Rutte garante que não discutiu com Trump soberania da Gronelândia
O secretário-geral da Nato, Mark Rutte, assegurou esta quinta-feira que os avanços negociais com Trump – que ontem levaram o líder americano a anunciar a base para um acordo com a NATO e a recuar nas tarifas – foram conseguidos sem discutir a soberania da Gronelândia com os Estados Unidos, focando-se antes na segurança da região do Ártico.
A declaração surge numa altura em que o governo dinamarquês sublinha que Mark Rutte não tem mandato para negociar em nome do Reino da Dinamarca sobre a soberania da Gronelândia.
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Esta quarta-feira, após uma reunião com o secretário-geral da NATO, Donald Trump anunciou o “quadro de um futuro acordo no que diz respeito à Gronelândia e, na verdade, sobre toda a região do Ártico”. “Com base neste entendimento, não vou impor as tarifas” sobre os países europeus que tinham sido anunciadas para 1 de fevereiro.
Esta quinta-feira, Mark Rutte garantiu à Bloomberg, em Davos, que a discussão se focou na segurança regional “de um ponto de vista prático” e na forma de prevenir o acesso da Rússia e da China à região autónoma da Dinamarca.
"No que toca à proteção do Ártico, com prioridade na Gronelândia, temos de gastar mais energia, mais tempo, mais foco nisto porque sabemos que as rotas marítimas estão a abrir-se", afirmou, garantindo que a presença militar americana na Gronelândia também não foi discutida, apesar de a Dinamarca estar “completamente aberta” a um aumento dessa presença.
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Em declarações aos jornalistas, a primeira-ministra dinamarquesa sublinhou que Mark Rutte não tem mandato para negociar em nome do Reino da Dinamarca sobre questões relativas à soberania da Gronelândia.
"Precisamos de encontrar um caminho que respeite a lei internacional e que respeita a soberania", disse Mette Frederiksen, citada pela mesma agência de noticias, considerando que embora a Dinamarca esteja numa "situação difícil" há alguns sinais de progresso.
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