CIP sinaliza cedências no banco de horas, "outsourcing" e despedimentos ilegais

Na véspera da reunião da concertação social sobre a revisão da legislação laboral, a Confederação Empresarial indicou que admite ceder em cinco matérias.
Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP)
Filipe Amorim / Lusa - EPA
Negócios com Lusa 12:54

A CIP - Confederação Empresarial de Portugal (CIP) vai aceitar as propostas da UGT em matéria de "outsourcing", reintegração de trabalhadores despedidos ilicitamente, banco de horas individual, formação contínua e questões de arbitragem, anunciou o seu presidente esta quarta-feira, 6 de maio.

Em conferência de imprensa sobre a revisão da legislação laboral, em Lisboa, Armindo Monteiro salientou que existem dois pontos que são de discórdia com a UGT para se chegar a acordo.

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“O banco de horas individual é a prática que mais existe nas empresas a título informal”, assegurou Armindo Monteiro, que disse que este ponto tem trazido à opinião pública “perceções erradas” de que o banco é uma forma “encapotada de trabalho extraordinário”.

“Nada nos separa da UGT nesta matéria”, garantiu.

“Com a complexidade que as empresas hoje têm é impossível terem todos os 'skills' (competências) dentro das suas empresas e por isso contratam fora”, afirmou, referindo-se à questão do ‘outsourcing’ (subcontratação de serviços).

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“Proibir o ‘outsourcing’ é impedir que as empresas se foquem no seu ‘core business’ (negócio principal)", afirmou, dizendo que "esta ideia de combater o ‘outsourcing’ é absolutamente peregrina na Europa”.

Desta forma, a “CIP está disponível para acompanhar a posição da UGT” nesta matéria, afirmou.

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