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Ao minutoAtualizado há 12 min09h03

Indefinição no Irão deixa petróleo acima dos 106 dólares. Ouro cai abaixo dos 4.700 dólares

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

09:03
há 13 min.09h02

Ouro perde "brilho" e cai abaixo da marca dos 4.700 dólares

Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis

O ouro está a negociar em território negativo esta terça-feira, caindo mais uma vez abaixo da marca dos 4.700 dólares por onça, num dia em que os investidores estão a reagir com pessimismo aos desenvolvimentos no Médio Oriente. Apesar de o metal amarelo normalmente ganhar com um aumento das tensões geopolíticos, beneficiando da sua posição como ativo de refúgio, a escalada nos preços da energia está a aumentar as pressões inflacionistas pelo mundo - o que pode levar os bancos centrais a terem de apertar a sua política monetária. 

A esta hora, o ouro recua 0,8% para 4.698,41 dólares por onça, apesar de até ter chegado a valorizar durante a madrugada. Dirigindo-se aos jornalistas na Casa Branca, o Presidente dos EUA referiu que o acordo de cessar-fogo com o Irão está agora em "suporte de vida" - isto depois de ter decidido rejeitar a contraproposta iraniana ao seu plano de 14 pontos para acabar com a guerra, apelidando-a de "um pedaço de lixo" que nem terminou de ler. 

"[Os movimentos do ouro] reforçam como o ativo continua a ser negociado menos como um refúgio seguro e mais como um indicador de risco macroeconómico, que se encontra preso entre o petróleo e a inflação, as expectativas em relação à política monetária da Reserva Federal (Fed), a dinâmica do dólar e o sentimento de risco", explica Christopher Wong, estratega do Oversea-Chinese Banking Corp., à Bloomberg. 

Os investidores ainda veem a Fed a manter as taxas de juro inalteradas em 2026, embora exista cada vez uma maior probabilidade no mercado de "swaps" do banco central avançar com um aperto da política monetária até ao final do ano. Uma subida de 25 pontos base não está fora da mesa e as probabilidades podem vir a ser ajustadas já esta terça-feira, quando for conhecido os dados da inflação norte-americana referentes a abril. 

Os economistas antecipam que os preços tenham acelerado de 3,3% para 3,7% no mês passado, refletindo uma escalada nos preços da energia e afastando-se cada vez mais da meta de 2% estabelecida pela autoridade monetária. Os decisores da Fed já disseram que estão a  .  

08h15

Petróleo volta a avançar e ultrapassa os 106 dólares por barril

Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer

Os preços do petróleo estão mais uma vez a avançar esta terça-feira, embora sem as grandes movimentações das últimas sessões, numa altura em que os investidores avaliam a sustentabilidade do acordo de cessar-fogo alcançado entre os EUA e Irão. As negociações para acabar com o conflito no Médio Oriente estão bloqueadas, depois de o Presidente norte-americano ter rejeitado a contraproposta de Teerão ao seu plano de 14 pontos, prolongando a interrupção na circulação de uma das vias comerciais mais importantes do mundo - o estreito de Ormuz. 

A esta hora, o barril de Brent - de referência para a Europa - está a avançar 1,86% para 106,15 dólares, depois de já ter acelerado mais de 2% na sessão anterior. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - que serve de referência para os EUA - ganha 2,46% e volta a negociar acima dos 100 dólares por barril. 

Na segunda-feira, Donald Trump disse aos jornalistas na Casa Branca que o , tendo ainda classificado a resposta do regime iraniano como um "um pedação de lixo". O republicano não confirmou se iria - ou não - retomar os ataques militares contra Teerão, como tinha ameaçado caso o país não aceitasse o acordo, mas assumiu que está a ponderar "ressuscitar" o plano para escoltar navios através de Ormuz. 

"É improvável que se concretize um acordo de paz abrangente", escrevem os analistas da Bloomberg Economics, numa nota divulgada nesta terça-feira. "Consideramos que os EUA e o Irão provavelmente voltarão a trocar ataques. No entanto, prevemos que uma intensa troca de fogo seja temporária e se reduza a níveis mais baixos de combate - aquilo a que chamamos o 'novo normal' neste conflito prolongado", acrescentam. 

Apesar de Trump não o ter confirmado, a publicação norte-americana Axios reportou na segunda-feira que o Presidente dos EUA vai reunir com a equipa de segurança nacional para discutir uma possível retoma das ações militares no Médio Oriente, de acordo com três fontes oficiais da Casa Branca. Caso o acordo de cessar-fogo cai por terra, antecipa-se um prolongamento nas disrupções no estreito de Ormuz, que nos últimos meses levaram os preços da energia a dispararem e mergulharam o mundo numa crise energética sem precedentes. 

De acordo com o CEO da Saudi Aramco, a petrolífera estatal da Arábia Saudita, o . Numa conferência com analistas, Amin Nasser referiu que a maior parte da capacidade excedentária de produção de petróleo do mundo está localizada no golfo Pérsico, o que significa que este crude não está disponível para ajudar a colmatar a escassez global registada devido à guerra no Médio Oriente.

07h58

Cessar-fogo em "suporte de vida" deixa Ásia sem rumo e Europa no vermelho

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta terça-feira divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que o frágil cessar-fogo alcançado entre EUA e Irão está a ser ameaçado pelo bloqueio nas negociações para alcançar a paz no Médio Oriente. O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou mesmo a declarar que o , levando os investidores a apostarem que o estreito de Ormuz não vai reabrir tão cedo. 

"Ainda não se vislumbra um acordo e os riscos continuam elevados", explica Mark Haefele, do gabinete de investimento do UBS, à Bloomberg. "Ambas as partes continuam sob pressão para chegar a um acordo", diz ainda, referindo que essa pressão só deverá aumentar com a visita de Trump a Pequim na quinta-feira. O líder dos EUA vai reunir com o homólogo chinês e a guerra no Irão deverá dominar a agenda, em conjunto com as relações comerciais dos dois países. 

O MSCI Asia Index - "benchmark" para a região - está a desvalorizar 0,6% esta manhã, enquanto a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 aponta para uma abertura em território negativo, com perdas de igual magnitude. Estes movimentos seguem-se a mais uma sessão bastante otimista em Wall Street, , impulsionados por ganhos no setor da inteligência artificial (IA) - nomeadamente nas fabricantes de chips. 

Na Ásia, a IA também esteve em destaque nesta sessão, embora tenha servido mais como um fator de pressão do que um catalisador. O sul-coreano Kospi - "cabeça de cartaz" para a tecnologia e o índice com melhor desempenho este ano - caiu 2,60% dos máximos históricos atingidos no dia anterior, depois de um alto representante do Presidente ter sugerido o que chama de "dividendo para os cidadãos" através da introdução de uma taxa sobre os lucros da indústria de IA. 

Em pouco mais de uma hora e meia, o , o que acabou por ter um impacto negativo nas restantes praças da região. O australiano S&P/ASX 200 encerrou a sessão com um recuo de 0,36%, enquanto os chineses Shanghai Composite e Hang Seng, de Hong Kong, perderam 0,27% e 0,2%, respetivamente. Já o japonês Nikkei 225 conseguiu resistir à turbulência e valorizou 0,48%. 

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