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Tarifas recíprocas dos EUA são "passo na direção errada". UE promete "reação firme e imediata"

UE sublinha que durante décadas trabalhou com parceiros comerciais como os Estados Unidos para reduzir tarifas e outras barreiras comerciais em todo o mundo, acusando Washington de estar agora a "minar" esses compromissos que permitiram o florescimento do comércio mundial.

Michael Buholzer / Lusa-EPA
14 de Fevereiro de 2025 às 10:50

A Comissão Europeia diz que o plano do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar taxas alfandegárias recíprocas a todos os países constitui "um passo na direção errada" e garante que "vai reagir de forma firme e imediata contra barreiras injustificadas ao comércio livre e justo".

"A União Europeia mantém algumas das tarifas mais baixas do mundo e não vê justificação para o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre as suas exportações. As tarifas são impostos. Ao impor tarifas, os Estados Unidos estão a taxar os seus próprios cidadãos, a aumentar os custos para as empresas, a sufocar o crescimento e a alimentar a inflação. As tarifas aumentam a incerteza económica e prejudicam a eficiência e a integração dos mercados globais", diz, num comunicado, publicado esta sexta-feira.

A declaração do executivo comunitário surge depois de Donald Trump ter assinado um memorando em que ordena que a sua administração avalie tarifas recíprocas sobre os parceiros comerciais que cobram taxas e impõem outras barreiras comerciais aos Estados Unidos, propondo novas taxas numa base país a país com o objetivo de reequilibrar as relações comerciais. "Queremos nivelar o terreno de jogo", afirmou, esta quinta-feira, Trump na Sala Oval da Casa Branca perante os jornalistas. "Eles cobram-nos a nós e nós cobramos-lhes a eles", reforçou.

"O comércio mundial floresceu sob regras previsíveis e transparentes e tarifas baixas. Durante décadas, a UE trabalhou com parceiros comerciais como os Estados Unidos para reduzir as tarifas e outras barreiras comerciais em todo o mundo, reforçando esta abertura através de compromissos vinculativos no sistema de comércio baseado em regras — compromissos que os Estados Unidos estão agora a minar", aponta a Comissão Europeia.

Na mesma nota, Bruxelas sublinha que "a UE prospera como uma das economias mais abertas do mundo, com mais de 70% das importações a entrarem com uma tarifa zero", indicando que "a tarifa média aplicada pela UE aos produtos importados continua a ser das mais baixas do mundo" e enfatizando que "a integração económica e a remoção de barreiras comerciais foram fundamentais para o sucesso da UE".

"Acreditamos em parcerias comerciais mutuamente benéficas e equilibradas, baseadas na transparência e na justiça. É também por isso que a UE tem a maior e mais rápida rede de acordos comerciais do mundo. A UE negociou e concluiu mais de três vezes mais acordos comerciais do que os Estados Unidos", refere o executivo comunitário.

E, neste sentido, conclui com um aviso: "a UE vai reagir de forma firme e imediata contra as barreiras injustificadas ao comércio livre e justo, incluindo quando as tarifas são utilizadas para contestar políticas legais e não discriminatórias. A UE protegerá sempre as empresas, os trabalhadores e os consumidores europeus de medidas tarifárias injustificadas".

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