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Ao minuto07.04.2022

AIE vai libertar 120 milhões de barris das reservas. EUA não participam em reuniões do G20 com a Rússia

Acompanhe aqui minuto a minuto o conflito na Ucrânia e o impacto nos mercados.

Reuters
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07.04.2022

Zoo de Kharkiv preparado para abater animais devido à destruição causada pelos russos

O dono do zoo da cidade de Kharkiv teve de tomar a decisão de abater todos os animais de grande porte, incluindo tigres, leões e ursos. A decisão, que ainda não foi concretizada, surge devido aos estragos provocados pelos intensos bombardeamentos das tropas russas que as instalações sofreram nas últimas semanas.

 

Apesar de muitos dos animais do Ecopark Feldman terem sobrevivido aos ataques russos a Kharkiv nas últimas cinco semanas, facto é que sem instalações em bom estado existe o risco de os animais se espalharem pela cidade, constituindo mais uma ameaça para os habitantes.

O dono do ecopark alertou para o facto de os animais poderem fugir a qualquer momento e que, por isso, os que não for possível transportar para outros lugares deverem ser sacrificados. "O Ecopark Feldman já não existe. O recinto e toda a infra-estrutura foram destruídos", disse Alexander Feldman num vídeo que publicou no Facebook.

 

O responsável alertou ainda para o facto de os recintos estarem gravemente destruídos o que, pode levar os animais, incluindo os leões ou tigres, para as ruas. Alexander Feldman considerou um "milagre" que os animais se mantenham vivos quando as suas jaulas foram destruídas.

"Esta noite [segunda-feira à noite] decidimos que os animais vão ser abatidos ou transportados para outro lugar. Talvez consigamos salvar jaguares bebés, panteras bebés, mas provavelmente todos os animais adultos vão ser eutanasiados."

O proprietário disse ainda que toda a equipa do zoo estava a trabalhar para tentar arranjar uma maneira de salvar os animais – mas, "não sendo possível, a única opção que nos resta é colocar os predadores a dormir. É inimaginavelmente doloroso falar sobre isso, mas a principal prioridade agora é a vida das pessoas".

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07.04.2022

Bancos russos Sberbank e Alfa Bank desvalorizam sanções

Os bancos russos Sberbank e Alfa Bank, as maiores instituições financeiras da Federação Russa, minimizaram as sanções que os visam diretamente, impostas pelos EUA, no seguimento dos massacres de Bucha na Ucrânia.

"As sanções impostas não vão afetar significativamente o trabalho do banco nem vão refletir-se nos serviços que oferecemos aos russos, porque o sistema já se adaptou às limitações anteriores", avançou o Sberbank, em mensagem publicada na sua conta na rede social Telegram.

Assegurou ainda que "a experiência e os recursos do Sberbank permitem trabalhar com êxito em qualquer condição".

Por seu lado, o Alfa Bank, também no Telegram, comentou que contra a Federação Russa "já se tinham aplicado 8.257 sanções". Acrescentou ainda que, "antes, temiam-se essas coisas, mas agora trabalha-se com normalidade".

O Alfa Bank assinalou, por outro lado, que "os serviços com pessoas jurídicas funcionam como sempre: recebem-se e efetuam-se pagamentos em rublos e outras divisas, com exceção de dólares e euros, nas 24 horas de cada dia".

Washington anunciou hoje o bloqueio total destes dois bancos russos, os quais, a partir de agora, não podem fazer transações com os EUA em qualquer divisa. 

Também o Reino Unido anunciou esta quarta-feira sanções ao Sberbank, dizendo que irá congelar os seus ativos.

06.04.2022

Rússia passará a proibir por lei "notícias falsas" sobre ações do Exército

A Rússia vai proibir a reprodução de notícias falsas sobre o desempenho do Exército russo no estrangeiro, segundo um projeto de lei apresentado hoje à câmara baixa do parlamento.

Uma vez aprovada, esta lei vai punir a divulgação de notícias falsas "que procurem desacreditar as Forças Armadas russas que defendem os interesses do país e dos cidadãos".

Jornalistas que publicarem informações de outros meios de comunicação que desrespeitem o Estado, a sua Constituições e instituições públicas também serão punidos.

Também passa a ser proibido divulgar convocatórias para organizar ou participar em manifestações não autorizadas.

Este projeto, uma emenda à lei dos 'media', também proíbe a recolha de declarações a favor de sanções contra a Federação Russa e os seus cidadãos.

