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Presidente da CIP diz que salários têm subido "à custa da margem das empresas"

"Se não houver um compromisso entre os parceiros sociais, não sairemos da cepa torta", afirmou Armindo Monteiro.

Armindo Monteiro, da Confederação Empresarial de Portugal, em Conversa Capital
Armindo Monteiro, da Confederação Empresarial de Portugal, em Conversa Capital Vítor Chi
20 de Janeiro de 2026 às 16:40

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, considerou esta terça-feira que o aumento real dos salários em Portugal tem sido conseguido "à custa da margem das empresas".

"O aumento real dos salários em Portugal tem sido maior do que o crescimento da produtividade e do PIB, logo, tem sido conseguido à custa da margem das empresas", disse o responsável, falando para uma plateia de empresários em Lisboa, durante um almoço-debate organizado pelo International Club of Portugal.

Defendendo um pacto social para que Portugal deixe de ser "um dos países mais pobres" da União Europeia (UE), Armindo Monteiro afirmou: "se não houver um compromisso entre os parceiros sociais, não sairemos da cepa torta".

A solução para que o país continue a crescer, segundo disse, passará "não por greves gerais ou protestos ", mas sim por fazer "uma negociação, sentados à mesa, sem jogos político-partidários", numa alusão à contestação com que tem sido recebido o pacote laboral proposto pelo Governo.

O presidente da CIP lamentou ainda o facto de Portugal ter vivido nos últimos 40 anos "de mão estendida", à espera dos fundos europeus, e incentivou as elites "a mobilizarem as pessoas para combaterem o assistencialismo".

"Nestes 40 anos de adesão à Europa, recebemos mesmo muito e transformámos mesmo muito pouco", disse ainda, recordando que o valor do Produto Interno Bruto (PIB) per capital nacional, de cerca de 27.200 euros, continua a ser inferior à média europeia, que é de 35.200 euros.

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