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Itália com governo "fantasma" pelo menos até quarta-feira

O primeiro-ministro italiano vai, na próxima quarta-feira, ao Parlamento italiano apresentar uma moção de confiança para clarificar se ainda detém o apoio que lhe permita manter o seu executivo em funções. Mas já avisou que não pretende “governar a qualquer preço”.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 30 de Setembro de 2013 às 17:00
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O governo italiano permanece em suspenso desde a demissão dos ministros afectos ao PdL de Silvio Berlusconi, antigo primeiro-ministro. Enrico Letta, líder do PD e primeiro-ministro de Itália, irá apresentar-se, no Parlamento, durante a tarde, na próxima quarta-feira depois de se reunir no Senado logo pelas 9h30 do mesmo dia.  

 

Depois de ter conversado, este domingo, com o Presidente Giorgo Napolitano, ficou estabelecido que iria apresentar uma moção de confiança, no Parlamento, por forma a avaliar, de forma mais concreta, se ainda beneficia do apoio político necessário à continuação em funções.

 

A Reuters avançou entretanto que 20 senadores da facção mais moderada do PdL, que tem maioria no Senado, ponderam rebelar-se contra as directrizes radicais de Berlusconi. Esta segunda-feira, durante a tarde, os membros do PdL vão encontrar-se para discutir o plano de acção. Caso haja uma ruptura, a imprensa italiana avança que os dissidentes do PdL podem associar-se ao grupo de  Mario Monti para formar uma base de sustentação que permita ao PD e a Letta continuarem a governar e, principalmente, a empreender as reformas em curso.

 

A demissão dos cinco ministros do PdL é uma consequência dos vários processos mediáticos e judiciais em que Berlusconi se encontra envolvido. A condenação a quatro anos de prisão, pelo caso Mediaset, e a provável expulsão do “Cavaliere” do cargo de senador, iniciaram um novo processo de crise política em Itália. Berlusconi e o PdL têm funcionado como uma força obstrucionista das reformas que Letta quer executar. No entanto, via várias cedências, a grande coligação que governa Itália foi aguentando até que as recentes demissões esvaziaram o executivo e puseram em causa a própria legitimidade política de Letta no Parlamento.

 

As próximas horas irão ditar se de uma dissidência se poderá construir um Governo, porventura mais estável e coeso, ou se resultará na implosão do Governo, Senado e Parlamento, o que obrigaria à realização de novas eleições.

 

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