06.04.2022

Países da AIE libertam 120 milhões de barris de petróleo das suas reservas

Há quem veja o Brent a atingir os 125 dólares este ano. É o caso do Goldman Sachs.

Os membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram libertar 120 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, para combater a volatilidade de preços causada pela guerra na Ucrânia, divulgou hoje o organismo.

Dos 120 milhões de barris a serem lançados para o mercado, 60 milhões são dos Estados Unidos.

O diretor do AIE, Fatih Birol, adiantou esta informação, mas explicou que outros detalhes específicos sobre os números afetos a cada país serão comunicados posteriormente.

O anúncio surge após a decisão dos membros da AIE, revelada na sexta-feira, de que iriam libertar mais petróleo das suas reservas estratégicas para combater a volatilidade de preços causada pela guerra na Ucrânia.

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06.04.2022

EUA não participarão em reuniões do G20 com a Rússia

2016 - Normalizar juros

Os Estados Unidos não vão participar nas reuniões do G20 em que a Rússia esteja a participar, declarou esta quarta-feira a secretária norte-americana do Tesouro, Janet Yellen.

 

Falando perante o comité dos serviços financeiros, da Câmara dos Representantes dos EUA, Yellen disse que tinha tornado esta posição muito clara junto de outros ministros das Finanças do Grupo dos 20.

 

"O Presidente Joe Biden tornou bem claro, e claro que concordo com ele, de que não podemos adotar a postura do ‘business as usual’ em relação à Rússia, seja qual for a instituição financeira", declarou a ex-presidente da Fed, citada pela CNN.

 

Os ministros das Finanças do G20 têm agendadas várias reuniões para finais deste mês.

06.04.2022

Juros das dívidas soberanas agravam na véspera do BCE

Os juros das dívidas soberanas estão a agravar de forma generalizada esta quarta-feira, nas vésperas de serem conhecidos os relatos da reunião do Banco Central Europeu (BCE). 

Os juros das bunds alemãs a dez anos, vistos como a referência para a zona euro, estão a subir 3,4 pontos base, para uma taxa de 0,644%. 

O mesmo cenário de agravamento dos juros é visível em Itália, onde os juros com maturidade a dez anos estão a subir 3,9 pontos base para 2,297%. Este é o valor mais elevado dos juros italianos desde março de 2020. 

A Península Ibérica não escapa a este cenário de agravamento dos juros. Os juros espanhóis a dez ano estão em valores de novembro de 2018, a registar na sessão desta quarta-feira uma subida de 3,7 pontos base para 1,632%. Já os juros portugueses avançam 5,7 pontos base nas obrigações com maturidade a dez anos, para 1,56%, valores de fevereiro de 2019.

06.04.2022

Londres avança com novas sanções a Moscovo

Poucos minutos após a Casa Branca ter anunciado novas sanções contra a Rússia após o massacre de Bucha, o governo britânico indicou igualmente ter imposto sanções adicionais ao regime liderado por Vladimir Putin.

As sanções britânicas são muito semelhantes às de Washington, sendo que o pacote de sanções foi coordenado entre os EUA e G7, pelo que também as sanções da União Europeia deverão seguir a mesma linha.

Entre as novas medidas decididas pelo Executivo liderado por Boris Johnson constam o congelamento do maior banco russo, o Sberbank, tal como Washington tinha indicado; a proibição de todo o investimento britânico na Rússia, que ascendeu a 11 mil milhões de libras em 2020; um compromisso de terminar com as importações de carvão e petróleo russos até ao final do ano - com um plano para deixar de importar gás russo "tão cedo quanto possível" e ainda a interdição de importações de outros produtos, nomeadamento ferro e aço.

06.04.2022

Tecnológicas pressionadas pela subida dos juros da dívida arrastam Europa para o vermelho

As bolsas europeias cederam terreno esta quarta-feira, com a nova subida dos juros das dívidas soberanas a penalizar sobretudo as tecnológicas – que se endividaram fortemente nos últimos dois anos, devido às baixas taxas de juro.

 

O Stoxx 600 fechou a ceder 1,59%, para 455,73 pontos, naquela que foi a maior queda desde 10 de março.

 

Os setores do lazer & viagens e dos bens de consumo juntaram-se às tecnologias nas maiores perdas do dia.

