Zelensky acusa Rússia de preferir aterrorizar população em vez de tentar diplomacia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, acusou esta a Rússia de preferir continuar os ataques à Ucrânia em vez de procurar uma solução diplomática, após mais de 1.100 casas terem ficado sem aquecimento, em Kiev, numa grande ofensiva noturna.
"Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar a população é mais importante para a Rússia do que escolher a diplomacia", escreveu o líder da Ucrânia na plataforma digital X, acrescentando que as forças russas atacaram durante a noite com "mais de 70 mísseis no total e lançaram 450 ataques com drones".
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O ministro do Desenvolvimento ucraniano, Oleksiy Kuleba, declarou que "em resultado dos ataques, ficaram sem aquecimento mais de 1.100 imóveis de habitação".
"Os russos danificaram o Salão da Glória no Museu Nacional da História da Ucrânia na II Guerra Mundial, aos pés do monumento 'Pátria'", uma estátua de grande dimensão de uma mulher a empunhar uma espada e um escudo, que assinala o triunfo sobre os nazis, anunciou a ministra da Cultura ucraniana, Tetiana Berezhna.
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andri Sibiga, destacou que esta retoma dos ataques da Federação Russa, após vários dias de trégua, aconteceu quando as temperaturas rondam os 20º negativos em algumas zonas do país, como a capital.
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Kiev, Dnipropetrovsk, Kharkiv, Sumi e Odessa foram os alvos desta mais recente ofensiva aérea russa.
O Kremlin anunciou na sexta-feira que tinha aceitado um pedido do presidente norte-americano, Donald Trump, para suspender os ataques contra Kiev e a rede elétrica ucraniana até 1 de fevereiro, antes do retomar das negociações de Paz em Abu Dhabi.
A ronda trilateral de conversações terá lugar na quarta e quinta-feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, após uma reunião em janeiro, que marcou o primeiro encontro direto entre representantes de Kiev e Moscovo.
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A Rússia, no entanto, continuou os ataques contra o resto da Ucrânia, nomeadamente matando 12 pessoas, num ataque no domingo contra um autocarro que transportava mineiros na região de Dnipropetrovsk (centro-leste).
Em janeiro, os bombardeamentos russos provocaram cortes de energia sem precedentes em Kiev, desde o início da invasão russa em grande escala, em 24 de fevereiro de 2022.
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