Emprego Lisboa é melhor para procurar emprego do que Madrid e Barcelona

Lisboa é melhor para procurar emprego do que Madrid e Barcelona

As cidades portuguesas ganham espaço no fundo do ranking das 100 melhores cidades mundiais para encontrar emprego. Para além de Lisboa, que passa a capital espanhola e Barcelona, também o Porto entra no ranking à frente desta última.
Brent Lewin Falco Krisztian Bocsi Peter Nicholls reuters Suzanne Plunkett Kim Traynor
Ana Batalha Oliveira 21 de novembro de 2018 às 11:26

Lisboa está nos últimos vinte lugares entre as cem melhores cidades para procurar emprego em todo o mundo, de acordo com os dados da Movinga. O 84º lugar da capital portuguesa é, contudo, suficiente para ultrapassar Madrid e Barcelona – sendo que o Porto também integra o ranking, acima da capital da Catalunha.

 

Lisboa justifica o lugar no ranking destacando-se no critério "oportunidades para as mulheres", no qual consegue a sua melhor pontuação – 7,20 em 10. O "calcanhar de Aquiles" da capital portuguesa é a força económica, categoria na qual não chega aos 5 pontos.

 

Madrid aparece quatro lugares abaixo, e apenas duas posições antes do Porto, que fica em 90.º. Barcelona não passa do 95.º. As cidades espanholas batem as portuguesas, contudo, no nível de vida.

 

No topo do ranking está Boston, nos Estados Unidos, a cidade com o nível de vida mais elevado e, simultaneamente, o maior nível de rendimento disponível. Porém, o grupo das dez melhores cidades para encontrar emprego está inundado por cidades europeias, sobretudo alemãs. Fora da Europa, para além de Boston, só figuram nos lugares cimeiros a canadiana Calgary e Singapura.

 

Munique está em segundo do pódio e é seguida de perto, na quarta e quinta posições, por Hamburgo e Estugarda. Frankfurt ficou em nono. Londres e Edimburgo, do Reino Unido, e Oslo, na Noruega, são as restantes representantes europeias a integrar o top dez.

A directora da Movinga, Finn Age Hansel, responsável pelo estudo,  sublinha que a globalização permite "mais oportunidades de carreira do que nunca" e alerta para o risco de olhar para as cidades como bons destinos de emprego tendo por base apenas o nível de remuneração, falha a que pretende responder com a visão mais holística que o estudo pretende transmitir.

 




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