“Só há um caminho: que o Governo retire o pacote laboral”, diz CGTP
Depois de a greve geral de 11 de dezembro ter sido desvalorizada pelo Governo, a CGTP insiste que “milhões” deram voz à rejeição das propostas de alteração das leis laborais que o Governo mantém em cima da mesa e vai defender, em reunião com o primeiro-ministro marcada para quarta-feira, que não se pode passar um pano sobre o acontecimento.
“Só há um caminho: que o Governo retire o pacote laboral de cima da mesa, e que então, aí sim, que a gente possa partir para uma discussão séria, matéria a matéria, partindo daquilo que hoje é negativo no mundo do trabalho, no sentido de perspetivar um futuro diferente para os trabalhadores”, afirma Tiago Oliveira, entrevistado pelo Negócios e Antena 1 no programa Conversa Capital.
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Na reunião com Luís Montenegro, a CGTP pretende reapresentar um conjunto de propostas suas para revisão das leis do trabalho, que entende serem necessárias. Rejeita a acusação de não ter uma posição construtiva, mas mantém que, pela sua parte, não dará aval a que o pacote do Governo avance para a Assembleia das República com o selo da Concertação Social.
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Mantendo também todas as formas de luta em cima da mesa, e aberta a novas concertação de posições com a UGT para mais paralisações, a CGTP realiza na tarde de terça-feira uma manifestação em Lisboa no fim da qual irá entregar ao primeiro-ministro um abaixo-assinado contendo “muitos milhares de assinaturas” contra a revisão das leis laborais propostas, naquela que diz ter sido uma das maiores recolhas de assinaturas pela central desde sempre.
Seguir-se à, na quarta-feira, a reunião com Luís Montenegro para insistir na queda do processo. “Iremos exigir, obviamente, ao primeiro-ministro uma resposta àquela que foi a dimensão da greve geral”.
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