 

Os comentários feitos ontem por Lael Brainard, que foi sub-secretária do Tesouro e é membro do conselho de governadores da Reserva Federal, indicando que o banco central dos EUA poderá começar a reduzir o seu balanço já no próximo mês (o que significa acelerar a retirada de estímulos à economia para tentar travar a escalada da inflação), renovaram os receios de uma contração económica devido ao endurecimento da Fed – o que alimentou um selloff no mercado obrigacionista, fazendo por isso subir os juros da dívida.

 

O presidente da Fed, Jerome Powell, já se tinha pronunciado neste sentido, no mês passado, mas o facto de Lael Brainard reforçar este posicionamento mais agressivo do banco central levou a uma maior prudência por parte dos investidores.

 

Hoje, o presidente da Fed de Filadélfia, Patrick Karkersaid, também disse que a inflação está "demasiado elevada" e que uma redução constante do balanço e dos juros diretores do banco central poderá ajudar a aliviar as pressões sobre os preços nos próximos anos.

 

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão Dax recuou 1,89%, o francês CAC-40 desvalorizou 2,21%, o britânico FTSE 100 cedeu 0,34%, o espanhol IBEX 35 perdeu 1,64% e o italiano FTSE MIB desceu 2,06%. Em Amesterdão, o AEX registou um decréscimo de 2,22%.

06.04.2022

Refinadoras estatais da China evitam novos contratos petrolíferos com a Rússia

Com a revisão da “baseline”, vão entrar mais 32.000 barris/dia.

As refinadoras públicas chinesas estão a honrar os contratos petrolíferos já existentes com a Rússia, mas estão a evitar comprometer-se com novos contratos, apesar dos fortes descontos, acatando assim o apelo à prudência feito por Pequim numa altura em que crescem as sanções do mundo ocidental contra Moscovo devido à sua invasão da Ucrânia, avançou a Reuters citando várias fontes próximas deste processo.

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06.04.2022

Euro e libra a ganhar terreno face ao dólar. Rublo em alta

Duas das principais divisas europeias, o euro e a libra, estão a registar ganhos face ao dólar. A moeda única está a somar 0,13% para 1,0919 dólares, depois de quatro sessões consecutivas no vermelho. Já a libra esterlina está a somar 0,08% para 1,3084 dólares. 

O dólar está na linha de água perante um cabaz de divisas rivais, numa altura em que são esperadas as atas da reunião da Fed sobre política monetária. A "nota verde" está a registar ganhos desde 31 de março. 

Nota também para o rublo, que está a valorizar tanto perante o dólar como face ao euro. A moeda russa já regressou a valores de antes da invasão à Ucrânia. O rublo avançou 0,76% face ao dólar e 0,92% perante o euro.

06.04.2022

Ouro estabiliza com investidores à espera das atas da Fed e a pesar novas sanções

O ouro está a negociar de forma estável, com os investidores à espera da divulgação das atas da Reserva Federal dos Estados Unidos e também a pesar o anúncio de novas sanções à Rússia devido às atrocidades em Bucha. 

O ouro está na linha de água, com uns ténues 0,03%, com a onça a negociar nos 1.924,15 dólares. 

Esta estabilização acontece depois de, na sessão anterior, o ouro ter recuado 0,47%, tombado para 1.923,6 dólares. 

Os restantes metais, como a prata e a platina, estão a registar tendências diferentes. Enquanto a prata está a valorizar 0,4%, a cotar nos 24,42 dólares por onça, a platina tomba 1,77% para 954,44 dólares por onça.

06.04.2022

Petróleo cai mais de 1%  

Com a revisão da “baseline”, vão entrar mais 32.000 barris/dia.

Os preços do "ouro negro" estavam a negociar em alta, com a perspetiva de novas sanções contra a Rússia (e consequente perturbação na oferta) a pesar mais do que o receio de uma procura mais fraca devido ao alargamento do lockdown em Xangai devido à covid-19.

 

No entanto, as cotações acabaram por inverter depois de o Departamento norte-americano da Energia ter divulgado que os stocks de crude do país aumentaram na semana passada.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a ceder 1,03% para 105,54 dólares por barril.

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 1,02% para 100,91 dólares por barril.

06.04.2022

Hungria diz estar pronta para pagar gás russo em rublos

A Hungria está a fugir ao consenso expresso pela União Europeia e diz estar disposta a pagar pelo gás vindo da Rússia em rublos, a moeda russa. Até este ponto, Bruxelas tem vindo demonstrar uma voz unânime a recusar aceder às exigências da Rússia. 


