandês AEX desce ligeiros 0,07% e o italiano FTSEMIB cai 0,49%. A exceção desta maré vermelha é a praça londrina, o FTSE, que avança 0,13%. O PSI acompanha a tendência negativa, recuando 0,58%, .

Destaque para as empresas de defesa, que nesta quarta-feira estão a recuar, depois de na sessão de terça-feira terem capitalizado com a notícia que a Alemanha se prepara para autorizar um volume recorde de encomendas de equipamentos e serviços militares, no valor de 52 mil milhões de euros.

A Rheinmetall recua 3,29%, a Thales cede 2,98% e a Saab cai 2,17%.

O setor automóvel, com uma queda de 0,73%, e o das seguradoras, que com uma quebra de 0,76%, são dos que estão a ter pior negociação nesta quarta-feira. Também o setor da construção está em baixa, recuando 0,54%. Do lado positivo, o setor petrolífero avança 0,83% num dia em que os preços do petróleo estão em recuperação, enquanto o setor dos media avança 0,73%.

O setor das matérias-primas está em alta, com uma variação de 1,18%, segundo da área dos químicos (0,78%) e ainda do setor automóvel (0,70%). Pela negativa, o setor das seguradoras e o da indústria dos bens e serviços negoceiam pela negativa.

10.12.2025

Juros agravam-se na Zona Euro. França lidera avanços

Os juros das dívidas da Zona Euro arrancaram a sessão desta quarta-feira com agravamentos, numa altura em que os investidores voltam a pôr em cima da mesa uma possível subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE) no final do próximo ano e em que todas as atenções estão viradas para o outro lado do Atlântico com a reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

Neste contexto, a "yield" das obrigações alemãs a dez anos, de referência no Velho Continente, avança 2,8 pontos base para 2,875%. Já os juros da dívida francesa sobem 3,4 pontos para 3,588%, depois de o , afastando, para já, receios de uma nova crise política.

Nos países do sul da Europa, os juros das obrigações portuguesas a dez anos agravam-se em 3,1 pontos para 3,188%, a par com Espanha e Itália, que estão a ver a "yield" com a mesma maturidade somar 3 pontos para 3,337% e 3,572%, respetivamente.

Fora da Zona Euro, mantém-se a tendência de agravamento, com os juros das "Gilts" britânicas na maturidade de referência a acelerar 2,3 pontos-base para 4,526%. 

10.12.2025

Dólar perde força em dia de reunião da Fed. Iene em recuperação

dólar

O dólar está a negociar em território negativo face à maioria dos principais concorrentes, num dia em que os holofotes estão todos postos na Reserva Federal (Fed) dos EUA e nas projeções do banco central para o próximo ano. É esperado um corte de 25 pontos-base nas taxas de juro na reunião desta quarta-feira, mas o que os investidores querem realmente perceber é se vai existir grande espaço para continuar a flexibilização da política monetária em 2026. 

A esta hora, o euro avança 0,16% para 1,1646 dólares, enquanto a libra ganha 0,17% para 1,3319 dólares. Já a "nota verde" cede 0,11% para 156,70 ienes, depois de a divisa norte-americana ter acelerado mais de 0,6% na sessão anterior - sem um catalisador específico. 

"A conferência de imprensa após a reunião da Fed pode ser, como sempre, uma incógnita", explica John Velis, estratega macroeconómico da BNY, à Reuters. "Nas mais recentes, o tom do presidente Powell muitas vezes divergiu das medidas políticas efetivamente tomadas ou da declaração que acompanhou essas medidas. Podemos facilmente assistir a um corte nas taxas e a um 'dot plot' mais 'dovish", em conjunto com uma avaliação qualitativa um tanto 'hawkish' na conferência desta quarta-feira", adiciona. 

Os investidores têm diminuído as expectativas do número de cortes nas taxas de juro em 2026 ao longo das últimas semanas, numa altura em que se antecipa uma economia mais resiliente e se prevê que as pressões da inflação continuem a marcar a narrativa em torno da política monetária dos EUA. No entanto, , já veio defender que há "bastante espaço" para continuar a cortar nos juros. 

No mercado cambial, esta quarta-feira está a ser também marcada pelas acusações da Câmara de Comércio da União Europeia contra Pequim, que diz estar a , favorecendo as exportações chinesas e aumentando o risco de retaliação comercial por parte dos parceiros.

10.12.2025

Ouro perde terreno de olho em Powell. Prata avança para novo recorde

Barras de prata e moedas de Londres com 'Fine Silver 999.0'

O ouro está a negociar no vermelho esta quarta-feira, embora com perdas pouco avultadas, num dia em que todas as atenções estão viradas para a Reserva Federal (Fed) norte-americana e para as previsões do banco central para o próximo ano - tanto em termos económicos, como de projeções para o número de cortes que poderão existir em 2026. 

A esta hora, o metal amarelo recua 0,09% para 4.204,92 dólares por onça. Já a prata acelera 1,1% para 61,34 dólares por onça, tendo chegado a atingir os 61,61 dólares - um novo máximo histórico -, impulsionada por uma escassez da matéria-prima no mercado internacional e por uma explosão da procura registada este ano.

É esperado que a procura por prata continue a acelerar em 2026 com o desenvolvimento de projetos no setor das energias renováveis, nomeadamente na produção de veículos elétricos, bem como no setor tecnológico, com o advento da inteligência artificial (IA) e a necessidade cada vez maior de construir centros de dados. A associação industrial Silver Institute prevê que os preços do metal continuem a aumentar até, pelo menos, ao início da próxima década. 

