Primeiras notas de plástico já entraram em circulação em Inglaterra e no País de Gales
Feitas de polímero, prometem ser mais resistentes, duradouras e difíceis de falsificar do que as notas convencionais. O Reino Unido é o primeiro país na Europa a mudar o material do dinheiro.
Ao fim de 320 anos, o monopólio do papel acabou: o Banco da Inglaterra colocou em circulação as primeiras notas de plástico nesta terça-feira, 13 de Setembro. Com o valor facial de cinco libras, apresentam-se com o rosto de Winston Churchill, são feitas de polímero, plástico fino e flexível, mais limpo, menos prejudicial ao meio ambiente e mais difícil de falsificar do que as actuais notas à base de algodão, argumenta o banco central.
"O uso do polímero significa que as notas podem suportar melhor ser repetidamente dobradas em carteiras ou amassadas dentro de bolsos e que podem também sobreviver a rotações na máquina de lavar", refere ainda o governador Mark Carney, em comunicado.
"O uso do polímero significa que as notas podem suportar melhor ser repetidamente dobradas em carteiras ou amassadas dentro de bolsos e que podem também sobreviver a rotações na máquina de lavar", refere ainda o governador Mark Carney, em comunicado.
Espera-se que a vida útil das novas notas seja duas vezes e meia mais longa do que as convencionais.
Desde Março de 2015 que está já em circulação na Escócia uma quantidade limitada de notas de cinco libras, estando a sua emissão em massa prevista para Outubro deste ano. Para 2017, está prevista a introdução de uma nota de plástico de dez libras e a partir de 2020 entrarão em cena notas de 20 libras.
As notas de plástico ainda são uma novidade na Europa, mas Canadá, México, Nova Zelândia e Austrália estão já a fazer experiências semelhantes, mudando o material do dinheiro.