Esta quarta-feira, a Hungria diz que vai pagar as remessas de gás em rublos se a Rússia assim o pedir. As declarações foram feitas pelo primeiro-ministro Viktor Órban, em conferência de imprensa citadas pela Reuters. 

Leia a notícia completa aqui.

06.04.2022

Wall Street arranca no vermelho. Nasdaq perde quase 2%

A escalada do conflito armado na Ucrânia e a inflação fora de controlo arrastaram os mercados e a confiança dos empresários.

Wall Street arrancou no vermelho, reagindo  em baixa às declarações de alguns governadores da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O industrial Dow Jones segue a cair 0,81% para 34.351,25 pontos, enquanto o S&P 500 perde 1,19% para 4.471,37 pontos. Já o tecnológico Nasdaq devaloriza 1,98% para 13.921,68 pontos.

 

Os investidores temem que seja adotada uma política monetária restritiva como não era visto há cerca de 30 anos.

Depois das declarações de apoio a uma política monetária "falcão" por parte da governadora da Reserva Federal norte-americana (Fed) Lael Brainard, foi a vez da presidente da Fed de São Francisco, Mary Daly apoiar a política restritiva da Fed, rejeitando, no entanto, a possibilidade de uma recessão, semelhante ao que aconteceu durante a crise de 1970 nos EUA.

 

"Estou otimista em relação à economia dos EUA", disse Daly num evento esta terça-feira. À medida que sobem as taxas de juro e se reduz o balanço do banco central, "creio que vamos colocar a inflação a abrandar até ao fim do ano e teremos um crescimento mais lento, mas nada que nos coloque em recessão este ano", acrescentou a líder regional da Fed.

 

Estas declarações surgem um dia antes de serem divulgadas as atas da Fed da última reunião de março. Esta quarta-feira o mercado vai estar atento à dulgação destas minutas, já que poderão dar pistas sobre o futuro da política monetária nos EUA.

06.04.2022

Rublo volta a níveis pré-guerra

O rublo já eliminou todas as perdas registadas desde a invasão da Rússia à Ucrânia. Após um tombo inicial no valor da moeda, a cotação tem vindo a recuperar nos últimos dias e atingiu esta quarta-feira o importante marco.

O rublo segue a ganhar cerca de 1% face ao par norte-americano para 0,012 dólares. Já contra a moeda única, a divisa russa ganha 0,73% para 0,011 euros. Em ambos os casos, tinha tocado os valores mais baixos de sempre no rescaldo da invasão. 

Para tentar travar a fuga de capitais estrangeiros e a queda a pique do rublo, o Kremlin implementou uma série de medidas no último mês e meio. Entre as decisões mais importantes está o decreto assinado por Vladimir Putin que estipula que os compradores de países rivais da Rússia terão de pagar em rublos pelo gás, sob pena de os contratos serem suspensos.

"A Rússia fornece cerca de um terço do gás da Europa, pelo que a energia é a alavanca mais poderosa à disposição de Putin quando tenta revidar contra as sanções ocidentais. A decisão de impor pagamentos em rublos impulsionou a moeda russa", explica o IMF - Informação de Mercados Financeiros.

As empresas e os governos ocidentais rejeitaram a medida como uma violação dos contratos existentes, que são estabelecidos em euros ou dólares. Apesar disso, houve uma inversão da tendência, numa altura em que os investidores estrangeiros ainda não têm permissão para movimentar ou liquidar os ativos russos.

06.04.2022

Chanceler alemão acusa Rússia de “crimes de guerra” na Ucrânia

Olaf Scholz quer que “a inviolabilidade das fronteiras seja respeitada”.

Olaf Scholz, o chanceler alemão, acusou a Rússia de estar a praticar "crimes de guerra" na Ucrânia. E, sublinhou, a Europa vai continuar a aumentar a pressão com mais sanções. 


"Estamos a trabalhar numa forma de endurecer as atuais sanções novamente e o quinto pacote está nas fases finais de debate", explicou Scholz no Parlamento, em Berlim. "Isso será mais um precioso contributo para fazer com que a Rússia sinta as consequências desta guerra", cita a Bloomberg.


E, na mesma ocasião, o chanceler alemão reiterou a promessa de que a Alemanha vai pôr fim à dependência energética da Rússia, garantindo que será feito "com uma rapidez como nunca foi vista". No entanto, ficou de fora do discurso de Scholz a proposta de a União Europeia banir de forma gradual as importações de carvão russo.