A flexibilização monetária da Fed pode aindar dar mais espaço para a prata e para o ouro crescerem, com um novo corte de 25 pontos-base esperado para esta quarta-feira. A decisão vai ser acompanhada das habituais projeções económicas para o próximo ano, bem como pelo "dot plot" - o mapa trimestral que mostra como cada representante do banco central estima as mexidas nos juros diretores - e pela conferência de imprensa dada por Jerome Powell, presidente do banco central. 

Os próximos movimentos destes metais preciosos vão estar, assim, dependentes do número de cortes estimados pela autoridade monetária para 2026, além do tom mais "hawkish" ou "dovish" (mais ou menos otimista em torno de novos alívios) adotado por Powell. O mandato do atual presidente da Fed termina em maio e, apesar de Donald Trump ainda não ter feito uma decisão,

10.12.2025

Petróleo à tona depois de ter perdido mais de 3% desde o arranque da semana

Petróleo.

Os preços do petróleo estão a negociar com ligeiros ganhos esta quarta-feira, recuperando parcialmente da queda de quase 1% registada na sessão anterior, numa altura em que os investidores continuam a acompanhar de perto os avanços e recuos nas negociações para a paz na Ucrânia e aguardam pela última decisão de política monetária do ano da Reserva Federal (Fed) norte-americana. 

A esta hora, o WTI - de referência para os EUA – avança 0,24% para os 58,39 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – recupera 0,23% para os 62,08 dólares por barril. As valorizações registadas esta quarta-feira estão longe de apagar as perdas de cerca de 3% nas duas últimas sessões, com os dois "benchmarks" do crude a serem pressionados por previsões mais pessimistas em relação ao que a Fed poderá fazer em 2026 e pelas movimentações diplomáticas para acabar o conflito que assola a Europa há quase quatro anos. 

"Os mercados petrolíferos estão atualmente a lutar para conseguir encontrar uma direção, com as pequenas valorizações de hoje a deverem-se à queda dos 'stocks' [de crude] nos EUA", explica Suvro Sarkar, analista-chefe do DBS Bank, referindo-se aos dados da American Petroleum Institute, que apontam para uma queda de 4,78 milhões de barris nos inventários norte-americanos na semana passada. Os dados oficiais vão ser conhecidos esta quarta-feira. 

No campo geopolítico, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o país, em conjunto com os aliados europeus, vai apresentar aos EUA o que diz ser um "plano de paz melhorado", conseguido após vários dias de conversações em Londres. Caso o conflito na Ucrânia conheça o seu fim no curto prazo, as sanções ao crude russo poderiam ser levantadas, o que acabaria por inundar ainda mais o mercado de petróleo - numa altura em que já se antecipa um excedente para 2026. 

10.12.2025

Ásia e Europa no vermelho à espera de decisão e previsões da Fed

Bolsa de Tóquio regista ganhos apesar da chuva e incertezas

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira em território negativo, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para a mesma tendência na Europa, num dia em que os investidores estão a ajustar posições antes da decisão de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana – a última do ano. 

É esperado que o banco central dos EUA avance com um corte de 25 pontos-base nas taxas de juro (o mercado de "swaps" vê uma probabilidade de quase 90%), mas o que realmente está a centrar as atenções dos mercados são as previsões para 2026. Com dados escassos, a Fed vai dar a conhecer as suas estimativas para o crescimento económico e para a evolução da inflação, bem como o habitual "dot plot" - o mapa que mostra como cada representante do banco central estima as mexidas nos juros diretores no próximo ano. 

"As ações asiáticas estão a cair ligeiramente, com os investidores a prepararem-se para um dos pacotes finais mais 'conhecidos, mas ainda desconhecidos' da Reserva Federal deste ano", explica Hebe Chen, analista da Vantage Markets, à Bloomberg. "Com um corte de 25 pontos-base já dado como certo, o verdadeiro fator de oscilação serão as projeções económicas da Fed, apresentadas sem um trimestre completo de dados - deixando ampla margem para interpretação e volatilidade", adiciona. 

Pela China, os setores do imobiliário e do retalho estiveram em foco, com o primeiro a beneficiar de perspetivas de um novo pacote de estímulos por parte de Pequim e o segundo a acelerar com os pedidos das autoridades chinesas para este ramo da economia ganhar um papel maior no estímulo do consumo privado. Um conjunto de ações do setor imobiliário chegou a valorizar mais de 4% esta quarta-feira, mas não foi o suficiente para dar gás ao Hang Seng e ao Shanghai Composite, com o primeiro a terminar a sessão inalterado e o segundo a perder 0,23%. 

Os dois índices foram castigados pelas pressões deflacionárias que ainda se fazem sentir no país. Apesar de o índice dos preços no consumidor ter acelerado para um pico de 21 meses em novembro, atingindo os 0,7% em termos homólogos, a variação continua a demonstrar que a procura interna na China continua fraca - e não existem grandes expectativas que recupere terreno no curto prazo. 

Entre as restantes praças asiáticas, o japonês Nikkei 225 cedeu 0,10%, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 0,21% e o australiano S&P/ASX 200 deslizou 0,08%. Já na Índia, o Nifty 50 segue a mesma tendência dos seus pares e desvaloriza 0,18%. 

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