Suíça anuncia para julho conferência sobre a reconstrução da Ucrânia

A conferência centrar-se-á nas infraestruturas, destruídas pela guerra, bem como nas questões económicas, ambientais e sociais, e envolverá a mobilização de fundos através de um apelo aos doadores
Lusa_EPA/reuters
Lusa 24 de Maio de 2022 às 22:32

O Presidente suíço anunciou hoje a realização de uma conferência sobre a reconstrução da Ucrânia, a 4 e 5 de julho na Suíça, para mobilizar fundos para o país atingido por destruições maciças desde a invasão russa.

Uma conferência sobre as reformas ucranianas estava inicialmente prevista para essa data na cidade de Lugano, mas o seu título e objetivo foram alterados devido ao contexto, disse Ignazio Cassis numa conferência de imprensa em Davos.

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"A conferência sobre a recuperação da Ucrânia será dedicada ao processo de reconstrução", disse o Chefe de Estado durante o discurso, para o qual o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, foi convidado por vídeo-conferência. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, foi convidado para estar presente, mas a chegada foi atrasada por problemas de transporte.

Ainda não são conhecidos os detalhes dos futuros participantes na conferência. Foi enviado um convite a cerca de 40 líderes.

A conferência deverá abordar a questão das contribuições anunciadas pelo Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e União Europeia, disse o Presidente suíço.

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O Chefe de Estado disse também que o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky participará, sem especificar de que forma.

A Rússia "destruiu estradas, infraestruturas municipais, está a fazer tudo para tornar a vida impossível na Ucrânia", disse por seu lado o primeiro-ministro ucraniano, estimando o custo da destruição em 600 mil milhões de dólares.

Shmyhal apelou "à comunidade internacional para mobilizar ajuda financeira, que é crucial para a reconstrução".

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A conferência centrar-se-á nas infraestruturas, destruídas pela guerra, bem como nas questões económicas, ambientais e sociais, e envolverá a mobilização de fundos através de um apelo aos doadores, disse também Ignazio Cassis.

Não será apenas uma questão de enviar fundos para a Ucrânia, frisou o chefe de Estado, acrescentando que "há o perigo de que estes fundos acabem nas mãos erradas", e referindo-se à importância de "auditar o pagamento de fundos".

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