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Espanha baixa previsões de crescimento e estima défice de 1,8%  

O PIB de Espanha vai crescer 2,6% este ano e 2,3% em 2019, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado que vai ser entregue esta segunda-feira em Bruxelas.

Nadia Calviño é a ministra da Economia espanhola
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Outubro de 2018 às 13:27
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O Governo espanhol reviu hoje em ligeira baixa a sua perspectiva de crescimento para este ano e 2019, antevendo assim um abrandamento mais pronunciado da economia do país que é o maior parceiro comercial de Portugal.

 

O PIB de Espanha vai crescer 2,6% este ano e 2,3% em 2019, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado que vai ser entregue esta segunda-feira em Bruxelas.

 

Trata-se de uma ligeira revisão de apenas uma décima, que alinha as estimativas do Executivo de Pedro Sánchez com as do FMI, mas que assinala uma tendência de abrandamento da economia espanhola. Como nota o El Mundo, esta revisão quebra também a tendência registada nos últimos anos, em que no final o crescimento acabou sempre por superar o que estava inscrito nos Orçamentos.

 

Não vai ser assim em 2018, ano em que a economia europeia como um todo também está a abrandar face 2017, período em que o crescimento da Zona Euro tinha sido o mais forte da última década.

 

O Governo português, na proposta de Orçamento do Estado que também segue hoje para Bruxelas, antevê um crescimento do PIB de 2,3% este ano e 2,2% em 2019 (revisão de uma décima face à anterior previsão). A cumprirem-se estas previsões, a economia portuguesa continuará a crescer abaixo da espanhola, que é a maior cliente das exportações portuguesas.

 

No que diz respeito às contas públicas, o governo de Pedro Sánchez aponta para um défice de 2,7% este ano e 1,8% em 2019. O Orçamento português prevê um défice de 0,2% do PIB.

A Comissão Europeia dá maior relevo à evolução do défice estrutural e nesta óptica o Orçamento espanhol pressupõe uma descida de 0,4 pontos percentuais.

 

Nota ainda para o excedente primário (que exclui os encargos com pagamento de juros), que deverá atingir 0,5% do PIB, o que de acordo com o Governo espanhol corresponde ao valor mais elevado desde 2007.

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