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Montenegro pediu à UGT uma proposta laboral alternativa à do Governo, diz Mário Mourão

Apesar de mostrar abertura para o processo negocial que tem estado a decorrer, Mário Mourão mostra-se de pé atrás sobre o resultado final das conversações.

Mário Mourão, secretário-geral da UGT
Mário Mourão, secretário-geral da UGT Tiago Petinga / Lusa - EPA
13:50

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, mostra esta quinta-feira, em entrevista ao , abertura para "reajustar" elementos das propostas relativas ao outsourcing e banco de horas contida no anteprojeto de revisão laboral do Governo.

"No outsourcing, por exemplo, hoje só pode ser utilizado por empresas que tenham realizado despedimentos ao fim de 12 meses. Podemos pensar neste horizonte temporal, ponderar em que setores e em que tipo de empresas pode ser admitido. No banco de horas, não excluímos permitir que possa ser negociado com o trabalhador, se definido em negociação coletiva", revela o líder da UGT.

Apesar de mostrar abertura para o processo negocial que tem estado a decorrer, Mário Mourão mostra-se de pé atrás sobre o resultado final das conversações. "Estou muito pessimista. Estamos no tempo das perceções, e a minha é de que o Governo não quer negociar. O que o Governo quer mesmo é remeter a sua proposta ao Parlamento e fazer os entendimentos que quer, com os partidos que já manifestaram essa disponibilidade".

Em entrevista ao Expresso, Mário Mourão revela que foi o próprio primeiro-ministro, Luís Montenegro, quem pediu à UGT que apresentasse uma proposta de revisão laboral alternativa à do Governo. "Foi o primeiro-ministro, Luís Montenegro, quem, no encontro que tivemos, pediu à UGT que apresentasse uma proposta que fosse além da do Governo, cobrindo matérias além do anteprojeto".

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