Prada fala português em Nova Iorque

A loja da cadeia de luxo italiana no Soho tem, em permanência, pelo menos três vendedores que falam português. O objectivo é atrair brasileiros.
Hugo Paula 21 de Julho de 2010 às 14:01

O maior crescimento dos últimos 15 anos, a subida dos salários e uma divisa que duplicou de valor face ao dólar, desde que Lula assumiu a liderança do governo brasileiro (Junho de 2003), está a aumentar a importância dos consumidores de luxo proveniente do Brasil em Nova Iorque. Daí que a loja da Prada no Soho tenha sempre um mínimo de três vendedores que falem português.

“O Brasil entrou verdadeiramente no meu radar”, diz o sócio da loja Stereo Exchange em Manhattan, que na semana passada vendeu um sistema de som por 100 mil dólares, a um cliente de São Paulo. No Brasil, o número de pessoas com mais de mil milhões de dólares duplicou, desde 2000, para 18 pessoas e é agora o país da América Latina, com o maior número de pessoas tão ricas, segundo a Bloomberg, que cita a Forbes.

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Já o número multimilionários no Brasil cresceu 19% em 2009 para 126,8 mil, num país com 193 milhões de pessoas, segundo Boston Consultin Group, citado pela Bloomberg.

A estilista de moda brasileira, Patrícia de Azevedo Camargo Araújo, vai regularmente a Nova Iorque comprar artigos de luxo, segundo a Bloomberg que a encontrou a fazer comprar em na loja da PRada na Bradway, com as duas filhas e o marido.

“Nas nossas viagens focamo-nos no luxo”, disse à Bloomberg. “Temos melhor acesso fora do Brasil”, uma vez que as lojas de Nova Iorque oferecem maior variedade do que a disponível no Brasil, explicou.

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