Durão Barroso: “Desemprego jovem é o principal desafio social na Europa”
Presidente da Comissão Europeia diz que o combate ao desemprego entre os jovens é uma das principais prioridades da instituição que lidera, e anunciou uma conferência no início de Abril para debater o assunto.
Durão Barroso abriu esta quarta-feira, 12 de Março, o debate do Parlamento Europeu de preparação do Conselho Europeu, que se realiza a 20 e 21 de Março, deixando garantias de que a Europa não vai relaxar no combate ao desemprego. “Espero que o Conselho Europeu faça um balanço do progresso que foi feito até agora na resposta à crise económica, e que se concentre nas decisões que é necessário tomar para consolidar a retoma”, afirmou o ex-primeiro-ministro português.
“Temos de manter o ritmo da reforma e reforçar as nossas acções específicas tendo em vista o problema do desemprego”, destacou. O próximo Conselho Europeu, que será o último antes das eleições europeias de 25 de Maio, “vai ser um momento muito importante para manter este ritmo”. E há boas notícias: “revimos em alta as nossas previsões económicas, e agora esperamos um crescimento de 1,5% do PIB este ano em toda a União Europeia, e de 2% no próximo ano”. Trata-se de uma “ligeira melhoria” com dois alvos.
Essas melhorias são “boas notícias para os cidadãos, porque o crescimento é um pré-requisito para criar emprego. E a necessidade de criar emprego, especialmente para combater o desemprego jovem, continua a ser uma das nossas principais prioridades”, afiançou Durão Barroso. “É por isso que estamos a pedir aos governos para porem em funcionamento os instrumentos de garantia jovem”.
É também por isso que a Comissão Europeia vai “organizar uma conferência, em Bruxelas, de ‘follow-up’, no início do próximo mês, precisamente para manter o ritmo naquele que é, quanto a mim, o mais importante desafio social na Europa actualmente: o desemprego, em específico o desemprego jovem”.
O regresso do crescimento à Europa “é também verdade nos estados-membros mais vulneráveis. O consumo privado e o investimento devem crescer ainda mais, reduzindo assim a dependência da recuperação baseada no sector externo”. Trata-se de mais “boas notícias para os orçamentos públicos”, porque “esses níveis ainda são demasiado altos em vários estados-membros, e vão ter de ser reduzidos ainda mais através de reformas de consolidação orçamental eficazes, para permitir o crescimento”.
Por outro lado, a competitividade “ainda é um problema importante em alguns países, pelo que a implementação da nossa estratégia 2020 e das recomendações específicas para os países continua tão necessário como nunca para melhorar as perspectivas de crescimento”.
* - Jornalista em Estrasburgo, a convite do Parlamento Europeu