06.04.2022

Bombardeamentos russos intensificam-se no leste e no sul da Ucrânia

O Ocidente prepara novas sanções contra a Rússia após os relatos do massacre em Bucha.

Os bombardeamentos russos continuaram esta quarta-feira, em intervalos regulares, na cidade industrial de Severodonetsk, no leste da Ucrânia, tendo o exército russo lançado ainda um ataque aéreo no sul, visando uma instalação petrolífera em Novomoskovsk.

Severodonetsk, com mais de 100.000 habitantes antes da guerra, é a cidade mais oriental ocupada pelo exército ucraniano, muito próxima da linha de frente com os territórios separatistas pró-russos.

Nos últimos dias, o exército russo tinha prometido intensificar os ataques no leste do país, incluindo na região de Lugansk, onde Severodonetsk está localizada.

Leia a notícia completa aqui.

06.04.2022

Zelensky por videoconferência em sessão solene parlamentar teve unanimidade

O PAN afirmou que o seu pedido para que se realize uma sessão solene com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por videoconferência, foi aprovado por unanimidade em conferência de líderes parlamentares. Esta informação foi transmitida pelo PAN em comunicado, quando ainda está a decorrer a reunião da conferência de líderes parlamentares.

"O PAN viu hoje ser aprovado por unanimidade, em conferência de líderes, o seu requerimento dirigido ao presidente da Assembleia da República [Augusto Santos Silva] com vista à organização de uma sessão solene de boas-vindas ao Presidente da Ucrânia, com a participação à distância" de Volodymyr Zelensky "em reunião plenária".

Em 16 de março, no final da anterior legislatura, o PAN propôs ao então presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, através de ofício, a organização de "uma sessão solene de boas-vindas", na Comissão Permanente do parlamento ao Presidente da Ucrânia, com a participação à distância de Volodymyr Zelensky.

No documento, o PAN invocou participações do chefe de Estado ucraniano via de videoconferência, apontando como exemplos as sessões realizadas no Parlamento Europeu, nos parlamentos da Alemanha e Itália, na Câmara dos Comuns do Reino Unido, no Congresso dos Estados Unidos da América e na Câmara dos Comuns do Canadá.

No mesmo ofício, a líder do PAN, Inês de Sousa Real, sustentou que uma sessão solene similar às ocorridas noutros países poderá ser convocada pelo senhor presidente da Assembleia da República "ao abrigo do número dois, do artigo 76.º do Regimento da Assembleia da República, que é de resto a quem cabe a iniciativa exclusiva para a convocação de tal sessão -- sem prejuízo da consulta à conferência de líderes sobre modelo, a organização protocolar e os termos do uso da palavra".

Este artigo relativo às sessões solenes refere, no número dois, que podem "realizar-se sessões solenes evocativas de outros eventos ou da memória de personalidades, por iniciativa do presidente da Assembleia da República, bem como sessões solenes de boas-vindas a chefes de Estado estrangeiros ou a líderes de organizações internacionais de que Portugal faça parte, com faculdade de uso da palavra por estes convidados".

Lusa

06.04.2022

"Desde o início da guerra a UE deu 35 mil milhões a Putin", diz Borrell

"Desde o início da guerra a UE deu 35 mil milhões a Putin", diz Borrell
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O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, disse esta quarta-feira que a União Europeia (UE) apoiou a Ucrânia com mil milhões de euros desde o início da invasão russa, enquanto, no mesmo período, comprou energia a Moscovo no valor de 35 mil milhões de euros.

O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, disse esta quarta-feira que a União Europeia (UE) apoiou a Ucrânia com mil milhões de euros desde o início da invasão russa, enquanto, no mesmo período, comprou energia a Moscovo no valor de 35 mil milhões de euros.

06.04.2022

"Nata" do tecido empresarial russo incluído na nova lista de sanções da UE

Presidente da Comissão considera que a “justiça social” passa também pela “tributação justa” das empresas.

Bruxelas vai incluir altos executivos russos na nova lista de sanções, de acordo com o Financial Times (FT).

 

Segundo o diário britânico, a nova lista da União Europeia vai incluir nomes sonantes no tecido empresarial russo, como Herman Gref, CEO do maior banco da Rússia, Sberbak, o oligarca do alumínio, Oleg Deripaska, o CEO da plataforma de e-commerce Orson, Alexander Shulgin, o multimilionário do ouro, Said Kerimov, e ainda um dos empresários russos mais próximos de Vladimir Putin, Boris Rotenberg.

