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Ao minutoAtualizado há 29 min09h06

Petróleo avança pela segunda sessão consecutiva mas deve fechar semana com perdas de 10%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta sexta-feira.

bolsas mercados graficos traders euronext
bolsas mercados graficos traders euronext Kamil Zihnioglu/AP
Negócios 09:06
há 29 min.09h06

Dólar quebra série de quatro sessões em queda e avança antes de negociações EUA-Irão

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

Após quatro sessões de queda, o dólar está a conseguir avançar face aos seus principais concorrentes, numa altura em que os investidores olham com algum ceticismo para as negociações de paz entre EUA e Irão que vão arrancar já este sábado - isto apesar de o Presidente dos EUA, Donald Trump, até ter afirmado que está "otimista" em relação à possibilidade de os dois países chegarem a um acordo. 

A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da "nota verde" face aos seus grandes rivais - avança 0,12%, mas, mesmo assim, encaminha-se para fechar a semana com perdas de 1,3% - o pior desempenho desde janeiro deste ano. A divisa norte-americana acabou por ser bastante pressionada pelo acordo de cessar-fogo alcançado na quarta-feira por Washington e Teerão, uma vez que estava a ser vista pelos investidores como o ativo de refúgio predileto nesta guerra. 

"É improvável que as perspetivas gerais de crescimento marquem o regresso da tendência de desvalorização do dólar que se verificava antes do início da guerra, no final de fevereiro", afirma Eugenia Fabon Victorino, do Skandinaviska Enskilda Banken, à Bloomberg. "É improvável que o crescimento dos EUA seja pior do que o de outras economias", acrescenta. 

Neste contexto, o euro recua 0,12% para 1,1685 dólares, enquanto a libra cede 0,08% para 1,3426 dólares. Já a "nota verde" acelera 0,18% para 159,25 ienes, aproximando-se dos 160 ienes - visto como o nível de intervenção por parte das autoridades nipónicas. Esta sexta-feira, a ministra japonesa das Finanças, Satsuki Katayama, reforçou mais uma vez essa ideia, afirmando que está pronta para intervir no mercado "em todas as frentes", devido ao impacto dos movimentos cambiais na economia e famílias. 

há 29 min.09h05

Ouro recua mas encaminha-se para a terceira semana consecutiva em alta

Ouro

O ouro encaminha-se para fechar a terceira semana consecutiva de ganhos, numa altura em que os investidores estão a antecipar um fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo, apesar de as várias violações do cessar-fogo entre EUA e Irão terem deixado os mercados de "pé atrás". A delegação norte-americana e a iraniana deverão encontrar-se este sábado no Paquistão para arrancar negociações e o Presidente dos EUA, Donald Trump, já disse estar bastante otimista em relação a um acordo. 

A esta hora, o metal amarelo recua 0,20% para 4.753,81 dólares por onça, mas encaminha-se para fechar a semana com ganhos de quase 2%. Apesar de o ouro tradicionalmente beneficiar de uma escalada das tensões geopolíticas globais, o impacto desta guerra nos preços dos combustíveis e, posteriormente, na inflação está a deixar a compra do metal precioso menos atrativa para os investidores - principalmente devido à grande probabilidade de vários bancos centrais por todo o mundo terem de apertar a política monetária. 

Esta pressão levou o ouro a perder cerca de 10% do seu valor desde o estalar do conflito no Médio Oriente. Os investidores também estão a usar as valorizações do metal amarelo nos últimos anos para cobrirem perdas noutros ativos, acabando por pressionar ainda mais a matéria-prima. No entanto, e caso os EUA e o Irão não consigam chegar a acordo, uma guerra prolongada pode vir a ter um impacto substancial no crescimento económico, levando os bancos centrais a moderarem a sua política monetária. 

"Dada a fragilidade do cessar-fogo, é possível que se verifique uma nova correção se os preços da energia se mantiverem elevados", escreveram os analistas do ANZ Banking Group, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "A crescente incerteza macroeconómica devido ao conflito em curso no Médio Oriente e as preocupações estruturais em torno da sustentabilidade fiscal e da dívida dos EUA continuam a incentivar os investidores a aumentar a alocação em ouro como um importante instrumento de diversificação", afirmam. 

08h25

Petróleo avança pela segunda sessão consecutiva mas deve fechar semana com perdas de 10%

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Os preços do petróleo até estão a subir pela segunda sessão consecutiva, mas a queda expressiva de quarta-feira encaminhou a matéria-prima para a primeira semana de perdas desde o início da guerra no Médio Oriente, numa altura em que os investidores aguardam com expectativa o arranque das negociações para uma paz duradoura no Irão. 

