Petróleo, contas da Nos e três outras coisas que precisa de saber para começar o dia
Trump considerou "inaceitável" a resposta do Irão à proposta do fim do conflito no Médio Oriente, antevendo-se um impasse nas negociações. As cotadas portuguesas estão em destaque por vários motivos e o iene também vai centrar atenções.
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| Petróleo no centro das atenções |
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O Irão confirmou ter enviado neste domingo, através do Paquistão, que está a servir como mediador com os EUA, a resposta à proposta de cessar-fogo apresentada em meados da semana passada pelos americanos. Segundo o WSJ, a prioridade da proposta iraniana é que haja um cessar-fogo, que a navegação por Ormuz seja novamente retomada e, só quando isto acontecer, é que as negociações mais detalhadas sobre o futuro do programa nuclear decorreriam, num período máximo de 30 dias. Mas Donald Trump não gostou. O Presidente dos EUA considerou a resposta como "totalmente inaceitável". Isto parece sinalizar que um acordo de paz entre os dois países não deverá acontecer a curto prazo. Além disso, o ambiente continua crispado, já que também neste domingo o Irão ameaçou a França e o Reino Unido em caso de intervenção no estreito de Ormuz, o que mantém elevada a tensão no conflito que já dura há mais de dois meses na região do golfo Pérsico – e continuará a pressionar a negociação do "ouro negro". |
| Nos presta contas do 1.º trimestre |
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Mais logo, depois do fecho dos mercados, a operadora de telecomunicações apresenta as contas relativas ao período entre janeiro e março. A empresa liderada por Miguel Almeida, que é até ao momento a cotada do PSI que mais valoriza desde o início do ano (valorização de 31%), terminou 2025 com um lucro de 245,9 milhões de euros, um recuo de 9,6% face ao ano anterior. |
| Recompra de ações e dividendos na agenda |
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Esta segunda-feira marca o arranque do programa de recompra de ações da Corticeira Amorim, que pode ir até 25 milhões de euros ou um máximo de até 3 milhões de ações. Já a retalhista Sonae entra hoje em ex-dividendo, estando previsto o pagamento de um dividendo bruto de 0,06217 euros por ação a partir de quarta-feira. Por fim, esta segunda-feira é também o último dia em que os acionistas da EDP Renováveis têm direito ao "scrip dividend" – os acionistas poderão depois manter os direitos e receber as ações, vender parte ou a totalidade à EDPR a 0,124 euros cada até 25 de maio ou vender no mercado entre 14 e 28 de maio. |
| Olhos postos no iene |
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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, visita o Japão, onde terá vários encontros de elevado perfil, incluindo com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. O iene, que tem estado em foco depois de Tóquio ter confirmado uma operação de compra da moeda para estancar a perda de valor da divisa, volta assim a ficar em foco. Maior clareza no acordo comercial EUA-Japão ou novos desenvolvimentos nas relações de política cambial entre os dois países vão colocar os holofotes sobre a dinâmica da moeda nipónica. Em janeiro, os comentários de Scott Bessent, sobre a necessidade de subidas de taxas de juro no Japão, ajudaram o iene a recuperar valor no mercado cambial. |
| Indicadores económicos em análise |
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Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela nesta segunda-feira o índice de custos de construção de habitação nova, bem como o índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas na indústria. Lá fora, o gabinete de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, revela dados sobre o número de voos comerciais realizados em abril, um mês que já poderá mostrar algum impacto do prolongar do conflito no Médio Oriente, que tem encarecido o combustível também para as transportadoras aéreas. |