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Espanha arrisca recorde de abstenção em novas eleições

Os conservadores do PP seriam novamente a força política mais votada, reforçando as intenções de voto. Uma sondagem mostra desacordo e desânimo do eleitorado face à provável terceira ida às urnas no espaço de um ano.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 16:02
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O eleitorado espanhol começa a aumentar os sinais de frustração com os políticos, face ao impasse governativo que dura há nove meses. Segundo uma sondagem divulgada esta segunda-feira, 12 de Setembro, a abstenção está no nível mais elevado de sempre em democracia.

 

Se as eleições fossem hoje, apenas 63% dos espanhóis se deslocariam às urnas. É um valor "nunca registado na história democrática" do outro lado da fronteira, sublinha o El País, que fala num sentimento de desânimo pelo bloqueio que ainda persiste após as votações de 20 de Dezembro do ano passado e da repetição do acto eleitoral a 26 de Junho.

 

Depois de fracassada a segunda tentativa de investidura de Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol em exercício, a 2 de Setembro, o rei Felipe VI decidiu não avançar com consultas aos partidos, tendo em conta que nesta altura não há qualquer indício de que o bloqueio institucional pode ser superado. Mas se até 31 de Outubro não tiver sido encontrada uma solução, o monarca convocará as terceiras eleições no espaço de um ano.

 

E uma nova ida às urnas, que é algo que três em cada quatro espanhóis não querem que aconteça, daria nova vitória aos conservadores do Partido Popular, que neste estudo de opinião conseguem um reforço de quase dois pontos nas intenções de voto, para 34,8%, em relação à votação obtida há dois meses. Em sentido contrário, os socialistas do PSOE, liderados por Pedro Sánchez, cairiam 1,4 pontos, para 21,3%.

 

Já as duas forças políticas que emergiram nos últimos anos e terminaram com a tradição do bipartidarismo – podem ser a chave para a resolução do impasse governativo – não conseguem aproveitar para subir nas sondagens. Ainda assim, enquanto o Ciudadanos, presidido por Albert Rivera, também desce um ponto face a Junho (tem agora 12%), o Podemos de Pablo Iglesias mantém nesta sondagem precisamente a mesma votação de Junho: 21,1%.

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