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Polícia turca prepara-se para prender 120 empresários

A polícia turca lançou esta manhã operações de busca em 44 empresas diferentes e tem mandados para a captura de 120 empresários. As detenções estarão relacionadas com a tentativa de golpe de Estado do mês passado.

Umit Bektas/Reuters
Bruno Simões brunosimoes@negocios.pt 16 de Agosto de 2016 às 09:58
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As autoridades turcas não desistem de investigar a tentativa de golpe de Estado de 15 de Julho e, esta terça-feira, 19 de Agosto, a polícia lançou, ao mesmo tempo, operações de busca em 44 empresas, com o objectivo de deter 120 empresários. As empresas em causa são acusadas de darem apoio financeiro ao movimento do clérigo muçulmano Fethullah Gulen, radicado nos EUA, que é acusado pelas autoridades turcas de ser o mentor do golpe de 15 de Julho, de acordo com a agência estatal Anadolu.

 

Segundo a agência Reuters, as buscas das autoridades começaram nos municípios de Uskudar e Umraniye, ambos na parte asiática de Istambul, em vários edifícios pertencentes a uma holding cujo nome não foi avançado.

 

Esta é mais uma operação das autoridades que se soma às dezenas (senão centenas) que já foram conduzidas desde o golpe falhado, no qual morreram 240 pessoas. Mais de 35 mil pessoas foram já detidas, das quais 17 mil foram formalmente presas, desde 15 de Julho. Outras dezenas de milhares de pessoas foram também afastadas dos seus cargos, entre as quais professores, soldados, juízes, funcionários públicos e agentes da polícia. Erdogan está a conduzir uma vasta purga nos sistemas militar, jurídico, educativo e policial. Foram também detidos pelo menos 42 jornalistas.

 

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusa o clérigo Gulen de ter criado uma extensa rede de escolas, empresas e instituições de caridade ao longo de várias décadas com o objectivo de formar uma "estrutura paralela" que pudesse tomar o poder na Turquia. Gulen rejeitou essas acusações. Erdogan já prometeu cortar as receitas das empresas ligadas a Gulen, descrevendo-as como "ninhos de terrorismo".

 

Mesmo antes do golpe de 15 de Julho, as autoridades turcas já tinham encerrado vários órgãos de comunicação social e detido vários empresários, acusados de financiar o movimento de Gulen. O Bank Asya foi também apreendido.

Nos últimos dias, as autoridades turcas detiveram mais de 200 funcionários judiciais que exercem funções em vários tribunais de Istambul.

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