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François Hollande enfrenta risco de "impeachment"

Deputado da oposição desencadeou iniciativa inédita, alegando que o Presidente violou segredos de Estado, pondo em perigo a segurança do país.  

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 07 de Novembro de 2016 às 17:37
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Já em meados de Outubro, Pierre Lellouche, deputado republicano, havia levantado publicamente essa possibilidade na sequência da publicação do controverso livro de François Hollande com o sugestivo título "Um Presidente Não Devia Dizer Isso…". Hoje, 7 de Novembro, passou à acção e apresentou no parlamento uma petição na qual reclama a destituição do Presidente com base no artigo 68.º da Constituição francesa, alegando que Hollande violou segredos de Estado.
 
Trata-se de uma iniciativa inédita em França e, com grande probabilidade, destinada ao fracasso, já que, para que a destituição se materializasse, teria de ser votada em tempo recorde (as eleições presidenciais estão agendadas para Maio do próximo ano) e por dois terços dos deputados num parlamento maioritariamente de esquerda. Quanto muito, este processo tornará ainda mais magras as hipóteses de os socialistas recandidatarem Hollande, o que, a confirmar-se, será também uma primeira vez na história da V República: até agora, todos os presidentes tentaram obter um segundo mandato junto do eleitorado.
 
As passagens que mais preocupam Pierre Lellouche respeitam os assassinatos selectivos de terroristas na Síria. O Presidente terá dado a conhecer a lista dos visados aos dois jornalistas que escreveram o polémico livro. Uma "traição" e uma "falha de cumprimento dos deveres [de Presidente] manifestamente incompatível com o exercício do mandato", alega o deputado e advogado, que, na exposição de motivos do pedido de destituição de Hollande, refere que se tal divulgação tivesse sido feita por soldados ou diplomatas estes poderiam enfrentar sete anos de prisão e 100 mil euros de multa.
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