pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Kiev vai fazer tudo para manter laços com os EUA após Trump suspender ajuda militar à Ucrânia

A Ucrânia estará a discutir com os aliados europeus formas de substituir as defesas aéreas fornecidas pelos EUA.

Denys Shmyhal, primeiro-ministro da Ucrânia
Denys Shmyhal, primeiro-ministro da Ucrânia Alina Smutko / Reuters
04 de Março de 2025 às 12:40

A Ucrânia garante que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter os laços com os Estados Unidos, depois de o Presidente Donald Trump ter suspendido a ajuda militar a Kiev. O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, afirmou que o país ainda tem meios para abastecer as suas forças da linha da frente, mas classificou a ajuda norte-americana como "preciosa".

"Continuaremos a trabalhar com os Estados Unidos através de todos os canais disponíveis e de uma forma calma", disse Shmyhal, em conferência de imprensa. "Só temos um plano - vencer e sobreviver. Ou ganhamos, ou o plano B será escrito por outra pessoa".

O comité de segurança e defesa nacional do parlamento ucraniano reuniu-se esta terça-feira à porta fechada para discutir a suspensão da ajuda militar dos EUA, segundo noticiou a agência noticiosa RBC-Ucrânia. A principal tarefa agora é encontrar formas de substituir as defesas aéreas fornecidas pelos EUA, bem como a artilharia de longo alcance de precisão americana.

O conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak anunciou, na rede social X, que Ucrânia está a "discutir" opções com os europeus, sem excluir Washington. "Estamos a discutir opções com os nossos parceiros europeus", escreveu na publicação. "E, claro, não descartamos a possibilidade de negociações com os nossos homólogos norte-americanos".

O Presidente norte-americano Donald Trump determinou na segunda-feira a suspensão do apoio militar à Ucrânia, que combate a invasão russa, na sequência da altercação durante a visita, na semana passada, do homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky à Casa Branca.

Fonte da Casa Branca citada pela Associated Press (AP) referiu que Trump está focado em chegar a um acordo de paz para terminar a guerra que decorre há mais de três anos e que pretende ter Zelensky comprometido com esse objetivo. A mesma fonte acrescentou que os Estados Unidos estão a "suspender e a rever" a sua ajuda para "garantir que está a contribuir para uma solução".

A ordem executiva aplica-se a todo o equipamento militar dos EUA que não se encontre atualmente na Ucrânia, incluindo armas em trânsito por via de aviões e navios ou à espera em áreas de trânsito na Polónia. Embora a extensão do armamento abrangido não seja conhecido, Trump herdou do ex-presidente Joe Biden a autoridade para entregar 3,85 mil milhões de dólares em armas norte-americanas.

O congelamento da ajuda a caminho da Ucrânia inclui a entrega de munições essenciais, centenas de sistemas de foguetes guiados de lançamento múltiplo, armas anti-tanque e outros equipamentos. A Ucrânia depende dos EUA para a sua defesa aérea, uma vez que a Rússia bombardeia o seu antigo parceiro soviético com mísseis e drones. Apenas os sistemas de defesa antimíssil Patriot dos EUA são capazes de abater os mísseis balísticos russos, incluindo o Kinzhal.

Trump tem vindo a trabalhar num acordo para acabar com a guerra desencadeada pela invasão da Rússia ao país vizinho, mas quando Zelenskiy insistiu, na semana passada, em garantias de segurança para assegurar que a Rússia não viola qualquer acordo, o líder norte-americano respondeu que voltasse quando estivesse pronto para a paz. Um acordo sobre recursos minerais que era visto como um possível precursor de um cessar-fogo não foi assinado.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polónia, a decisão dos EUA apanhou de surpresa os aliados europeus, que não foram consultados. Os altos funcionários britânicos não tinham conhecimento do plano até ao final do dia de segunda-feira, apesar da troca de telefonemas que tem sido feita nos últimos dias entre membros dos gabinetes do Reino Unido e dos EUA.

Já o Kremlin considerou que a decisão da Administração Trump de cortar a ajuda poderia empurrar a Ucrânia para a mesa de negociações. "Ainda não conhecemos os pormenores, mas, a ser verdade, trata-se de uma decisão que pode encorajar" Kiev a avançar para o processo de paz, disse o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, segundo a agência noticiosa Interfax. Acrescentou que é demasiado cedo para falar de um eventual abrandamento das sanções impostas pelos EUA à Rússia.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.