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Vaticano promete cumprir leis europeias contra branqueamento de capitais

O papa Bento XVI assumiu hoje o compromisso de as entidades financeiras sedeadas no Vaticano se regerem pela legislação da União Europeia em matéria de transparência dos fluxos financeiros quando se está perante a suspeita de lavagem de dinheiro.

30 de Dezembro de 2010 às 12:51

Numa carta apostólica publicada hoje no site do Vaticano, o Papa esclarece que será criada já em Janeiro uma autoridade responsável pela implementação da legislação europeia, que obriga as entidades financeiras a desvendarem informações bancárias nos casos em que autoridades de outros países tenham suspeitas de que o dinheiro depositado tenha resultado de actividades ilegais e criminosas.

Esta “Autoridade de Informação Financeira” estará operacional em Abril e terá como atribuições supervisionar as operações financeiras da Santa Sé.

"A Santa Sé aprova o compromisso da comunidade internacional e quer fazer suas as regras adoptadas para prevenir e combater estes terríveis fenómenos", argumenta o Pontífice, acrescentando que o objectivo é "prevenir e lutar contra a lavagem de dinheiro proveniente de actividades criminais e destinadas ao financiamento do terrorismo".

Há largos anos que o Vaticano é recorrentemente acusado de fechar os olhos e de compactuar com práticas obscuras do seu banco que, ainda neste Verão, voltou a ser notícia por suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, juntamente com outros bancos italianos, incluindo grandes instituições como a Intesa San Saolo e a Unicredit.

O banco do Vaticano gere contas bancárias das ordens religiosas e associações católicas e beneficia do estatuto ‘offshore' do Vaticano.

Esta “Autoridade de Informação Financeira” estará operacional em Abril e terá como atribuições supervisionar as operações financeiras da Santa Sé.

"A Santa Sé aprova o compromisso da comunidade internacional e quer fazer suas as regras adoptadas para prevenir e combater estes terríveis fenómenos", argumenta o Pontífice, acrescentando que o objectivo é "prevenir e lutar contra a lavagem de dinheiro proveniente de actividades criminais e destinadas ao financiamento do terrorismo".

Há largos anos que o Vaticano é recorrentemente acusado de fechar os olhos e de compactuar com práticas obscuras do seu banco que, ainda neste Verão, voltou a ser notícia por suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, juntamente com outros bancos italianos, incluindo grandes instituições como a Intesa San Saolo e a Unicredit.

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