 

Espera-se ainda que o documento inclua Vladimir Bogdanov, diretor-geral da Surgutneftegas, o terceiro maior produtor de petróleo da Rússia, responsável por cerca de 10% da produçãodo país. A imprensa internacional especula também que possam ser alvo de sanções, as filhas de Vladimir Putin, Katerina Tikhonova e Maria Vorontsova.

 

A lista vai ser discutida esta quarta-feira pelos representantes dos 27 Estados membros. Para além do leque de alvos individuais, espera-se que a nova lista de sanções inclua mais restrições ao setor bancário do país e às importações russas de carvão.

 

Poderão ainda ser proibidas exportações na ordem dos 10 mil milhões de euros, em áreas como informática quântica e semicondutores e ainda em exportações de madeira, cimento, mariscos e bebidas alcoólicas, uma medida com um impacto de 5,5 mil milhões de euros.

 

06.04.2022

Site da Gazprom Neft em baixo depois de aparente ataque

O 'site' da Gazprom Neft, a subsidiária da Gazprom para a área do petróleo, está em baixo, depois do que parece ser um ataque informático.

Explica a Reuters que durante momentos o ‘site’ mostrou uma declaração atribuída ao CEO da Gazprom, Alexei Miller, com (pouco prováveis) comentários críticos ao envio de soldados para a Ucrânia. A declaração foi desmentida por uma porta-voz da Gazprom.

"A informação publicada esta manhã, 6 de abril, no site não é verdadeira e não pode ser entendida como uma declaração oficial dos representantes ou accionistas da empresa", disse a Gazprom Neft, citada pela agência de notícias.

Lembra a agência de notícias que no mês passado Alexei Miller, próximo de Putin com quem trabalhou de perto nos anos 90,  em São Petersburgo, encorajou os 500 mil trabalhadores da Gazprom a apoiar o presidente. "Hoje, como nunca, é importante manter o compromisso com a causa comum, apoiando o nosso presidente", escreveu Miller.

06.04.2022

Ucrânia diz estar a investigar mais de 4.500 alegados crimes de guerra

Os procuradores ucranianos dizem que estão a investigar mais de 4.500 alegados crimes de guerra da responsabilidade da Rússia.

De acordo com números divulgados pelos procuradores, e citados pelo jornal britânico The Guardian, a lista que está em permanente atualização inclui um total de 4.468 crimes de guerra.

Em conferência de imprensa, a procuradora-geral Iryna Venediktova descreveu as regiões libertadas à volta de Kiev como uma "região torturada do inferno".

06.04.2022

Sanções da UE deverão abranger petróleo e gás russo "mais cedo ou mais tarde"

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse esta quarta-feira acreditar que as sanções da União Europeia (UE) à Rússia devido à sua agressão à Ucrânia deverão abranger, "mais cedo ou mais tarde", importações de petróleo e gás russo.

Leia mais aqui

06.04.2022

Brainard atira Europa para o vermelho

A Europa seguiu o prognóstico avançado pela negociação dos futuros sobre os principais índices do bloco e arrancou a sessão no vermelho, perante o medo de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) intensifique ainda mais a política monetária "falcão" que tem sobrevoado o mercado.

 

O "benchmark" europeu por excelência, Stoxx 600, segue a cair 0,16% para 462,35 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice, o setor automóvel é quem comanda as perdas, acompanhado da tecnologia. A austríaca AMS é a que mais pressiona o índice, estando a desvalorizar mais de 4%.

 

O Stoxx 600 conseguiu obter ganhos nas últimas três sessões, já que os investidores foram atraídos por avaliações mais baixas das ações, no entanto o aumento da preocupação em torno da inflação e de um possível abrandamento económico está a ser patente durante a sessão desta quarta-feira, depois de ontem um membro do conselho da Fed, a governadora Lael Brainard, ter salientado a importância de combater o galopar do índice de preços, antecipando um corte do balanço mais rápido do que o esperado, alimentado um movimento de sell-off de títulos.

 

Nas restantes praças europeias, o espanhol IBEX negoceia na linha de água (-0,01%), assim como o alemão DAX (-0,08%) e o britânico FTSE (-0,06%). Amesterdão cai 0,59%, Milão derrapa 0,17% e Paris mergulha 0,50%. Por cá, o PSI segue a tendência, estando a desvalorizar 0,47% sobretudo pressionado pelo setor da energia.