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - acelera 1,27% para 97,14 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - ganha 1,31% para 99,24 dólares, aproximando-se novamente dos 100 dólares. Mesmo assim, o barril da matéria-prima do Mar do Norte deve fechar a semana com uma desvalorização superior a 10%, pressionado pelo acordo de cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão. 

Os preços estão, no entanto, a receber impulso esta sexta-feira depois de a agência de notícias da Arábia Saudita ter afirmado que a capacidade de produção do país foi reduzida em 600 mil barris por dia, devido aos ataques às suas infraestruturas energéticas por parte de Teerão. De acordo com cálculos da Bloomberg, o valor corresponde a cerca de 10% das exportações de crude da nação. Já a ofensiva contra um dos mais importantes oleodutos do mundo na quarta-feira terá reduzido a produção em 700 mil barris por semana. 

Em foco está ainda a (falta de) circulação no estreito de Ormuz. O acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão compreendia o livre tráfego por esta via marítima, por onde passa 20% de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo, por duas semanas, mas a grande parte das embarcações continua bloqueada. Na quinta-feira, um petroleiro com bandeira do Gabão foi o primeiro navio não iraniano a atravessar o estreito de Ormuz desde a entrada em vigor do cessar-fogo, segundo o portal MarineTraffic.

"O mercado está a voltar a centrar-se na realidade dos fluxos através do estreito de Ormuz, que continuam longe de estar normalizados e é improvável que recuperem rapidamente", afirmou Rebecca Babin, negociadora de energia no CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. A complicar a situação, o Irão tem cobrado taxas aos petroleiros que tentam atravessar esta via marítima - uma decisão bastante criticada por Donald Trump.

“Há relatos de que o Irão está a cobrar taxas aos petroleiros que atravessam o estreito de Ormuz – é bom que não estejam a fazê-lo e, se estiverem, é melhor pararem agora!", escreveu o Presidente dos EUA nas redes sociais. "[O Irão] está a fazer um trabalho muito fraco, desonroso diriam alguns, em permitir o petróleo passar pelo estreito de Ormuz. Esse não é o acordo que temos!", acrescentou. 

07h52

Ásia encerra primeira semana no verde desde início da guerra. Europa aponta para ganhos

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta sexta-feira em alta, conseguindo alcançar a primeira semana de ganhos desde o estalar do conflito no Médio Oriente, numa altura em que os investidores aguardam com antecipação as negociações entre os EUA e Irão para pôr um fim ao conflito. Numa entrevista à NBC News, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que está “muito otimista” sobre um acordo duradouro com Teerão, embora tenha reforçado que, caso um entendimento não seja alcançado, "vai ser muito doloroso" para os iranianos. 

O "benchmark" para a negociação asiática, o MSCI Asia Pacific, acelera 0,65%, enquanto a negociação de futuros do europeu Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura em alta, com ganhos em torno dos 0,4%. Estes movimentos seguem-se a uma sessão negativa nas praças mundiais, com as ações a serem pressionadas pela troca de acusações entre EUA, Israel e Irão sobre a violação do acordo de cessar-fogo alcançado na quarta-feira - e que deveria parar a guerra e permitir a livre circulação no estreito de Ormuz por duas semanas. 

A delegação norte-americana e a iraniana vão encontrar-se este sábado em Islamabad, capital do Paquistão, para discutirem um fim duradouro do conflito, mas os mercados mostram-se céticos em relação às probabilidades desse acordo ser realmente alcançado - ou respeitado. Israel também concordou negociar com o Líbano, após uma série de ataques que levou os líderes europeus a pedir que o cessar-fogo também se estendesse ao país, mas a circulação bastante limitada em Ormuz continua a limitar o otimismo. 

"O mercado está a começar a antecipar que se possa chegar a algum tipo de acordo durante o fim de semana", explica Hao Hong, diretor de investimentos do Lotus Asset Management, à Bloomberg. "O meu modelo quantitativo indica que a recuperação técnica deverá continuar por mais alguns dias, pelo menos. O mercado está a começar a olhar para além da guerra", acrescenta. 

Nos resultados por praça, o sul-coreano Kospi avançou 1,40%, enquanto o japonês Nikkei 225 ganhou 1,78%. Já os chineses Shanghai Composite e Hang Seng aceleraram 0,55% e 0,49%, respetivamente, enquanto o australiano S&P/ASX 200 não conseguiu manter o otimismo e encerrou com perdas de 0,14% - embora até tenha registado uma larga recuperação nas horas finais de negociação. 

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