 

"Os comentários [de Lael Brainard] colocam em relevo o medo dos investidores de que ao tentar conter a inflação, a Fed exagere na política monetária falcão, levando a economia à recessão", sublinhou Michael Hewson, responsável pelo departamento de "research" da CMC Markets no Reino Unido, citado pela Bloomberg.

06.04.2022

Juros continuam a agravar nos EUA e na zona euro

Os juros continuam a agravar na zona euro e nos EUA, seguindo a tendência da última sessão.  

 

Os juros das bunds alemãs a dez anos – referência para o mercado europeu – estão a escalar 1,5 pontos base para 0,625%. Desde esta terça-feira, que os juros sobre as obrigações germânicas com esta maturidade estão acima da linha psicológica dos 0,600%, renovando máximos de maio de 2018.

 

Na Península Ibérica, a yield das obrigações portuguesas a dez anos está a agravar 0,8 pontos base para 1,510%. Desde o dia 7 de fevereiro que os juros sobre a dívida nacional com esta maturidade estão acima de 1% e desde esta terça-feira que os mesmos estão acima de 1,5% como não era visto desde feveireiro de 2019.

Em Espanha a yield das obrigações com a mesma maturidade sobe também 0,8 pontos base para 1,603%.

 

Já os juros da dívida soberana italiana a dez anos estão a agravar 0,3 pontos base para 2,261%, depois de terem sido os únicos na zona euro a arrancar a sessão com uma tendência de alívio.

 

Nos EUA, a yield das obrigações com a mesma maturidade continua a renovar máximos de 2019, estando a agravar 5,1 pontos base para 2,598%.

06.04.2022

Ouro em queda. Euro renova mínimos de fevereiro de 2020

Ouro

O ouro continua a cair, à medida que os investidores continuam a digerir as declarações de Lael Brainard, membro do conselho dos governadores da Reserva Federal norte-americana (Fed), que esta terça-feira deu sinais de que o banco central irá continuar a seguir uma política monetária "falcão".

 

O metal amarelo segue a desvalorizar 0,26% para 1918.58 dólares a onça. Platina e prata seguem esta tendência negativa, enquanto o paládio soma 0,11% para 2.240,70 dólares a onça.

 

A yield da dívida norte-americana a dez anos renovou máximos de 2019, acabando por desviar o apetite dos investidores pelo ouro, já que este não remunera juros. Apesar de tudo, o metal amarelo continua a ser negociado acima da fasquia dos 1.900 dólares, sustentada pela incerteza sentida pelo mercado diante da guerra na Ucrânia.

 

Esta terça-feira, a governadora da Fed, Lael Brainard, sublinhou a importância de combater a inflação, tendo avançado que o banco central vai reduzir o balanço já no próximo mês. Esta quarta-feira são divulgadas as atas da última reunião do banco central que aconteceu e março, durante a qual, pela primeira vez desde 2018, os governadores subiram a taxa de juro dos fundos federais.

 

No mercado cambial, o índice do dólar da Bloomberg – que compara a "nota verde" com 16 divisas rivais – está a somar 0,21% para 99,68 pontos. Já o euro perde 0,20% para 1,0883 dólares, caindo abaixo da linha psicológica dos 1,08 dólares, renovando mínimos de fevereiro de 2020.

06.04.2022

Petróleo recupera das perdas perante a garantia do ouro negro russo não ser sancionado pela UE

O petróleo está a recuperar das perdas sofridas durante esta terça-feira, depois da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, ter avançado que a próxima onda de sanções vai afetar as importações de carvão russo, mas não o petróleo, uma medida que ainda terá de ser discutida pelos Estados-membros.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado no mercado de Nova Iorque e com entrega prevista em maio, está a somar 0,09% para 102,05 dólares o barril, depois de esta terça-feira ter caído 1,6%. Já o Brent do Mar do Norte, referência para as importações e com entrega prevista em junho, está a valorizar 0,32% para 106,98 dólares por barril.

 

A cotação do petróleo aumentou em cerca de um terço durante o primeiro trimestre deste ano, de acordo com as contas da Bloomberg. Nos últimos tempos, no plano geopolítico, Washington e Londres tentam pressionar Bruxelas para sancionar o petróleo russo, no entanto de forma infrutífera, devido à dependência energética do bloco face à Rússia. Para acalmar o desequilíbrio entre oferta e procura, os EUA e os aliados da Agência Internacional de Energia concordaram em libertar reservas de ouro negro.

 

Para além da guerra na Ucrânia, o mercado está ser também marcado, mas em sentido inverso, pela propagação de uma nova vaga de covid-19 na China, o maior importador de petróleo do mundo. O país registou mais de 20 mil casos esta terça-feira.

 

Durante o dia de hoje, os investidores vão estar atentos às declarações dos CEO das gigantes petrolíferas, como a Shell, Exxon e BP, que vão falar diante da Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes, no Congresso dos EUA.

06.04.2022

Europa aponta para o vermelho pressionada pela Fed

As declarações da governadora da Reserva Federal norte-americana (Fed) Lael Brainard – um dia antes de serem divulgadas as atas da última reunião do banco central -- a par dos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia fez mossa no mercado asiático e está a pressionar a negociação de futuros na Europa.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 estão a cair 0,4%.

 

Durante esta quarta-feira, os investidores vão estar focados na divulgação das minutas da última reunião da Fed, estando à procura de pistas sobre a possibilidade de um aumento da taxa de fundos federais em 50 pontos base no próximo encontro do banco central, agendado em maio.

 

A Reserva Federal norte-americana (Fed) vai acelerar a retirada de estímulos à economia para tentar travar a escalada da inflação. A governadora Lael Brainard disse, esta terça-feira num discurso numa conferência online, que o banco central vai começar, já no próximo mês de maio, a diminuir os ativos que tem no balanço.

 

"É de suma importância reduzir a inflação", avisou Brainard após a taxa anual no país ter aumentado para 7,9% em fevereiro. O valor fica quatro décimas acima do registado em janeiro, graças à subida de preços da energia devido ao conflito na Ucrânia, e é a maior subida da taxa homóloga desde janeiro de 1982.

 

"O Comité vai continuar a apertar a política monetária metodicamente por meio de uma série de aumentos de juros e a começar a reduzir o balanço num ritmo acelerado já a partir da nossa reunião de maio", afirmou sobre o próximo encontro do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), que está marcado para 3 e 4 de maio.

 

Na Ásia, a sessão fechou no vermelho, sobretudo devido ao setor tecnológico que replicou as perdas do homólogo norte-americano em Wall Sreet, devido ao agravamento expressivo das taxas de juro a dez anos, desencadeado pelas declarações de Brainard. O Topix perdeu 1,16%, o Nikkei mergulhou 1,38%. No Japão, o SoftBank Group caiu 2,49%. Na Coreia do Sul, a Kakao desvalorizou 2,79%, a Naver tombou 3,21%, enquanto a SK Hynix afundou 2,58%.

 

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,22%, tendo sido pressionado sobretudo pela Alibaba (- 4,05%), Meituan (-2,81%) e Tencent (- 1,85%). Já Xangai derrapou 0,16%.

06.04.2022

EUA vão ajudar Kiev com 100 milhões de dólares. UE em "conversa de surdos" com Pequim

Os EUA, a União Europeia e o G7 estão a preparar novos pacotes de sanções contra a Rússia em resposta ao massacre de Bucha, de acordo com a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. Nos EUA, estas restrições implicam o bloqueio do investimento russo no país. Já na UE, o objetivo ainda é apenas o carvão russo e não o petróleo.

 

A porta-voz de Joe Biden adiantou ainda que os EUA vão enviar mais 100 milhões de dólares para a compra de mísseis antitanque Javelin. Assim, somando este montante ao pacote já enviado para a Ucrânia a 1 de abril, Washington já ajudou Kiev com um envelope financeiro total de 1,7 mil milhões de dólares.

 

Do lado de cá do Altântico, o chefe da diplomacia da UE, Joseph Borrel, classificou as conversações com o presidente chinês como um "diálogo de surdos", lançando dúvidas sobre a consistência da cooperação de Pequim para acabar com a guerra na Ucrânia.

 

"A China queria deixar de lado a nossa diferença [de opiniões] em relação à Ucrânia", revelou Borell que acompanhou os líderes europeus à cimeira com Pequim, que decorreu na semana passada. "[Pequim] preferiu focar-se em coisas positivas, não querendo falar da Ucrânia nem de direitos humanos e outras questões [relacionadas com a guerra]", acrescentou o diplomata.

 

Na ONU, a China manifestou a sua consternação diante das imagens do massacre em Bucha, mas pediu aos países que se abstenham de julgar, até que seja concluída uma investigação sobre quem é o responsável.  O representante de Pequim nas Nações Unidas, Zhang Jun, não condenou Vladimir Putin pela violência praticada na Ucrânia.

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